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18/03/2026
Homenagem a Dalva Caramalac marca a 57ª AGO e reforça reconhecimento nacional à sua trajetória no cooperativismo
O Sistema OCB promoveu, nesta terça-feira (17), em Brasília, a 57ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), reunindo lideranças das Organizações das Cooperativas Brasileiras nos estados (OCEs) em um momento estratégico de alinhamento institucional. A agenda contemplou a prestação de contas referente a 2025, a análise dos principais resultados alcançados pelo setor e a definição das diretrizes que irão nortear a atuação do cooperativismo ao longo de 2026. Homenagem surpresa emociona e reforça reconhecimento nacional Um dos momentos mais marcantes da assembleia foi a homenagem surpresa à superintendente do Sistema OCB/MS, Dalva Garcia Caramalac. Sem aviso prévio, a dirigente recebeu o reconhecimento de todo o Sistema OCB por sua trajetória de mais de 40 anos dedicados ao cooperativismo, sendo ovacionada pelos presentes. A surpresa tornou o momento ainda mais simbólico, evidenciando o carinho, o respeito e a admiração conquistados ao longo de sua história. Referência nacional no movimento, Dalva teve papel fundamental na consolidação do cooperativismo em Mato Grosso do Sul e no fortalecimento institucional do Sistema OCB em nível nacional. O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou a relevância de sua contribuição. “A Dalva é uma referência para todo o Sistema OCB. Ao longo dos anos, aprendi muito com sua dedicação, competência e, principalmente, com sua paixão pelo cooperativismo. Sua história inspira gerações e fortalece ainda mais o nosso movimento”, afirmou. O presidente do Sistema OCB/MS, Celso Ramos Regis, reforçou o pioneirismo da homenageada, lembrando que ela foi a primeira mulher a assumir a superintendência de uma unidade do Sistema OCB no Brasil, abrindo caminhos e deixando um legado sólido para o cooperativismo. Emocionada, Dalva agradeceu o reconhecimento e destacou sua conexão com o movimento: “Sou profundamente grata por essa trajetória. O cooperativismo faz parte da minha vida, e tenho muito orgulho de tudo que construímos. Faria tudo novamente”. A homenagem evidencia a importância do reconhecimento nacional para lideranças que ajudaram a construir o cooperativismo brasileiro. Mais do que uma trajetória individual, o momento simboliza o valor da dedicação, da consistência e do compromisso com os princípios cooperativistas ao longo de décadas. Resultados refletem a força do cooperativismo Durante a assembleia, também foi apresentado um panorama do desempenho do cooperativismo brasileiro em 2025. Atualmente, o setor reúne 25,8 milhões de cooperados, soma R$ 1,39 trilhão em ativos, movimenta R$ 758 bilhões na economia e gera mais de 578 mil empregos diretos. A Pesquisa Nacional de Imagem reforça esse cenário ao apontar que 88% dos brasileiros reconhecem o cooperativismo como um modelo moderno, atual e inovador, evidenciando sua relevância crescente na sociedade. Para Márcio Lopes de Freitas, os resultados refletem um ciclo de intenso trabalho e conquistas, impulsionado pela atuação integrada do Sistema OCB e das OCEs em todo o país. Perspectivas 2026 O olhar para 2026 indica um cenário desafiador e, ao mesmo tempo, estratégico para o cooperativismo brasileiro. A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que o próximo ciclo será impactado pelo calendário eleitoral e por mudanças no ambiente econômico, exigindo ainda mais capacidade de adaptação das cooperativas. Entre as prioridades, ganham destaque o fortalecimento da governança, o avanço da agenda de financiamento e a busca por maior eficiência na gestão. Nesse contexto, Márcio Lopes de Freitas alertou que o setor precisará se preparar para um cenário em que o acesso a recursos dependerá cada vez mais do mercado. “Para acessar esses recursos, precisamos elevar o nível de governança, transparência e gestão das cooperativas”, afirmou. Também seguem no radar temas como o déficit de mão de obra no campo, o endividamento rural e a modernização das relações de trabalho, pautas que vêm sendo tratadas de forma articulada pelo Sistema OCB junto a diferentes setores. Outro ponto de atenção será o fortalecimento da cultura cooperativista, considerada essencial para sustentar o diferencial do modelo. Nesse sentido, iniciativas como a campanha nacional “Escolha o Coop” devem ampliar a presença do cooperativismo no cotidiano da população, reforçando a valorização dos produtos e serviços das cooperativas. **Com colaboração da ASCOM do Sistema OCB Nacional.
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17/03/2026
Cooperativismo apresenta Agenda Institucional com prioridades para 2026
Documento traz propostas do setor aos Três Poderes para fortalecer ambiente de negócios
Nessa terça (17), Sistema OCB realiza o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2026. O documento reúne propostas voltadas ao fortalecimento das cooperativas e à ampliação de sua contribuição para o crescimento econômico e social do país.
A Agenda é considerada o principal instrumento de diálogo do cooperativismo com os Três Poderes, e consolida demandas e iniciativas que impactam diretamente o ambiente de negócios das cooperativas, com foco em temas como acesso a crédito, segurança jurídica, competitividade e desenvolvimento regional.
A edição de 2026 marca também um momento simbólico para o setor: os 20 anos da Agenda Institucional do Cooperativismo que, ao longo de duas décadas, tem orientado a atuação do movimento junto ao governo federal, ao Congresso Nacional e ao Judiciário.
“Nosso objetivo é apresentar propostas que fortaleçam o ambiente de negócios e ampliem a capacidade do setor em gerar oportunidades, renda e inclusão produtiva em todas as regiões”, afirma o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas,
O lançamento ocorre em um momento de importantes debates nacionais, como a regulamentação da Reforma Tributária, a modernização da jornada de trabalho e o aprimoramento do ambiente regulatório. Diante desse cenário, o cooperativismo concentra esforços em pautas estratégicas capazes de garantir condições adequadas para o crescimento do setor e para o fortalecimento das cooperativas nos diferentes ramos de atividade.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destaca que a Agenda Institucional reflete o amadurecimento do diálogo entre o cooperativismo e as instituições públicas ao longo dos últimos anos. “Ela é resultado de um trabalho técnico e coletivo que traduz as principais necessidades do cooperativismo brasileiro. O documento reforça nosso compromisso em contribuir com soluções para os desafios do país, ao mesmo tempo em que fortalece as condições para que as cooperativas continuem gerando desenvolvimento, inclusão e oportunidades para milhões de brasileiros”.
O evento de lançamento reunirá parlamentares, representantes do Executivo e do Judiciário, além de lideranças do cooperativismo de todo o país. A expectativa é fortalecer o diálogo institucional e permitir que as contribuições do setor para a construção de políticas públicas e marcos regulatórios favoreçam o desenvolvimento sustentável do Brasil.
**Por Assessoria Sistema OCB Nacional
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16/03/2026
Sescoop/MS abre processo seletivo com vagas para nível superior em Campo Grande
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Mato Grosso do Sul (Sescoop/MS), integrante do Sistema OCB/MS, está com processo seletivo aberto para contratação de profissionais de nível superior. As vagas são para atuação em Campo Grande (MS), com regime de contratação efetivo no modelo CLT.
As oportunidades disponíveis são para os cargos de Analista Financeiro, Analista de Comunicação e Marketing e Analista de Contratos, Compras e Licitações. A iniciativa busca fortalecer a equipe técnica da instituição, contribuindo para ampliar o atendimento e as soluções oferecidas às cooperativas de Mato Grosso do Sul.
Os profissionais selecionados irão atuar em áreas estratégicas da organização, apoiando o desenvolvimento das cooperativas e a execução de programas e projetos voltados à gestão, inovação e fortalecimento do cooperativismo no estado.
Além da remuneração, o SESCOOP/MS oferece um pacote de benefícios que inclui vale-alimentação, vale-refeição, plano de saúde Unimed coparticipativo, plano odontológico, previdência privada, seguro de vida, auxílio-creche, além de programas de promoção da saúde e qualidade de vida e bolsa de estudos para desenvolvimento profissional.
As inscrições estão abertas até o dia 22 de março e devem ser realizadas exclusivamente pela página oficial de recrutamento do Sistema OCB/MS. Os interessados podem acessar o edital e obter mais informações sobre os requisitos e etapas do processo seletivo pelo link:
https://somoscooperativismo-ms.coop.br/contatos/trabalhe-conosco/detalhe?processo-seletivo-012026
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16/03/2026
Entre desafios e conquistas, Marli Munarini reforça a força da mulher no cooperativismo do interior de Mato Grosso do Sul
A ligação de Marli Teresa Munarini com o cooperativismo começou ainda na infância. Neta e filha de produtores rurais, ela cresceu em um ambiente onde o trabalho coletivo e a cooperação faziam parte da rotina familiar. Natural de Chapecó (SC), teve desde cedo contato com cooperativas e com a dinâmica do trabalho no campo, observando como a organização coletiva fortalecia a produção e o desenvolvimento das comunidades.
Essa vivência consolidou sua percepção de que o cooperativismo vai além de um modelo de negócio. Para Marli, trata-se de um sistema baseado na colaboração, na confiança e no fortalecimento das pessoas e das comunidades.
Uma trajetória construída no Mato Grosso do Sul
Em 2012, ao se mudar para São Gabriel do Oeste (MS), sua relação com o cooperativismo se intensificou. Nesse período, passou a vivenciar o sistema sob duas perspectivas complementares: como esposa de um dos cooperados fundador da Cooperoeste, Jaasiel Marques da Silva, e como profissional do Direito, atuando como advogada da própria cooperativa e também como colaboradora do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste.
Essa experiência proporcionou uma visão ampla do funcionamento do cooperativismo, permitindo compreender tanto os desafios enfrentados pelos produtores quanto a importância das estruturas institucionais e jurídicas.
Com o passar dos anos, sua ligação com o setor se tornou cada vez mais forte. Hoje, Marli mantém uma atuação próxima do universo cooperativista, acompanhando o desenvolvimento do setor e contribuindo com iniciativas voltadas ao fortalecimento da gestão, da governança e da segurança institucional das cooperativas.
“Minha experiência me permite contribuir para um ambiente jurídico mais seguro e favorável ao crescimento das cooperativas. O cooperativismo é um modelo que fortalece as pessoas e promove desenvolvimento coletivo, e poder contribuir com isso é extremamente gratificante”, afirma.
Formação e dedicação ao setor cooperativista
Movida pela vontade de contribuir cada vez mais, Marli buscou aprofundamento acadêmico na área. Em dezembro de 2025, concluiu a graduação em Gestão e Cooperativismo, formação que passou a fortalecer ainda mais sua atuação e seu entendimento sobre o funcionamento do sistema cooperativista.
Atualmente, também cursa um MBA em Sustentabilidade, ESG e Negócios, com o objetivo de integrar práticas modernas de governança, responsabilidade social e sustentabilidade ao universo das cooperativas.
Essa formação contribui para ampliar a visão estratégica sobre o futuro do setor. “Acredito que o cooperativismo precisa estar cada vez mais preparado para os desafios do futuro, integrando conceitos de sustentabilidade, governança e responsabilidade social às suas práticas. Isso fortalece as cooperativas e garante que elas continuem sendo instrumentos de desenvolvimento para as comunidades”, destaca.
Protagonismo feminino no agro
Um dos momentos mais marcantes da trajetória recente de Marli aconteceu durante sua participação no Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA), em São Paulo. A experiência ampliou seu olhar sobre o potencial da liderança feminina no agro e reforçou ainda mais seu compromisso com a valorização da mulher cooperada.
O contato com outras lideranças femininas do país e com iniciativas voltadas ao fortalecimento da presença da mulher no setor despertou um novo propósito em sua jornada dentro do cooperativismo. A partir desse momento, Marli passou a se envolver de forma ainda mais ativa em iniciativas voltadas ao fortalecimento da participação feminina no campo.
Em 2025, a oportunidade de retornar ao evento, desta vez integrando a comitiva de cooperadas de Mato Grosso do Sul apoiada pelo Sistema OCB/MS, consolidou ainda mais sua conexão com o movimento cooperativista e com as ações voltadas à liderança feminina no agro.
Inspirada por essa vivência, passou a contribuir com iniciativas que incentivam o protagonismo das mulheres no setor, incluindo projetos desenvolvidos pela Academia de Liderança das Mulheres do Agro (ALMA). Entre as ações está o desenvolvimento de uma ferramenta de gestão voltada à organização administrativa de propriedades rurais, pensada especialmente para apoiar mulheres que atuam na gestão do agronegócio.
Para ela, fortalecer a presença feminina significa ampliar perspectivas, fortalecer a gestão e abrir caminhos para novas lideranças.
“Acredito que, ao promover ferramentas de gestão e fortalecer a liderança feminina, posso contribuir para um cooperativismo mais diverso, eficiente e preparado para os desafios do futuro. Minha atuação busca não apenas dar visibilidade às mulheres no setor, mas também criar condições para que mais mulheres possam assumir posições de destaque e contribuir com o crescimento do setor”, destaca.
Com dedicação, visão e compromisso com o desenvolvimento coletivo, Marli Teresa Munarini representa uma geração de mulheres mais participantes nos dois setores. Sua trajetória evidencia como o cooperativismo abre caminhos para o desenvolvimento pessoal, profissional e coletivo, inspirando outras mulheres a ocuparem novos espaços e a contribuírem para um setor cada vez mais inovador, sustentável e inclusivo.
** O Sistema OCB/MS dará continuidade a essa iniciativa com a série especial Mulheres Que Inspiram o Coop – Especial de Março 2026, que apresentará histórias de lideranças femininas que inspiram o cooperativismo nacional e regional. A proposta é valorizar trajetórias, reconhecer conquistas e ampliar o debate sobre a presença feminina em posições estratégicas, reforçando o compromisso do cooperativismo com a equidade, e a representatividade.
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18/03/2026
Homenagem a Dalva Caramalac marca a 57ª AGO e reforça reconhecimento nacional à sua trajetória no cooperativismo
O Sistema OCB promoveu, nesta terça-feira (17), em Brasília, a 57ª Assembleia Geral Ordinária (AGO), reunindo lideranças das Organizações das Cooperativas Brasileiras nos estados (OCEs) em um momento estratégico de alinhamento institucional. A agenda contemplou a prestação de contas referente a 2025, a análise dos principais resultados alcançados pelo setor e a definição das diretrizes que irão nortear a atuação do cooperativismo ao longo de 2026.
Homenagem surpresa emociona e reforça reconhecimento nacional
Um dos momentos mais marcantes da assembleia foi a homenagem surpresa à superintendente do Sistema OCB/MS, Dalva Garcia Caramalac. Sem aviso prévio, a dirigente recebeu o reconhecimento de todo o Sistema OCB por sua trajetória de mais de 40 anos dedicados ao cooperativismo, sendo ovacionada pelos presentes.
A surpresa tornou o momento ainda mais simbólico, evidenciando o carinho, o respeito e a admiração conquistados ao longo de sua história. Referência nacional no movimento, Dalva teve papel fundamental na consolidação do cooperativismo em Mato Grosso do Sul e no fortalecimento institucional do Sistema OCB em nível nacional.
O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou a relevância de sua contribuição. “A Dalva é uma referência para todo o Sistema OCB. Ao longo dos anos, aprendi muito com sua dedicação, competência e, principalmente, com sua paixão pelo cooperativismo. Sua história inspira gerações e fortalece ainda mais o nosso movimento”, afirmou.
O presidente do Sistema OCB/MS, Celso Ramos Regis, reforçou o pioneirismo da homenageada, lembrando que ela foi a primeira mulher a assumir a superintendência de uma unidade do Sistema OCB no Brasil, abrindo caminhos e deixando um legado sólido para o cooperativismo.
Emocionada, Dalva agradeceu o reconhecimento e destacou sua conexão com o movimento: “Sou profundamente grata por essa trajetória. O cooperativismo faz parte da minha vida, e tenho muito orgulho de tudo que construímos. Faria tudo novamente”.
A homenagem evidencia a importância do reconhecimento nacional para lideranças que ajudaram a construir o cooperativismo brasileiro. Mais do que uma trajetória individual, o momento simboliza o valor da dedicação, da consistência e do compromisso com os princípios cooperativistas ao longo de décadas.
Resultados refletem a força do cooperativismo
Durante a assembleia, também foi apresentado um panorama do desempenho do cooperativismo brasileiro em 2025. Atualmente, o setor reúne 25,8 milhões de cooperados, soma R$ 1,39 trilhão em ativos, movimenta R$ 758 bilhões na economia e gera mais de 578 mil empregos diretos.
A Pesquisa Nacional de Imagem reforça esse cenário ao apontar que 88% dos brasileiros reconhecem o cooperativismo como um modelo moderno, atual e inovador, evidenciando sua relevância crescente na sociedade.
Para Márcio Lopes de Freitas, os resultados refletem um ciclo de intenso trabalho e conquistas, impulsionado pela atuação integrada do Sistema OCB e das OCEs em todo o país.
Perspectivas 2026
O olhar para 2026 indica um cenário desafiador e, ao mesmo tempo, estratégico para o cooperativismo brasileiro. A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destacou que o próximo ciclo será impactado pelo calendário eleitoral e por mudanças no ambiente econômico, exigindo ainda mais capacidade de adaptação das cooperativas.
Entre as prioridades, ganham destaque o fortalecimento da governança, o avanço da agenda de financiamento e a busca por maior eficiência na gestão. Nesse contexto, Márcio Lopes de Freitas alertou que o setor precisará se preparar para um cenário em que o acesso a recursos dependerá cada vez mais do mercado. “Para acessar esses recursos, precisamos elevar o nível de governança, transparência e gestão das cooperativas”, afirmou.
Também seguem no radar temas como o déficit de mão de obra no campo, o endividamento rural e a modernização das relações de trabalho, pautas que vêm sendo tratadas de forma articulada pelo Sistema OCB junto a diferentes setores.
Outro ponto de atenção será o fortalecimento da cultura cooperativista, considerada essencial para sustentar o diferencial do modelo. Nesse sentido, iniciativas como a campanha nacional “Escolha o Coop” devem ampliar a presença do cooperativismo no cotidiano da população, reforçando a valorização dos produtos e serviços das cooperativas.
**Com colaboração da ASCOM do Sistema OCB Nacional.
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18/03/2026
Elas pelo Coop MS promove live com Tania Zanella e reforça protagonismo feminino no cooperativismo
O fortalecimento da liderança feminina no cooperativismo sul-mato-grossense ganha destaque com a realização de uma live do movimento Elas pelo Coop MS, iniciativa do Sistema OCB/MS que convida mulheres cooperativistas de todo o estado a se conectarem e ampliarem sua atuação no setor. O encontro será realizado no dia 26 de março, às 15h (horário de MS), e contará com a participação da presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella.
Com o tema “O protagonismo feminino na agenda estratégica do cooperativismo brasileiro”, a live propõe um diálogo inspirador sobre o papel das mulheres na construção de um cooperativismo mais diverso, inovador e representativo. O movimento reforça o compromisso do Sistema OCB/MS em fomentar a equidade de gênero e impulsionar a presença feminina em espaços de liderança.
Além do bate-papo, o evento marcará o anúncio do novo Grupo Gestor Estadual do Elas pelo Coop MS, bem como a apresentação da nova composição do comitê para os próximos dois anos. Outro destaque será a abertura para indicação de novas cooperativas interessadas em integrar o movimento, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa no estado.
A ação representa um convite para que mais mulheres se engajem ativamente no cooperativismo, fortalecendo conexões, ampliando vozes e contribuindo para o desenvolvimento sustentável das cooperativas. As inscrições podem ser realizadas por meio de formulário online, através do link: forms.office.com/r/TqrrD6ViSH.
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17/03/2026
Cooperativismo apresenta Agenda Institucional com prioridades para 2026
Documento traz propostas do setor aos Três Poderes para fortalecer ambiente de negócios
Nessa terça (17), Sistema OCB realiza o lançamento da Agenda Institucional do Cooperativismo 2026. O documento reúne propostas voltadas ao fortalecimento das cooperativas e à ampliação de sua contribuição para o crescimento econômico e social do país.
A Agenda é considerada o principal instrumento de diálogo do cooperativismo com os Três Poderes, e consolida demandas e iniciativas que impactam diretamente o ambiente de negócios das cooperativas, com foco em temas como acesso a crédito, segurança jurídica, competitividade e desenvolvimento regional.
A edição de 2026 marca também um momento simbólico para o setor: os 20 anos da Agenda Institucional do Cooperativismo que, ao longo de duas décadas, tem orientado a atuação do movimento junto ao governo federal, ao Congresso Nacional e ao Judiciário.
“Nosso objetivo é apresentar propostas que fortaleçam o ambiente de negócios e ampliem a capacidade do setor em gerar oportunidades, renda e inclusão produtiva em todas as regiões”, afirma o presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas,
O lançamento ocorre em um momento de importantes debates nacionais, como a regulamentação da Reforma Tributária, a modernização da jornada de trabalho e o aprimoramento do ambiente regulatório. Diante desse cenário, o cooperativismo concentra esforços em pautas estratégicas capazes de garantir condições adequadas para o crescimento do setor e para o fortalecimento das cooperativas nos diferentes ramos de atividade.
A presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, destaca que a Agenda Institucional reflete o amadurecimento do diálogo entre o cooperativismo e as instituições públicas ao longo dos últimos anos. “Ela é resultado de um trabalho técnico e coletivo que traduz as principais necessidades do cooperativismo brasileiro. O documento reforça nosso compromisso em contribuir com soluções para os desafios do país, ao mesmo tempo em que fortalece as condições para que as cooperativas continuem gerando desenvolvimento, inclusão e oportunidades para milhões de brasileiros”.
O evento de lançamento reunirá parlamentares, representantes do Executivo e do Judiciário, além de lideranças do cooperativismo de todo o país. A expectativa é fortalecer o diálogo institucional e permitir que as contribuições do setor para a construção de políticas públicas e marcos regulatórios favoreçam o desenvolvimento sustentável do Brasil.
**Por Assessoria Sistema OCB Nacional
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16/03/2026
Sescoop/MS abre processo seletivo com vagas para nível superior em Campo Grande
O Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo de Mato Grosso do Sul (Sescoop/MS), integrante do Sistema OCB/MS, está com processo seletivo aberto para contratação de profissionais de nível superior. As vagas são para atuação em Campo Grande (MS), com regime de contratação efetivo no modelo CLT.
As oportunidades disponíveis são para os cargos de Analista Financeiro, Analista de Comunicação e Marketing e Analista de Contratos, Compras e Licitações. A iniciativa busca fortalecer a equipe técnica da instituição, contribuindo para ampliar o atendimento e as soluções oferecidas às cooperativas de Mato Grosso do Sul.
Os profissionais selecionados irão atuar em áreas estratégicas da organização, apoiando o desenvolvimento das cooperativas e a execução de programas e projetos voltados à gestão, inovação e fortalecimento do cooperativismo no estado.
Além da remuneração, o SESCOOP/MS oferece um pacote de benefícios que inclui vale-alimentação, vale-refeição, plano de saúde Unimed coparticipativo, plano odontológico, previdência privada, seguro de vida, auxílio-creche, além de programas de promoção da saúde e qualidade de vida e bolsa de estudos para desenvolvimento profissional.
As inscrições estão abertas até o dia 22 de março e devem ser realizadas exclusivamente pela página oficial de recrutamento do Sistema OCB/MS. Os interessados podem acessar o edital e obter mais informações sobre os requisitos e etapas do processo seletivo pelo link:
https://somoscooperativismo-ms.coop.br/contatos/trabalhe-conosco/detalhe?processo-seletivo-012026
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13/03/2026
Entre desafios e conquistas, Marli Munarini reforça a força da mulher no cooperativismo do interior de Mato Grosso do Sul
A ligação de Marli Teresa Munarini com o cooperativismo começou ainda na infância. Neta e filha de produtores rurais, ela cresceu em um ambiente onde o trabalho coletivo e a cooperação faziam parte da rotina familiar. Natural de Chapecó (SC), teve desde cedo contato com cooperativas e com a dinâmica do trabalho no campo, observando como a organização coletiva fortalecia a produção e o desenvolvimento das comunidades.
Essa vivência consolidou sua percepção de que o cooperativismo vai além de um modelo de negócio. Para Marli, trata-se de um sistema baseado na colaboração, na confiança e no fortalecimento das pessoas e das comunidades.
Uma trajetória construída no Mato Grosso do Sul
Em 2012, ao se mudar para São Gabriel do Oeste (MS), sua relação com o cooperativismo se intensificou. Nesse período, passou a vivenciar o sistema sob duas perspectivas complementares: como esposa de um dos cooperados fundador da Cooperoeste, Jaasiel Marques da Silva, e como profissional do Direito, atuando como advogada da própria cooperativa e também como colaboradora do Sindicato Rural de São Gabriel do Oeste.
Essa experiência proporcionou uma visão ampla do funcionamento do cooperativismo, permitindo compreender tanto os desafios enfrentados pelos produtores quanto a importância das estruturas institucionais e jurídicas.
Com o passar dos anos, sua ligação com o setor se tornou cada vez mais forte. Hoje, Marli mantém uma atuação próxima do universo cooperativista, acompanhando o desenvolvimento do setor e contribuindo com iniciativas voltadas ao fortalecimento da gestão, da governança e da segurança institucional das cooperativas.
“Minha experiência me permite contribuir para um ambiente jurídico mais seguro e favorável ao crescimento das cooperativas. O cooperativismo é um modelo que fortalece as pessoas e promove desenvolvimento coletivo, e poder contribuir com isso é extremamente gratificante”, afirma.
Formação e dedicação ao setor cooperativista
Movida pela vontade de contribuir cada vez mais, Marli buscou aprofundamento acadêmico na área. Em dezembro de 2025, concluiu a graduação em Gestão e Cooperativismo, formação que passou a fortalecer ainda mais sua atuação e seu entendimento sobre o funcionamento do sistema cooperativista.
Atualmente, também cursa um MBA em Sustentabilidade, ESG e Negócios, com o objetivo de integrar práticas modernas de governança, responsabilidade social e sustentabilidade ao universo das cooperativas.
Essa formação contribui para ampliar a visão estratégica sobre o futuro do setor. “Acredito que o cooperativismo precisa estar cada vez mais preparado para os desafios do futuro, integrando conceitos de sustentabilidade, governança e responsabilidade social às suas práticas. Isso fortalece as cooperativas e garante que elas continuem sendo instrumentos de desenvolvimento para as comunidades”, destaca.
Protagonismo feminino no agro
Um dos momentos mais marcantes da trajetória recente de Marli aconteceu durante sua participação no Congresso Nacional das Mulheres do Agro (CNMA), em São Paulo. A experiência ampliou seu olhar sobre o potencial da liderança feminina no agro e reforçou ainda mais seu compromisso com a valorização da mulher cooperada.
O contato com outras lideranças femininas do país e com iniciativas voltadas ao fortalecimento da presença da mulher no setor despertou um novo propósito em sua jornada dentro do cooperativismo. A partir desse momento, Marli passou a se envolver de forma ainda mais ativa em iniciativas voltadas ao fortalecimento da participação feminina no campo.
Em 2025, a oportunidade de retornar ao evento, desta vez integrando a comitiva de cooperadas de Mato Grosso do Sul apoiada pelo Sistema OCB/MS, consolidou ainda mais sua conexão com o movimento cooperativista e com as ações voltadas à liderança feminina no agro.
Inspirada por essa vivência, passou a contribuir com iniciativas que incentivam o protagonismo das mulheres no setor, incluindo projetos desenvolvidos pela Academia de Liderança das Mulheres do Agro (ALMA). Entre as ações está o desenvolvimento de uma ferramenta de gestão voltada à organização administrativa de propriedades rurais, pensada especialmente para apoiar mulheres que atuam na gestão do agronegócio.
Para ela, fortalecer a presença feminina significa ampliar perspectivas, fortalecer a gestão e abrir caminhos para novas lideranças.
“Acredito que, ao promover ferramentas de gestão e fortalecer a liderança feminina, posso contribuir para um cooperativismo mais diverso, eficiente e preparado para os desafios do futuro. Minha atuação busca não apenas dar visibilidade às mulheres no setor, mas também criar condições para que mais mulheres possam assumir posições de destaque e contribuir com o crescimento do setor”, destaca.
Com dedicação, visão e compromisso com o desenvolvimento coletivo, Marli Teresa Munarini representa uma geração de mulheres mais participantes nos dois setores. Sua trajetória evidencia como o cooperativismo abre caminhos para o desenvolvimento pessoal, profissional e coletivo, inspirando outras mulheres a ocuparem novos espaços e a contribuírem para um setor cada vez mais inovador, sustentável e inclusivo.
** O Sistema OCB/MS dará continuidade a essa iniciativa com a série especial Mulheres Que Inspiram o Coop – Especial de Março 2026, que apresentará histórias de lideranças femininas que inspiram o cooperativismo nacional e regional. A proposta é valorizar trajetórias, reconhecer conquistas e ampliar o debate sobre a presença feminina em posições estratégicas, reforçando o compromisso do cooperativismo com a equidade, e a representatividade.
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13/03/2026
Tendências 2026: ESG em tempo real, da promessa ao monitoramento diário
2026 começou com a certeza de um ano que se apresenta como decisivo para cooperativas e empresas que buscam manter relevância e competitividade. Avanços tecnológicos, novas exigências de transparência, mudanças no mundo do trabalho e a pressão por posicionamentos consistentes já redesenham o cenário dos negócios.
Diante desse contexto, a MundoCoop mapeou dez tendências que devem influenciar decisões estratégicas nos próximos meses. Mais do que previsões, os temas refletem transformações estruturais em curso e ajudam a organizar o debate sobre prioridades e caminhos possíveis a seguir. Para isso, convidamos especialistas para aprofundar a compreensão sobre cada um desses movimentos e seus impactos práticos.
Nesta série especial, você acompanha semanalmente cada uma das tendências selecionadas. Nesta segunda tendência, falamos sobre a evolução da agenda ESG e a crescente exigência por monitoramento contínuo de indicadores ambientais, sociais e de governança. O tema reflete uma mudança estrutural na forma como organizações prestam contas ao mercado, ao poder público e à sociedade.
Tendência 2: ESG em tempo real
Até pouco tempo, relatórios ESG eram divulgados de forma anual, geralmente como instrumentos de prestação de contas e posicionamento institucional. Esse cenário passa por uma transformação acelerada. Investidores, reguladores e cadeias globais de valor demandam hoje informações mais frequentes, padronizadas e verificáveis sobre impactos socioambientais e práticas de governança.
Nesse novo ambiente, a agenda ESG deixa de ocupar um espaço periférico na comunicação corporativa e passa a integrar os mecanismos centrais de gestão, risco e tomada de decisão.
Reinaldo Oliari, sócio de serviços de Accounting & Reporting Assurance, e Adilson Martins, sócio líder para a indústria de agronegócio da Deloitte
Os relatórios de sustentabilidade e os indicadores ESG deixaram de ser dados complementares para se tornarem informações relevantes para investidores e provedores de capital na tomada de decisões. Diante dessa demanda crescente, reguladores e diferentes stakeholders do mercado de capitais passaram a exigir informações mais frequentes sobre indicadores de performance e de impacto socioambiental, o que amplia a necessidade de governança sobre a forma como esses dados são estruturados, monitorados e divulgados.
A governança, nesse contexto, assume papel central para a sustentação das organizações. No caso das cooperativas, essa dimensão se torna ainda mais relevante. Além de representar um princípio estruturante do modelo cooperativista, a governança precisa lidar com uma dinâmica particular do setor, na qual o cooperado pode ocupar simultaneamente posições distintas dentro da organização, como representante em órgãos de governança, cliente e fornecedor.
No Brasil, esse movimento acompanha a tendência global de fortalecimento dos relatórios de sustentabilidade e da integração entre indicadores financeiros e socioambientais. Normas como a Resolução CVM 193/23 e a Resolução CMN 5.185/24 estabeleceram parâmetros mais claros para a estrutura, o conteúdo e os controles internos dessas informações, que passam a ser submetidas a processos de asseguração por auditoria independente.
À medida que cadeias globais de valor e instituições financeiras elevam suas exigências, aumenta também a pressão por dados ESG mais consistentes, comparáveis e atualizados. Nesse cenário, organizações que estruturam sistemas robustos de monitoramento e governança dessas informações tendem a conquistar vantagem competitiva em um ambiente que ainda carece de padronização e transparência.
** Por Fernanda Ricardo e Leonardo César em Tendências 2026: ESG em tempo real, da promessa ao monitoramento diário
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13/03/2026
BNDES reduz taxa de juros em empréstimos para mulheres de cooperativas
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta quinta-feira (12) que vai reduzir o custo de empréstimos para mulheres que fazem parte de cooperativas de crédito. A iniciativa começa a operar a partir de abril.
O barateamento do crédito se dará por meio de redução do spread, a diferença entre o custo do dinheiro para o BNDES e quanto é cobrado de quem toma o financiamento. Dessa forma, a remuneração do banco com os empréstimos passará de 0,85% para 0,50% ao ano para cooperadas das regiões Norte e Nordeste. Nas demais regiões, será reduzida de 1,25% para 0,85% ao ano. O anúncio foi na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, durante evento para marcar o Dia Internacional da Mulher, celebrado no último domingo (8).
Prazos maiores
Além de pagar taxas mais baixas, as mulheres terão ampliação de prazo para quitar os financiamentos, que passará de 12 para até 15 anos, com dois anos de carência, isto é, prazo para começar a amortizar o empréstimo. De acordo com o banco, a mudança permitirá reduzir o valor das parcelas e ampliar a capacidade de acesso ao crédito.
As cooperativas de crédito contam com cerca de 20 milhões de associados, e as mulheres representam cerca de 44,5%. Hoje, pouco mais de um quarto (27%) das operações do programa de financiamento do BNDES são contratadas por mulheres. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, afirmou que o cooperativismo é uma prioridade do banco.
“Se a gente não constrói esse acesso, não aumenta a participação das mulheres nas cooperativas. As cooperativas trazem resultado, ensinamento, segurança a famílias. Muitas mulheres são mães solo, responsáveis por pequena propriedade rural ou pequena empresa”, declarou.
Cooperativismo
Com informações da Organização das Cooperativas Brasileiras, o BNDES afirma que o cooperativismo reúne mais de 25,8 milhões de cooperados em 4.384 cooperativas brasileiras. Mais de 578 mil empregos diretos são gerados por cooperativas, e o impacto na economia chega a R$ 757,9 bilhões. Cooperativas funcionam como se fossem empresas em que os trabalhadores são sócios do negócio. Os associados, líderes e representantes têm total responsabilidade pela gestão e fiscalização da cooperativa. Por não terem fins lucrativos, os resultados positivos da atividade econômica desempenhada são distribuídos entre os cooperados.
Mais iniciativas
No evento em reverência ao Dia Internacional da Mulher, o BNDES anunciou mais medidas direcionadas a impulsionar o desenvolvimento socioeconômico de mulheres. Uma delas é a liberação de até R$ 80 milhões para o programa BNDES Periferias, voltado para favelas e áreas periféricas.
O programa vai apoiar organizações da sociedade civil e instituições sem fins lucrativos que desenvolvam programas de capacitação de mulheres periféricas empreendedoras. As iniciativas podem incluir formação profissional, capacitação em gestão, mentorias, acesso a redes de mercado e capital. Ainda dentro do BNDES Periferias, haverá incentivo a projetos direcionados ao “trabalho de cuidado”. Entre os serviços que poderão ser beneficiados estão cuidados domiciliares a crianças, idosos ou pessoas com deficiência; lavanderias coletivas e cozinhas comunitárias, entre outros. ]
A diretora Socioambiental do BNDES, Tereza Campello, destacou que as periferias são os territórios onde as mulheres são mais vulneráveis. “Obviamente não é só para mulheres, mas são as mulheres as grandes cuidadoras”, afirmou.
** Fonte: Agência Brasil – EBC
** Leia matéria completa no link: https://acontececg.com.br/bndes-reduz-taxa-de-juros-em-emprestimos-para-mulheres-de-cooperativas/
Notícias
11/03/2026
Assembleias Gerais: onde a gestão democrática do cooperativismo ganha vida
Um dos pilares que diferenciam o cooperativismo dos modelos tradicionais de organização econômica é a gestão democrática. Prevista no segundo princípio do cooperativismo, “gestão democrática pelos membros”, essa diretriz estabelece que as cooperativas são organizações controladas por seus próprios cooperados, que participam ativamente das decisões e da definição dos rumos do negócio. Na prática, é nas assembleias gerais que esse princípio ganha forma e se transforma em participação efetiva.
As assembleias representam o momento mais importante da governança cooperativista. É nesse espaço que os cooperados exercem seu direito de voz e voto, participando diretamente das decisões estratégicas da organização. “Diferentemente de empresas tradicionais, em que o poder de decisão costuma estar concentrado em acionistas ou gestores, nas cooperativas prevalece o princípio de ‘um cooperado, um voto’, garantindo igualdade na tomada de decisões, independentemente do capital investido. É por isso que é extremamente importante a participação de todos”, afirma o presidente do Sistema OCB/MS, Celso Ramos Regis.
No Brasil, as assembleias estão previstas na Lei nº 5.764/1971, conhecida como Lei do Cooperativismo, que define esse encontro como o órgão supremo da cooperativa, com poderes para deliberar sobre todos os assuntos de interesse da organização. A legislação estabelece regras sobre convocação, quórum e deliberações, garantindo transparência, participação e segurança jurídica no processo decisório.
Entre os formatos previstos estão a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), que é convocada sempre que surgem temas relevantes que exigem deliberação dos cooperados fora do calendário da assembleia ordinária, e a Assembleia Geral Ordinária (AGO). A AGO possui prazo legal para ser realizada, devendo ocorrer anualmente, nos três primeiros meses após o encerramento do exercício social da cooperativa. Nesse encontro, os cooperados analisam e deliberam sobre temas fundamentais para a gestão e a transparência da organização, como a prestação de contas da administração, o balanço patrimonial, o demonstrativo de resultados, a destinação das sobras ou o rateio das perdas e, quando previsto, a eleição ou renovação de membros dos conselhos de administração e fiscal.
Mais do que cumprir uma obrigação legal, as assembleias representam o espaço onde o cooperativismo coloca em prática seu princípio fundamental de participação coletiva, fortalecendo a transparência, o alinhamento entre gestão e cooperados e o desenvolvimento sustentável das cooperativas.
Plantão Tira-Dúvidas
Para apoiar as cooperativas durante o período assemblear, o Sistema OCB/MS disponibiliza um Plantão Tira-Dúvidas, conduzido pelo setor de monitoramento de cooperativas, com o objetivo de orientar e esclarecer questões relacionadas à organização e condução das assembleias.
Cronograma do Plantão Tira-Dúvidas:
10/03 – 15h às 16h
12/03 – 9h às 10h
17/03 – 15h às 16h
19/03 – 9h às 10h
As cooperativas interessadas em participar devem acessar a sala do Plantão Tira-Dúvidas na plataforma Microsoft Teams CLICANDO AQUI!
Além desse atendimento programado, o corpo técnico do setor de monitoramento de cooperativas do Sistema OCB/MS permanece à disposição para prestar auxílio durante todo o processo assemblear, oferecendo suporte às cooperativas em diferentes etapas, desde o planejamento e organização até o acompanhamento das assembleias. Esse trabalho integra o acompanhamento técnico realizado anualmente junto às cooperativas, reforçando o compromisso do Sistema com a qualidade da governança cooperativista.
Conteúdos de apoio
Além do atendimento individual às cooperativas, o Sistema OCB/MS também disponibiliza materiais orientativos e conteúdos formativos para apoiar o público cooperativista na organização e condução das assembleias.
Entre os materiais disponíveis estão:
Manual de Assembleias Gerais: orientações sobre convocação e realização
Orientações Contábeis para 2026 – Rotina para encerramento de exercício
Ao ampliar o suporte técnico e orientar as cooperativas durante esse período, o Sistema OCB/MS contribui para que organizações de todos os ramos e portes conduzam assembleias cada vez mais organizadas, participativas e alinhadas às boas práticas de gestão.
Notícias
10/03/2026
Mulheres fortalecem o cooperativismo em Mato Grosso do Sul: participação cresce, desafios persistem
Entrevista com Dalva Caramalac, superintendente do Sistema OCB/MS, destaca avanços, liderança feminina e o impacto das mulheres na governança e no desenvolvimento das cooperativas do estado.
O cooperativismo brasileiro é reconhecido mundialmente por sua força econômica e impacto social. Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro, divulgado pelo Sistema OCB, o país possui mais de 20 milhões de cooperados, sendo que 41% deles são mulheres. Em Mato Grosso do Sul, esses números são ainda mais expressivos: as mulheres representam 42% dos cooperados e ocupam a maioria do quadro funcional das cooperativas, com 55% dos colaboradores.
Para falar sobre esse cenário, o Canal do Boi entrevistou a superintendente do Sistema OCB/MS, Dalva Caramalac, que há mais de 40 anos acompanha o cooperativismo. Ela destaca que a participação feminina evoluiu de forma significativa, não apenas em cargos de liderança, mas também na governança das cooperativas. “Quando comecei, nas 27 unidades estaduais da OCB no Brasil, eu era a única superintendente. Hoje já temos duas presidentes, além de várias lideranças femininas em conselhos administrativos, fiscais e diretorias. Ainda não chegamos ao ideal, mas avançamos bastante”, afirma Dalva.
Ela ressalta que, apesar do progresso, ainda existe um “gap” entre a participação feminina como cooperadas e nos cargos de liderança. Enquanto as mulheres representam cerca de 42% dos cooperados no estado, apenas 12% ocupam posições de gestão. “O objetivo é preparar as mulheres para que assumam cargos de decisão quando se sentirem prontas. Não basta ter vontade da OCB; as cooperativas precisam reconhecer que a participação feminina agrega valor ao negócio”, explica.
O avanço da presença feminina no cooperativismo também está ligado a programas estruturados, como o Elas pelo COOP, uma iniciativa nacional que prepara e qualifica mulheres para cargos de liderança e governança nas cooperativas. Segundo Dalva, muitas mulheres ainda não se candidatam a vagas de liderança porque buscam cumprir 100% das exigências para se sentirem prontas. O programa visa oferecer formação, capacitação e acompanhamento para reduzir essa barreira. “O processo é lento, mas consistente. Queremos que as mulheres tenham autonomia para decidir quando e como assumir posições estratégicas dentro das cooperativas”, acrescenta.
Além do papel da liderança feminina, Dalva destaca características naturais que contribuem para o sucesso das mulheres nas cooperativas, como colaboração, engajamento e visão coletiva. “Elas não buscam vaidade ou cargos apenas pelo status. Estão sempre participativas e colaborativas, o que influencia diretamente nas decisões estratégicas e na gestão do negócio”, reforça.
O cooperativismo em Mato Grosso do Sul representa mais de 13% do PIB estadual e é reconhecido como parceiro estratégico do governo, especialmente no setor agroindustrial. Nesse contexto, a inclusão feminina é vista não apenas como uma questão de equidade, mas como fator essencial para o fortalecimento institucional, inovação e desenvolvimento sustentável das cooperativas.
Dona Dalva deixa uma mensagem inspiradora para mulheres cooperadas e do setor agro: “Não se intimidem. Qualifiquem-se, preparem-se, acreditem em si mesmas e participem ativamente da governança das cooperativas. A participação feminina faz diferença na gestão e na construção de um cooperativismo mais justo e colaborativo”.
Notícias
09/03/2026
Sistema OCB/MS promove palestra virtual com Oscar Motomura sobre transformação da cultura organizacional
O Sistema OCB/MS realizará, no dia 24 de março, a palestra virtual “A necessária transformação da cultura organizacional”, com Oscar Motomura, fundador e principal executivo da Amana-Key. O encontro será realizado de forma online e tem como objetivo promover reflexões sobre os desafios e oportunidades relacionados à transformação cultural nas organizações, especialmente no contexto das cooperativas.
Durante a palestra, Motomura abordará temas como protagonismo, autorresponsabilidade e o papel da inteligência e criatividade coletiva na construção de ambientes organizacionais mais colaborativos, inovadores e preparados para enfrentar desafios complexos. A proposta é estimular lideranças e profissionais do cooperativismo a refletirem sobre práticas e comportamentos que fortalecem a cultura organizacional e impulsionam o desenvolvimento sustentável das cooperativas.
Reconhecido nacionalmente por sua atuação na área de gestão e desenvolvimento humano, Oscar Motomura é referência em temas ligados à liderança, estratégia e transformação organizacional, tendo contribuído com empresas e instituições de diferentes setores no Brasil e no exterior.
A iniciativa integra as ações do Sistema OCB/MS voltadas ao fortalecimento da gestão e da liderança nas cooperativas, promovendo conhecimento e reflexões que contribuem para o aprimoramento das práticas organizacionais no cooperativismo sul-mato-grossense.
Serviço
Palestra: A necessária transformação da cultura organizacional
Palestrante: Oscar Motomura – fundador e principal executivo da Amana-Key
Data: 24 de março de 2026 (terça-feira)
Horário: 14h às 15h (horário de Mato Grosso do Sul)
Modalidade: Online – plataforma Microsoft Teams
Inscrições: https://forms.office.com/r/7qKBybZw8h
A participação é gratuita e aberta aos interessados em aprofundar o debate sobre cultura organizacional e desenvolvimento de lideranças no cooperativismo.
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