Histórias de Quem Coopera: “quem mais ganha no voluntariado é quem trabalha”
Para quem dedica tempo ao voluntariado, o impacto das ações pode ser percebido em diferentes lugares: nas crianças que descobrem novos caminhos por meio do esporte, nas famílias que encontram serviços essenciais mais perto de casa ou nas pessoas que, pela primeira vez, têm acesso a cuidados que podem melhorar sua qualidade de vida.
No Dia de Cooperar, essas experiências fazem parte da rotina de cooperativistas de Mato Grosso do Sul. Para o presidente executivo da Copasul, Adroaldo Taguti, participar de iniciativas voluntárias ao longo de décadas reforçou uma percepção que ele procura compartilhar com os colaboradores: quem se envolve também é transformado pela experiência.
Há cerca de 30 anos na cooperativa, Taguti acompanha a realização do Dia C desde o início da celebração e incentiva os colaboradores a assumirem o protagonismo em projetos sociais não apenas durante a mobilização, mas ao longo de suas trajetórias.
“O impacto dessas ações voluntárias é muito positivo para a gente mesmo. Nós somos os maiores beneficiados dessa participação nos projetos voluntários.”
Um dos exemplos que reforçam essa percepção é o projeto social de beisebol apoiado pela Copasul. Por meio do esporte, crianças têm contato com valores como disciplina, trabalho em equipe, liderança, determinação e dedicação.
Para ele, acompanhar essas transformações também gera motivação para continuar incentivando o voluntariado.
“A gente vê realmente uma transformação muito grande nas crianças quando elas se engajam no esporte e conseguem absorver os conceitos de disciplina, trabalho em equipe, liderança, garra, força de vontade e empenho para treinar.”
A experiência também ajuda a reforçar uma mensagem que ele considera importante transmitir aos colaboradores: o voluntariado pode fazer parte da vida cotidiana e não precisa se limitar a uma data ou campanha.
“A gente quer que eles se engajem, se motivem e sejam protagonistas de projetos sociais, não só no Dia C, mas no decorrer da sua vida.”
Quando a comunidade se aproxima das cooperativas
Em Três Lagoas, o contato direto com a comunidade também marcou a trajetória de Eduardo Queiroz, integrante da área de Marketing da Unimed Regional de Três Lagoas e participante do Dia C há pelo menos sete anos.
Para ele, a força da iniciativa está justamente na possibilidade de aproximar as cooperativas das necessidades reais das pessoas.
Uma das experiências que mais o marcou aconteceu em 2025, quando uma ação realizada em uma praça de Três Lagoas reuniu diferentes serviços e atendeu mais de 5 mil pessoas.
Foram oferecidos atendimentos como captação de currículos para oportunidades de emprego e primeiro emprego, exames rápidos, testes de glicemia e aferição de pressão arterial.
Entre os atendimentos, Eduardo encontrou pessoas que há anos não realizavam exames e até aquelas que nunca haviam tido acesso a alguns desses cuidados.
“A gente encontrou pessoas que há muitos anos, ou nunca, tinham feito sequer exames. E isso mexe muito com a gente que está na área, porque percebemos o quanto a comunidade demanda das cooperativas e das pessoas como um todo estarem mais próximas.”
A experiência reforçou para Eduardo a importância de criar oportunidades para que pessoas em situação de maior vulnerabilidade tenham acesso a serviços que podem contribuir para uma vida melhor.
“Ter esse contato com essas pessoas e poder ajudá-las de alguma forma é muito importante para a gente.”
Cooperar também transforma quem ajuda
As experiências de Taguti e Eduardo mostram que o voluntariado não termina quando a ação termina. Ele permanece nas relações construídas, nos aprendizados adquiridos e na percepção de que cada pessoa pode contribuir para transformar a realidade ao seu redor.
“Quem mais ganha no trabalho voluntário é a pessoa que participa do trabalho voluntário, não é quem recebe o trabalho voluntário.” – Adroalto Taguti, Copasul.
Os relatos fazem parte da série especial Histórias de Quem Coopera, iniciativa do Sistema OCB/MS que, ao longo de agosto, apresenta experiências de pessoas que participam do Dia C em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. A cada história, novos olhares mostram como o voluntariado aproxima cooperativas e comunidades e transforma quem escolhe fazer parte desse movimento. Acompanhe todos os episódios também nas redes sociais do Sistema OCB/MS.