A pecuária ganhou um painel temático no Observatório da Agropecuária Brasileira. A iniciativa traz, além dos dados do segmento, elementos para a elaboração de políticas públicas para uma produção cada vez mais sustentável. O coordenador de Meio Ambiente e Energia do Sistema OCB, Marco Morato, parabenizou a iniciativa e ressaltou que o painel é ferramenta necessária e inovadora.
“Essa ferramenta do Observatório é importantíssima para comprovarmos a sustentabilidade da nossa produção pecuária. A plataforma envolve milhares de dados e os cruza na produção agropecuária como é o caso do Cadastro Ambiental Rural (CAR), com os remanescentes de mata nativa dentro das propriedades e tecnologias que são utilizadas nas áreas. Então, este painel é fundamental para o setor e para os mercados interno e externo”, considerou Morato.
A plataforma estatística e geoespacial apresenta dados classificados por período, região, unidade federativa – com município – e possibilita a identificação de tipos e números do rebanho nacional. A quantidade de estabelecimentos que atuam na pecuária e informações de abate também estão contempladas.
O estudo é auxiliado com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab); Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e do Laboratório de Processamento de Imagens e Geoprocessamento da Universidade Federal de Goiás.
O Observatório conta com outros painéis como os de Agricultura Familiar; Agropecuária Sustentável e Meio Ambiente; Aquicultura; Assistência Técnica; Assuntos Fundiários; Comércio Exterior; Crédito Rural; Fertilizantes; Produtos Agrícolas; Programa Nacional de Solos; Sistema Brasileiro de Inspeção; e Zoneamento Agrícola de Risco Climático.
Com a intenção de propagar as boas práticas ambientais das coops do Ramo Agro na 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas, a COP27, o Ministério do Meio Ambiente convidou o Sistema OCB e as cooperativas CCPR (MG), Coopercitrus (SP), Cocamar (PR) e Coplana (SP) para apresentarem seus cases no painel A importância das cooperativas para o agro sustentável, nesta sexta-feira (11). O evento acontece no Egito até o próximo dia 18 e a participação foi realizada de forma virtual no Pavilhão Brasil da COP.27.
“O cooperativismo agro é protagonista na temática da produção sustentável. Sabemos que somos um player fundamental no fornecimento de alimentos para o Brasil e para o mundo. Tanto que representamos 53% da produção de grãos que são exportados para mais de 100 países. Temos responsabilidade e atuamos na diminuição de emissão de gases que contribuem para o efeito estufa, na fixação de carbono e também na sua neutralização. Os cooperados contam com auxílio de técnicos e tecnologias de sustentabilidade. Queremos mostrar possibilidades de ampliar essas iniciativas por todo o mundo”, disse o presidente do Sistema OCB, Marcio Lopes de Freitas, na abertura.
De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, o papel que as coops desempenham em prol da sustentabilidade e preservação ambiental precisava ser amplamente divulgado para o mundo, na COP27. “O Brasil é uma potência capaz de transmitir tecnologias importantes e o cooperativismo é um dos protagonistas na busca de soluções coletivas e sustentáveis que fazem a diferença”.
CCPR
A CCPR foi representada por seu presidente Marcelo Candiotto. Ela reúne 31 cooperativas do segmento, que estão distribuídas em 280 municípios mineiros e goianos. Seus mais de 4,5 mil associados produzem 90 milhões de leite por mês. Além de produtos lácteos, a coop também atua na produção de proteínas bovina, equina, suína, aves, peixes e até ração para os pets.
No painel, Candiotto falou que na CCPR “o agro e o meio ambiente caminham juntos há 74 anos e o cooperativismo é a maior plataforma de negócios do mundo com boa gestão, sustentabilidade e cuidado com as pessoas”. Ele destacou, dentre outros, o programa Prática Nota 10, que incentiva o produtor a adotar procedimentos de gestão, de qualidade do leite, de infraestrutura e de bem-estar animal. “Produzimos 1 bilhão de litros de leite, por ano. Tudo alinhado à sustentabilidade com foco na descarbonização da agropecuária brasileira. Já há indicadores da Embrapa de que reduzimos mais de 40% das emissões de carbono. O produtor rural é um agente de transformação”.
A cooperativa também tem o projeto Recicla Mais, para a unidade industrial, que faz a destinação correta de cerca de 2 milhões de embalagens de resíduos, seguindo orientações dos órgãos ambientais. Outra iniciativa é a usina fotovoltaica, que além de abastecer a coop também contribui com parte da demanda de energia da Santa Casa de Misericórdia, em Minas. “Utilizamos energia limpa que gera 1 megawats/hora. Essa usina é responsável pelo atendimento de usina é utilizada por todas as nossas fábricas e postos de captação de leite e parte da energia gerada nesse sistema é doada para a Santa Casa. doamos parte da energia gerada para a Santa Casa. Então, mais que produzir energia renovável, temos responsabilidade social, que já é um princípio do cooperativismo”, orgulhou-se Candiotto.
Coopercitrus
“Diferente de outras organizações empresariais, as cooperativas atuam dentro da porteira com um excelente time técnico. Somos 39 mil agricultores, que atuam em SP, MG e GO, na produção agropecuária, serviços técnicos, insumos e equipamentos. Na minha percepção as cooperativas caminham em uma velocidade superior à do Estado. Já temos carbono reduzido, 40% de nossos cooperados possuem o Cadastro Ambiental Rural (CAR) analisado, são um milhão de hectares preservados. São 500 profissionais técnicos no campo atuando para redução e captura de carbono e metano”, expressou o presidente do Conselho da Coopercitrus, Matheus Kfouri.
Para acelerar as inovações na produção agro de baixo carbono e recuperação de florestas e nascentes, a Coopecitrus criou, em 2019, a Fundação Coopercitrus Credicitrus, com foco em pesquisa, educação e meio ambiente, e em benefício do produtor e da comunidade do entorno. Segundo ele, os dois projetos da entidade, CooperSemear, que auxilia cooperados a restaurarem áreasrestaurarem áreas de conservação de vegetação nativa, e o CooperNascentes, focado na restauraçãorecuperação de minas d’água no campo, “permitiuram restauro ambiental e o plantio de 70 mil mudas”.
Kfouri reforça ainda que o serviço ambiental é extremamente estratégico para o produtor. “Já existem os acordos de créditos de carbono. No caso da cana-de-açúcar, há créditos regulados. E, no futuro, todo o mercado estará assim, o que representa avanços concretos para a redução de emissão de carbono com ganhos financeiros”.
Coplana
A maior produtora e exportadora de amendoim do país é a cooperativa Coplana, que atua também na produção de cana-de-açúcar e soja. Segundo seu presidente, Bruno Rangel, a policultura mantém a diversidade no solo e faz com que os negócios na região progridam. Ele destacou três pontos que tornam a coop e seus 1, 2 mil cooperados reconhecida na questão socioambiental.
“Logo na década de 1990 começamos a atuar na logística reversa das embalagens. Esse trabalho inspirou uma lei nacional e temos muito orgulho disso porque é um valor muito grande para o nosso país. Em um movimento de intercooperação, a Coplana e o Sicredi [central de cooperativas de crédito] desenvolvem o projeto Top Cana, que classifica e certifica o produtor que esteja em consonância com os métodos de sustentabilidade do solo. Esse produtor consegue, então, acessar créditos verdes na compra de insumos, equipamentos e outros. É um modelo que poderia ser replicado em todo o país. Outra iniciativa nossa, em parceria com o Governo Federal, é o Adote um Parque, onde o recurso aportado pela cooperativa ajuda no trabalho das pessoas que vivem nestas áreas”, expôs Rangel.
Cocamar
A paranaense, com atuação também em São Paulo e no Mato Grosso do Sul, é referência na implementação da Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (IiLPF). A estratégia agrega diferentes sistemas produtivos, na mesma área e em épocas diferentes, para não “viciar” o solo e reduzir a emissão de gases que contribuem para o efeito estufa. O presidente da Cocamar, Luiz Lourenço, explicou que “desde a adoção do programa reduziu-se de 11,5 para 1,5 de emissão de carbonogases de efeito estufa, para a produção de 1 tonelada de carne com a integração e fixação de 1,5 tonelada/hectare/ano de carbono no solo, com a integração”.
A cooperativa é composta por 18 mil associados, que em sua maioria são pequenos e médios produtores. “Com menos de 100 hectares, 73% dos nossos cooperados melhoraram suas produções com a ILPF. São 160 milhões de hectares já implantados, que causaram uma verdadeira revolução nas áreas degradadas. Produzimos ainda biogás para gerar energia para o nosso complexo, além da utilização de energia fotovoltaica. Desta forma, atendemos nossas 16 unidades industriais onde atuamos com soja, milho e gado”, pontuou Lourenço.
Como uma solução para atender as necessidades de recursos para financiar as atividades dos cooperados da Coamo, 29 cooperados fundaram a Credicoamo Crédito Rural Cooperativa em 17 de novembro de 1989, em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Paraná. Ao longo desses 33 anos, a jornada da Credicoamo vem sendo realizada com grande união, trabalho, sinergia e sucesso entre associados, diretoria, funcionários e com a Coamo, na prática do princípio da intercooperação por meio de um importante pilar: o financeiro.
Os mais de 24 mil associados da Credicoamo são a razão do trabalho promovido diariamente que disponibiliza produtos e serviços para atender suas necessidades e com uma grande movimentação financeira a coloca como referência no cooperativismo de crédito brasileiro.
SOLUÇÕES - "Agregar renda aos associados por meio de soluções financeiras sustentáveis é a missão e a razão da Credicoamo e que vem propiciando melhorias contínua aos associados gerando crescimento e bem da sua família”, explica o engenheiro agrônomo José Aroldo Gallassini, idealizador e presidente do Conselho de Administração da Credicoamo.
ORIGEM - Para o presidente Executivo da Credicoamo, Alcir José Goldoni, as cooperativas nas suas histórias surgiram de crises e de necessidades. Fazendo reflexões sobre este tema, Goldoni define a origem do cooperativismo: “A cooperativa é a filha das necessidades e a mãe das soluções, porque a crise gerou a cooperativa e a cooperativa gerou a solução. Neste sentido, ela foi vencendo os desafios e agregando progresso aos associados”, define Goldoni.
Segundo ele, quando uma crise dificulta o desenvolvimento das atividades dos associados, a Credicoamo faz sua análise detalhada e busca alternativas para a solução, reduzindo ou até evitando que o associado tenha impactos que prejudicam o desenvolvimento e o sucesso das suas atividades.
Para Goldoni, em cada operação financeira com a Credicoamo, o associado tem a certeza de contar com toda a estrutura da sua cooperativa de crédito em uma relação que vai muito além do aspecto negocial. É muito mais que operação de crédito. O atendimento humanizado e profissional gera um comprometimento no relacionamento e na confiança e que transmite a segurança do suporte necessário no momento certo, e que é uma cooperativa sólida e forte que busca diuturnamente o desenvolvimento dos seus associados.
O Sistema Famasul realiza o MS Agro edição 2022 no dia 23 de novembro, reunindo produtores rurais, lideranças do setor e acadêmicos, para um grande debate com especialistas da área agrícola e pecuária.
O MS Agro acontece na sede da Famasul, que fica na rua Marcino dos Santos, 401, em Campo Grande, ca partir das 18h30, horário de Mato Grosso do Sul.
O objetivo do evento é enriquecer o repertório de produtores e lideranças rurais para o ano de 2023 e seus acontecimentos geopolíticos.
“A atenção está voltada às mudanças políticas e econômicas e por isso se faz ainda mais necessário discutir o assunto com especialistas em mercado e entender como o estado e o agro irão se colocar dentro deste cenário; como será a repercussão aqui no Brasil”, afirma o gerente técnico do Sistema Famasul, José Pádua.
O tema da primeira palestra é ‘Cenários e tendências para as Commodities Agrícolas’, que será ministrada pelo doutor em economia e sócio-consultor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros. Depois será a vez do médico veterinário e diretor da HN Agro, Hyberville Neto que vai abordar ‘Cenários e tendências para as proteínas animais”.
Ao final do evento que conta com patrocínio do Senar/MS, Sistema OCB/MS e apoio do Sebrae, terá uma mesa redonda que possibilitará que o público tire dúvida com os especialistas.
As inscrições podem ser realizadas AQUI.
38 membros do CMDRS (Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável) de Campo Grande, tomaram posse nesta quarta-feira (16) no Auditório da Esplanada Ferroviária, para o biênio 2022-2024. O conselho participa de elaboração das políticas de desenvolvimento econômico e desenvolvimento rural integrado e sustentável. A posse foi feita pela prefeita Adriane Lopes (Patriota)
O CMDRS foi criado pela Lei Municipal n. 4.477, de 30 de maio de 2007, para participar na definição das políticas para o desenvolvimento rural sustentável, análise, aprovação, elaboração e execução de planos, programas e projetos para o desenvolvimento rural sustentável.
Ivo Busato, titular empossado representante da Universidade Anhanguera, aponta que duas são as prioridades do novo biênio: “nossa meta principal inicial é a preservação da água, porquê Campo Grande precisa da água que vem do meio rural, então precisamos conservar as nascentes e a recuperação do solo em seu entorno. A segunda meta é montar programas de produção sustentável de fruticultura e horticultura, onde se pode agregar com mais facilidade a agricultura familiar”.
“Nós temos uma série de projetos, determinações embutidas ao nosso trabalho no sentido de fortalecer a nossa agricultura, o nosso pequeno produtor e dar uma marca de tudo que é produzido em nossa Campo Grande”, disse o secretário municipal de Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio (Sidagro), Adelaido Vila.
“A política de desenvolvimento rural da nossa cidade está preocupada em alcançar mudanças socioeconômicas e ambientais que melhorem a renda, qualidade de vida e dê bem-estar às populações rurais. Juntamente com a Sidagro e a Planurb fazemos esse planejamento definindo políticas para o desenvolvimento rural sustentável do município, dando oportunidades e trabalho para as pessoas, sobretudo, atendimento social para quem realmente precisa”, falou a prefeita.
De acordo com a prefeitura, de suaárea geográfica, Campo Grande possui quase 94% de área rural e, somente 6%, é considerada área urbana. O objetivo do conselho então é o de integrar ações para a utilização dos recursos destinados ao desenvolvimento rural sustentável do município e para o fortalecimento da agricultura familiar, valorizando a população rural, propiciando condições dignas para a sua permanência no campo.
Tomaram posse:
I – Representantes Governamentais
Secretaria Municipal Inovação, Desenvolvimento Econômico e Agronegócio – SIDAGRO
Titular: Mariana Couro Abdalla
Suplente: Jober Prado Guimarães
Secretaria Municipal de Educação – SEMED
Titular: Marcos de Oliveira Monteiro
Suplente: Nilva Heimbach
Secretaria Municipal de Saúde – SESAU
Titular: Débora Renata Mendonça de Moraes
Suplente: Lucimara Faria
Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana – SEMADUR
Titular: Orsival Simões Junior
Suplente: Ana Karolina Teixeira Ferreira
Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos – SISEP
Titular: João Parron Maria
Suplente: Lucas Ferreira Faria
Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural – AGRAER
Titular: José Carlos Gasperoni de Oliveira
Suplente: Paulo Márcio Vieira da Silva
Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de MS – SFA-MS
Titular: Adriana Aparecida Mansano Rosa
Suplente: Marco Antônio de Oliveira Georges
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA
Titular: Pedro Paulo Pires
Suplente: Marcelo Castro Pereira
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS
Titular: Marcelo Fernandes Pereira
Suplente: Raquel Pires Campos
II – Representante de entidades não-Governamentais
Federação dos Trabalhadores Rurais e Agricultoras Familiares de MS – FETAGRI
Titular: José Martins da Silva
Suplente: Matheus Teixeira Nobre
Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de MS – FETTAR-MS
Titular: Valdinir Nobre de Oliveira
Suplente: Jorge Bento Soares
Sindicato dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultoras Familiares de Campo Grande/MS
Titular: Francisco João Ferreira
Suplente: Elia Maria Borges
Sindicato e Organização das Cooperativas Brasileiras de MS – Sistema OCB/MS
Titular: Sadi Depauli
Suplente: Celso Ramos Régis
Sindicato Rural de Campo Grande – MS – SRCG
Titular: Ronan Rinaldi de Souza Salgueiro
Suplente: Caio Banyaz Coelho
Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Mato Grosso do Sul – CREA-MS
Titular: Ana Laura Biella Pereira
Suplente: Juliana de Mendonça Casadei
Conselho Regional de Medicina Veterinária de MS – CRMV/MS
Titular: Leonardo Azambuja Jacarandá
Suplente: Diego Gomes Freire Guidolin
Universidade Católica Dom Bosco – UCDB
Titular: Heitor Romero Marques
Suplente: Denilson de Oliveira Guilherme
Universidade Anhanguera – UNIDERP
Titular: Ivo Arcângelo Vendrúsculo Busato
Suplente: Marcos Barbosa Ferreira
Associação Comercial e Industrial de Campo Grande – ACICG
Titular: Thomas Malby Croften Horton
Suplente: Ulysses Conceição Filho
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