Histórias de Quem Coopera: em Dourados, voluntários relembram ações que deixaram marcas
Para quem participa do Dia de Cooperar, algumas ações permanecem na memória mesmo depois que o projeto termina. Em Dourados, histórias envolvendo idosos e crianças mostram como o voluntariado pode transformar espaços, fortalecer comunidades e, principalmente, despertar sentimentos que acompanham os voluntários muito além das ações.
Diretor-presidente da Cergrand e Conselheiro de Administração do OCB/MS, Jorge Luiz Soares Barbosa participa do Dia C desde os primeiros anos de sua trajetória na cooperativa, por volta de 2013. Entre tantas experiências vividas ao longo desse período, uma delas ocupa um lugar especial: a mobilização de cooperativas para ajudar a manter uma instituição que acolhe idosos em Dourados.
A ação envolveu a reforma dos banheiros da instituição, que passou a contar com espaços masculino e feminino, além da contribuição para a implantação de parte do projeto de energia solar do local.
Para ele, mais do que uma obra de infraestrutura, a iniciativa representou uma forma de oferecer mais dignidade a pessoas que dependem do apoio da comunidade.
“A gente sabe das dificuldades que a instituição enfrenta para manter um nível agradável para esses idosos. Isso me toca porque a gente vai envelhecendo e percebe quantas necessidades existem. Esse momento me marcou pela ajuda que nós pudemos dar para que eles tivessem um pouco mais de humanidade.”
A experiência também reforçou, para ele, o papel das cooperativas na construção de uma sociedade mais solidária.
“Isso foi extraordinário na nossa vida”, resume Jorge, ao lembrar da oportunidade de contribuir para a instituição.
Uma palavra que ficou
Enquanto a história de Jorge está ligada ao cuidado e à dignidade, o vice-presidente da Cergrand, Newton Cândido da Silva, guarda como principal lembrança o desenho feito por uma criança.
Participando do Dia C há cerca de seis anos, Newton recorda especialmente uma ação realizada no ano passado, durante a entrega do parquinho em um Centro de Educação Infantil Municipal, que atende mais de 80 crianças, de 0 a 7 anos. O espaço atende mais de 80 crianças, de 0 a 7 anos, e recebeu uma iniciativa construída com a participação das cooperativas de Dourados.
Ao final da atividade, os voluntários foram convidados a escolher cartazes produzidos pelas crianças. Newton pegou um desenho que estava escrito “gratidão”. Curioso, ele perguntou à criança por que havia escolhido aquela palavra. “Ela me respondeu que era uma gratidão pelo benefício que a escola estava recebendo das cooperativas de Dourados. Aquilo me marcou muito. Inclusive, tenho até hoje esse cartaz na minha sala.”
Para ele, a lembrança se tornou também um aprendizado sobre a importância de reconhecer as coisas boas da vida.
“É muito interessante a gente ter gratidão com tudo que acontece na nossa vida, até nas coisas que não estão boas. Você tem que ter gratidão.”
Histórias que permanecem
As experiências de Jorge e Newton mostram diferentes formas de impacto geradas pelo Dia C. Em comum, está a participação de pessoas dispostas a dedicar tempo e recursos para melhorar a realidade ao seu redor.
Mais do que os resultados concretos das ações, ficam as histórias, os encontros e os aprendizados que fazem do voluntariado uma experiência transformadora também para quem participa.
Os relatos fazem parte da série especial Histórias de Quem Coopera, iniciativa do Sistema OCB/MS que, ao longo de agosto, apresenta experiências de voluntários de diferentes regiões de Mato Grosso do Sul. A série mostra que, em cada ação, existe uma história capaz de inspirar novas pessoas a cooperar. Acompanhe também os próximos episódios nas redes sociais do Sistema OCB/MS.