Ao redor do mundo, diversas nações celebraram nesta terça-feira (1º/5), o Dia do Trabalho e, para reforçar que o cooperativismo faz parte desse movimento global de geração de trabalho, emprego e renda, a Aliança Cooperativa Internacional (ACI) divulgou uma nota oficial discorrendo sobre os desafios tanto do mercado quanto dos profissionais.
A nota também enfatiza o fato de o cooperativismo contribuir com a construção de um mundo mais justo e inclusivo. “As cooperativas oferecem um novo paradigma, onde inclusão, participação e crescimento caminham lado a lado”, afirmou Ariel Guarco (foto), presidente da Aliança Cooperativa Internacional.?
REPRESENTAÇÃO
O Brasil está representado na ACI, por meio da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), desde 1988. De lá pra cá, o cooperativismo brasileiro passou a acompanhar eventos internacionais, trocar experiências e a participar da definição das diretrizes do cooperativismo mundo afora.
A ACI é uma associação internacional sem fins lucrativos estabelecida em 1985 para promover o modelo empresarial de cooperativas. A Aliança é a voz para cooperativas no mundo todo, representando mais de 300 federações e organizações cooperativas em 105 países (números de janeiro de 2017).
E como o assunto é trabalho, segundo a ACI, uma em cada seis pessoas no mundo é cooperativista, ou seja, 1,2 bilhão de pessoas possuem uma ocupação profissional graças ao cooperativismo, por meio das mais de 2,94 milhões de cooperativas. Além de gerar trabalho, essas cooperativas também geram 280 milhões de empregos diretos.
Confira, abaixo a Nota da ACI:
Os desafios do futuro do trabalho: como as cooperativas podem ser parte da solução
No Dia Internacional do Trabalhador (1º de maio), a Aliança Cooperativa Internacional celebra o compromisso dos cooperadores em criar empregos sustentáveis e trabalho formal, reduzindo a desigualdade de renda, e mostrando sua capacidade de ser um grande laboratório experimentando com formas de trabalho inovadoras e sustentáveis. A Aliança Cooperativa Internacional atende e representa mais de 3 milhões de cooperativas e mais de 1,2 bilhão de membros de cooperativas em todo o mundo, em todos os setores da economia.
O mundo está sofrendo com altos níveis de desemprego e subemprego, especialmente entre os jovens. Também sofre com o aumento da insegurança no emprego, a deterioração da proteção social e com as crescentes desigualdades. Mas as cooperativas, como um dos maiores agentes na área trabalhista e representando quase 10% da população mundial empregada, pode ser parte da solução para muitos dos desafios do futuro do trabalho.
Como empresas centradas em pessoas que pertencem a seus membros e são por eles administradas para realizar suas necessidades e aspirações comuns, sejam estes membros clientes, empregados, usuários ou residentes, cooperativas são democraticamente administradas e controladas. A capacidade inerente das cooperativas de inovar e se adaptar para satisfazer as necessidades da comunidade pode ser uma ferramenta para trazer democracia, igualdade e sustentabilidade para o ambiente de trabalho.
“Mudanças tecnológicas, a economia baseada no conhecimento, big data e deslocalização estão, entre outros fatores, rapidamente causando um impacto no mundo do trabalho – e ainda temos que levar em conta questões como disparidades salariais entre os gêneros e escravidão moderna, que afeta pessoas de todos os gêneros e idades ao redor do mundo. As cooperativas oferecem um novo paradigma, onde inclusão, participação e crescimento caminham lado a lado”, afirmou Ariel Guarco, Presidente da Aliança Cooperativa Internacional.
A Aliança Cooperativa Internacional aprovou a Iniciativa do Centenário da Organização Internacional do Trabalho com foco no Futuro do Trabalho e, dentro deste contexto, a criação pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) da Comissão Global sobre o Futuro do Trabalho. O movimento cooperativo apresentou uma carta de posicionamento sobre o Relatório Inicial da Comissão Global, chamado Cooperativas e o Futuro do Trabalho, mostrando a relevância das cooperativas no trabalho e emprego, e propôs recomendações de políticas visando promover as contribuições de cooperativas para o futuro do trabalho.
Quais são as características do trabalho cooperativo?
Com relação aos atributos do trabalho que as pessoas valorizam, o relatório Cooperativas e Emprego: um Relatório Global revela que pessoas que trabalham em uma cooperativa ou em uma estrutura de cooperativa em diferentes partes do mundo sentem “uma combinação de lógica econômica, busca por eficiência, flexibilidade compartilhada, senso de participação, ambiente familiar, orgulho e reputação, forte sentimento de identidade e foco em valores.” [1] O relatório foi publicado pelo CICOPA, organização setorial da Aliança Cooperativa Internacional para a indústria e serviços, em 2014, e sua seção qualitativa é baseada em uma série de entrevistas.
As cooperativas também vêm trabalhando com grupos vulneráveis como trabalhadores migrantes e refugiados, contribuindo para a criação de empregos e integração no trabalho. Conforme a OIT destacou [2], cooperativas em vários países têm integrado ativamente migrantes em sua força de trabalho ou oferecido apoio a estas pessoas, inclusive com relação à redução de riscos para a saúde e psicossociais.
Enquanto que a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas defende o pleno emprego, as políticas macroeconômicas deslocaram sua atenção em promover o emprego para focar em políticas monetárias e de preços, austeridade e flexibilização. Cooperativas tendem a priorizar eficiência de longo prazo ao invés de eficiência administrativa de curto prazo, não só porque são movidas pelas necessidades e aspirações dos cidadãos, mas também porque os envolvem em uma empresa da qual são donos em conjunto e democraticamente controlam
Cooperativas em muitos países já começaram a aproveitar novas oportunidades que foram disponibilizadas na “economia branca”, “economia verde”, “economia circular” e indústrias criativas. Em várias destas atividades, a forma cooperativa tem uma vantagem comparativa porque uma gestão descentralizada e democrática é geralmente conducente à entrega destas atividades. Reunir-se em grupos e redes cooperativas oferece melhores condições de desenvolvimento nestes setores graças às economias de escala que estes grupamentos geram.
Recomendações de políticas para a promoção de cooperativas
Assim como a OIT reconheceu a contribuição das cooperativas para criação de empregos por meio da Recomendação sobre a Promoção das Cooperativas de 2002 (no 193), a Aliança Cooperativa Internacional pede à Comissão Global e aos governos que estendam este reconhecimento à discussão sobre o futuro do trabalho.
Como nossa carta de posicionamento sugere, promover o modelo de negócios cooperativo pode ser parte da solução para muitos dos desafios que o mundo do trabalho, em constante mudança, está enfrentando.
A Aliança Cooperativa Internacional pede aos governos que:
-Promovam ativamente o modelo cooperativo como um criador de empregos de qualidade e renda coletiva em níveis locais, nacionais e internacionais;
-Mudem as condições de acesso à proteção social para que todos os trabalhadores possam ter acesso a ela, independentemente de sua situação empregatícia;
-Aprovem legislação permitindo o monitoramento do funcionamento adequado de cooperativas, inclusive no campo dos direitos dos trabalhadores;
-Incentivem fortemente o diálogo e as alianças entre o movimento cooperativo e as organizações sindicais.
Fonte: Sistema OCB
A melhora do otimismo entre produtores e indústrias ligados à agropecuária brasileira levou o Índice de Confiança do Agronegócio (IC Agro) a fechar o 1º trimestre de 2018 com o melhor resultado da série histórica, aos 107,1 pontos, avanço de 6,8 pontos em relação ao trimestre imediatamente anterior. De acordo com a metodologia do estudo, resultados acima de 100 pontos correspondem a otimismo. Pontuações abaixo disso demonstram baixo grau de confiança. O IC Agro é um indicador medido pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Desde o segundo trimestre de 2017, quando marcou 92,4 pontos, o agronegócio vem registrando, sistematicamente, melhora no seu nível de confiança, voltando ao patamar considerado otimista neste primeiro trimestre de 2018.
Esse resultado do índice agregado foi influenciado, principalmente, pela confiança da indústria (antes e depois da porteira) que atingiu 109,1 pontos, aumento de 9,7 pontos em relação ao trimestre precedente. Os fabricantes de insumos agropecuários compõem o grupo no qual o otimismo está mais elevado: neste caso, a confiança chegou a 116,1 pontos, alta de 10,9 pontos sobre o trimestre anterior.
“Ainda que para os fabricantes de defensivos e fertilizantes, o primeiro trimestre do ano marque o início das negociações da próxima safra, pesaram para o resultado as boas perspectivas de negócios, num momento em que as principais commodities agrícolas recuperaram valor, aumentando a rentabilidade dos produtores. Além disso, a estimativa para a safra de grãos vem melhorando a cada mês e já é próxima do recorde anterior, o que não era esperado, já que a produtividade surpreendeu, como no caso da soja, por exemplo”, explica Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
O Índice de Confiança das Indústrias situadas Depois da Porteira também teve bom desempenho, resultado do momento positivo para alguns dos segmentos pesquisados. “O aumento no preço da soja e nos prêmios pagos nos portos brasileiros está permitindo que as tradings recuperem a rentabilidade, após um longo período com margens de lucro pressionadas”, completou Freitas, da OCB.
“Reforçam essa percepção de otimismo os dados da Pesquisa Mensal de Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), que apurou aumento nos últimos 12 meses, acumulado até fevereiro de 2018, nas vendas dos hipermercados e supermercados de produtos alimentícios, com alta de 2,0% em volume. No primeiro bimestre deste ano, contra o mesmo período de 2017, o incremento foi de 2,6%”, explica Roberto Betancourt, diretor titular do Departamento do Agronegócio da Fiesp.
Houve avanço também para o índice de confiança do produtor agropecuário (agrícola e pecuário), que encerrou o 1º trimestre de 2018 em 104,5 pontos, alta de 2,7 pontos ante trimestre passado. Segundo os resultados, o ânimo melhorou tanto para os produtores agrícolas quanto para os pecuaristas – embora os últimos ainda estejam na faixa de pontuação considerada pessimista. No primeiro caso, o índice subiu 3,2 pontos, chegando a 107,2 pontos.
De acordo com o gerente do Departamento do Agronegócio da Fiesp, Antonio Carlos P. Costa, “o aumento no grau de otimismo é consequência de uma rara combinação para esta época do ano: boa produtividade nas lavouras e preços em alta, em razão da conjuntura internacional, como a quebra na safra da Argentina de grãos”. No caso dos preços, o indicador de confiança aumentou quase 30 pontos em um ano, mas é importante lembrar que no início de 2017 as commodities agrícolas estavam num momento de baixa. “Outro ponto relevante é que a pesquisa foi encerrada no fim de março, e não captou totalmente o efeito da alta de preços sobre o humor dos produtores, uma vez que a tendência de valorização da soja e do milho se fortaleceu no início de abril”, concluiu Costa.
Entre os pecuaristas, a confiança ficou praticamente estável. O indicador desse grupo subiu 1,1 ponto, fechando o ano em 96,2 pontos. O pequeno aumento não foi suficiente para tirar esse grupo de produtores da faixa considerada pessimista pela metodologia do estudo, onde permanece há seis trimestres consecutivos.
Fonte: Sistema OCB
Na manhã de hoje, 7 de maio, na Universidade Católica de Lisboa iniciou a etapa internacional do PDGL- Programa de Desenvolvimento de Gestão e Liderança, que complementa o Programa de Formação de Presidentes que começou em junho de 2017 e é promovido pelo Sescoop/MS.
A proposta é proporcionar aos presidentes das cooperativas experiências internacionais, buscando a excelência na gestão e uma formação de alta qualidade, relevante e atualizada em Gestão e Liderança
O presidente do Sistema OCB/MS, Celso Régis, que é um dos alunos do programa, destaca o empenho e compromentimento dos participantes. "Esse programa é baseado em experiências de sucesso em outros estados e por isso estamos promovendo aqui. Nos surpreendemos com a adesão e devemos aproveitar ao máximo esses momentos de integração para trocar experiências e gerar negócios", destacou.
Esse programa tem o objetivo de aprimorar e desenvolver competências dos presidentes, dando ênfase na gestão dos negócios
de modo sustentável, pautado em um modelo de direção estratégica, fundamentado nos valores e princípios cooperativistas
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) lança, nesta terça-feira (8/5), uma cartilha com orientações sobre a constituição de cooperativas especializadas na geração compartilhada de energia elétrica. O material foi desenvolvido em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio da GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), agência alemã de cooperação técnica) e a Confederação Alemã de Cooperativas (mais conhecida por sua sigla germânica, DGRV).
O lançamento da cartilha Cooperativas de Energia – Guia de Constituição de Cooperativas de Geração Distribuída Fotovoltaica, ocorrerá como parte da programação do Seminário de Produção de Energia no Cooperativismo: Oportunidades e Desafios, que debaterá o potencial do modelo econômico na geração de energia. O evento será transmitido ao vivo pelo Canal Cooperativo.
GUIA
O material, disponível em formato impresso e digital, explica o que é uma cooperativa de geração distribuída, como montar sua estrutura e formalizá-la, os cuidados na preparação dos estudos de viabilidade e diferentes modelos de negócio, entre outros temas.
Para o analista técnico e econômico da OCB, Marco Olívio Morato, a cartilha chega num momento em que o Brasil vive a necessidade de diversificação da matriz energética brasileira e as cooperativas são uma alternativa viável para contribuir neste processo.
“O guia é uma importante ferramenta de apoio à grupos de pessoas interessadas em constituir novas cooperativas para gerar sua própria energia de maneira sustentável, uma vez que o cooperativismo é capaz de maximizar os resultados, incluir pessoas e tornar o processo mais justo”, explica Morato.
AMBIENTE FAVORÁVEL
Segundo dados da OCB, em 2017, o número de cooperativas com geração própria de energia mais que dobrou em relação aos últimos cinco anos, passando de 25 para 56 novas conexões instaladas. Hoje, a OCB congrega um total de 80 cooperativas que utilizam o modelo de geração distribuída ou sistema de compensação. A Organização prevê chegar ao final de 2018 com um crescimento de 80%, em relação ao ano anterior.
Vale destacar que das 80 cooperativas de geração distribuída de energia, seis delas constituem um novo modelo de cooperativismo, o qual é abordado no guia. Por isso, a expectativa das entidades é de que a cartilha estimule o surgimento de novas cooperativas de geração distribuída.
Atualmente, essas seis cooperativas possuem 3,6 MWp de capacidade instalada e geram energia para 55 unidades consumidoras. Para ter uma ideia, em números totais, o cooperativismo possui 6 MWp de capacidade instalada e compensa energia em 201 unidades consumidoras.
SEMINÁRIO
Esses casos de sucesso serão apresentados durante o Seminário de Produção de Energia no Cooperativismo: Oportunidades e Desafios, que ocorrerá na sede da OCB, em Brasília.
“Aproveitaremos a presença de representantes do governo brasileiro para debater os diferentes modelos de geração de energia e suas peculiaridades. Também pretendemos discutir sobre linhas de financiamento para esses sistemas, questões regulatórias e, ainda, como o Brasil pode se valer da experiência alemã na produção de energia renovável”, comenta Camila Japp, representante da DGRV no Brasil.
Já confirmam suas presenças, os representantes do Ministério de Minas e Energia, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Confederação Nacional das Cooperativas de Infraestrutura (Infracoop).
SERVIÇO
Horário: 8h30
Local: sede do Sistema OCB
Endereço: Setor de Autarquias Sul - Quadra 4 - Asa Sul, Brasília - DF
O evento será transmitido ao vivo pelo Canal Cooperativo.
Fonte: Sistema OCB
A Medida Provisória (MPV) 812/2017, que muda o cálculo dos juros para financiamentos dos fundos constitucionais, foi aprovada, nesta quarta-feira (25/4), na Comissão Mista do Congresso Nacional que trata do tema, com algumas alterações propostas deputados e senadores.
Dentre as principais mudanças no relatório da deputada Simone Morgado (PA), destaca-se a inclusão de dispositivos que asseguram o repasse de 10% do Fundo Constitucional do Centro-Oeste (FCO) para as cooperativas de crédito, ou o valor efetivamente demandado por essas instituições, desde que comprovem junto ao banco administrador capacidade técnica e estrutura operacional e administrativa para atuarem com linhas de crédito com esta finalidade.
A inclusão da proposta foi fruto de ampla mobilização da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) junto à Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop). Durante a deliberação da proposta, o presidente de honra da Frencoop, senador Waldemir Moka (MS), além dos senadores Cidinho Santos (MT), Lúcia Vânia (GO) e Valdir Raupp (RO) e do deputado Evair de Melo (ES) destacaram a importância da proposta para pulverizar e democratizar o acesso ao crédito no Brasil.
Segundo o presidente da OCB, Márcio Lopes de Freitas, o devido repasse dos fundos constitucionais às cooperativas de crédito leva em conta os diferenciais regionais e a necessidade de destinação de crédito com menor taxa de juros aos pequenos negócios, tanto na cidade, quanto no campo. “Estamos falando de uma medida que irá ampliar a eficiência da Política Nacional de Desenvolvimento Regional, por meio do cooperativismo de crédito, modelo que tem se destacado cada vez mais com alternativa de inclusão financeira para o País”, destacou Freitas.
TRAMITAÇÃO
A MPV 812/2017 segue agora para a votação no plenário da Câmara dos Deputados e, em seguida, para o plenário do Senado Federal, antes de ser encaminhada à sanção presidencial.
Fonte: Sistema OCB