Sicredi realiza Fórum Nacional de Presidentes e homenageia personalidade mundial do cooperativismo de crédito
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Sicredi realiza Fórum Nacional de Presidentes e homenageia personalidade mundial do cooperativismo de crédito

O Sicredi realiza, entre 21 e 23 de março, o Fórum Nacional de Presidentes, em Porto Alegre (RS).  O evento reúne 150 representantes, entre eles, os presidentes das 116 cooperativas de crédito e das cinco centrais que integram o Sistema, além de outras lideranças e convidados, para debater alinhamentos estratégicos da instituição financeira cooperativa, assim como temas ligados ao setor financeiro e ao segmento do cooperativismo de crédito. Um desses participantes é o presidente do Sistema OCB/MS, Celso Régis, que também preside a Sicredi União MS/TO.

O evento teve início na quarta-feira (21). Na abertura, o presidente da SicrediPar, da Central PR/SP/RJ, Manfred Alfonso Dasenbrock, agradeceu a presença dos presidentes e convidados, ressaltou a importância do encontro, que tem temas relevantes de alinhamento, e reforçou a agenda dos três dias.

Na sequência, ocorreu a palestra sobre “A importância do legado nas organizações”.  José Ernesto Bologna, professor convidado da Fundação Dom Cabral, consultor e conferencista nacional e internacional, fundador e principal titular do “Ethos Desenvolvimento” reforçou a necessidade de se fazer planos de sucessão para que a instituição sobreviva a cada um de seus integrantes. “Nossas próprias resistências criam barreiras às mudanças, ao progresso. Queremos nos manter aonde estamos, em nossa zona de conforto. O plano de sucessão deve ser um processo, ter suporte, preparação prévia, desprendimento; respeito aos antecessores e repasse de conhecimento”, ressaltou Bologna.

No segundo dia do evento (22), foram realizadas as assembleias gerais ordinárias e extraordinárias da SicrediPar e Sicredi Fundos Garantidores. Uma das pautas votadas pelos presidentes foi a nova composição de Conselho de Administração da SicrediPar. Foram eleitos por aclamação: Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente do Conselho; João Carlos Spenthof, vice-presidente; e os conselheiros Fernando Dall’Agnese; Celso Ronaldo Raguzzoni Figueira; Wilson Ribeiro de Moraes Filho; Wellington Ferreira; Eledir Pedro Techio; Márcio Port; Sadi Masiero; Francisco Ary Vieira Sobral e Cornelis Johannes Beijer. Também foram aprovadas as composições do Conselho Fiscal da SicrediPar e do Conselho de Administração e Conselho Fiscal da Sicredi Fundos Garantidores.

Presente no Fórum como convidado, o presidente da Federação Colombiana de Cooperativas de Poupança e Crédito e Financeiras (Fecolfin) e da Cooperativa de Poupança e Crédito na Colômbia (Comultrasan) e conselheiro do Woccu, Jaime Chavez Suarez, falou sobre a importância de conhecer o modelo de governança do Sicredi e a integração entre as cooperativas de crédito sul americanas. “Cooperativismo pode ser uma ponte entre os desafios e a nova realidade que queremos construir”, declarou.

Após, Manfred Alfonso Dasenbrock foi o responsável por comunicar sobre a carta enviada pelo Vaticano ao Sicredi, transmitindo a benção do Papa Francisco ao “Programa A União Faz a Vida”. A gerente da Fundação Sicredi, Cristiane Amaral, realizou a apresentação sobre a Fundação Sicredi. Cristiane mostrou os programas Crescer, Pertencer e A União Faz a Vida, que são coordenados pela Fundação, demonstrando seus números e ressaltando o papel estratégico das iniciativas sociais realizadas pelo Sicredi. “Todos os programas existem para dar suporte às cooperativas no relacionamento e apoio às comunidades”, contextualizou.

Na programação do segundo dia de Fórum também houve a apresentação do Plano Estratégico de Tecnologia, seguida da celebração dos 200 anos de Friedrich Wilhelm Raiffeisen, criador do modelo utilizado para constituir a maioria das cooperativas de crédito no mundo, incluindo o Sicredi, e a inauguração do pátio no Centro Administrativo, que recebe o nome do precursor e bustos comemorativos. Essa homenagem contou com as presenças do presidente da Confebras, Kedson Macedo, Bento Venturim do FGcoop e Márcio Freitas, presidente do Sistema OCB.

Em 30 de março de 2018, comemoramos 200 anos da história de Friedrich Wilhelm Raiffeisen, conhecido por criar o modelo utilizado para constituir a maioria das cooperativas de crédito do mundo – e apesar do tempo, sua ideia é hoje mais relevante do que nunca. Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas em todo o mundo são membros de uma cooperativa e celebram este momento especial.  

Os participantes contam, durante o Fórum, com uma ferramenta de interação, o App Fórum Sicredi, no qual podem conferir a programação do evento, curtir e comentar as notícias publicadas, fazer suas próprias publicações, acessar galeria de fotos, entre outras funcionalidades, tudo pelo celular.

 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados*, com mais de 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.

 

 *Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Embrapa e OCB promovem capacitacão
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Embrapa e OCB promovem capacitacão

O desenvolvimento profissional, a troca de experiências e a transferência de tecnologia como estratégias de melhoria da produtividade no campo brasileiro, por meio do cooperativismo agropecuário. Este é o foco das ações de qualificação, desenvolvidas pela Embrapa e Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), com foco em três cadeias: soja, leite e cereais de inverno.

Ao longo de toda esta semana (19 a 22/3), a Embrapa Soja e a OCB promoveram, em Londrina (PR), o curso de Atualização no Cultivo da Soja. Ao todo, 35 profissionais da assistência técnica de cooperativas de todo o Brasil participaram das aulas e ações e práticas. O curso de Atualização no Cultivo da Soja soma 160 horas entre palestras, aulas, treinamentos, visitas técnicas, entre outras atividades.

O objetivo foi incrementar a formação profissional dos agrônomos das cooperativas. De acordo com a programação, são priorizados trabalhos desde a instalação da lavoura, escolha de sementes, controle fitossanitário até os aspectos relacionadas à pós-colheita do grão. 

 

2ª EDIÇÃO

O pesquisador André Prando, coordenador do curso, explica que a programação conta com a participação de vários pesquisadores de diferentes áreas técnicas que abordam os principais temas relacionados à produção de soja.  “Esta é a segunda edição do curso e pretendemos continuar ofertando a capacitação, em parceria com a OCB, devido à boa avaliação pelos participantes”, diz. 

TRANSFERÊNCIA

De acordo com o chefe de Transferência de Tecnologia da Embrapa Soja, Alexandre Cattelan, a parceria entre a Embrapa e a OCB representa uma excelente oportunidade para que os resultados gerados pela pesquisa cheguem aos profissionais responsáveis pela transmissão desses conhecimentos aos agricultores e facilita a incorporação ao setor produtivo.

“Esta iniciativa possibilita a aproximação entre os técnicos e pesquisadores da Embrapa, o que incentiva a capacitação constante, assim como fomenta a realização de trabalhos conjuntos e novas parcerias”, avalia Cattelan.

 

RELEVÂNCIA

Segundo o coordenador do Ramo Agropecuário da OCB, Paulo César Dias Júnior, o cooperativismo brasileiro é responsável por uma parcela relevante da produção agropecuária do país. A OCB conta com aproximadamente oito mil técnicos que prestam assistência a produtores rurais. Para Dias Júnior, a evolução das equipes técnicas é recomendável, assim como a qualificação continuada de seus agentes. “Queremos qualificar os técnicos dentro de soluções tecnológicas que sejam relevantes e atuais para o desenvolvimento das suas atividades a campo”, defende.

 

SOJA

O coordenador agropecuário da OCB explica que o curso foi idealizado para integrar os departamentos técnicos das cooperativas com o que há de mais avançado em termos de tecnologias relacionadas ao sistema de produção de soja. Isso porque a soja é a principal cultura do agronegócio brasileiro, com uma produção de 114 milhões de toneladas, área cultivada de 34 milhões de hectares e produtividade média ao redor de 3,4 t/ha, segundo a Conab. “Queremos que o profissional que participa do relacionamento e da fidelização do cooperado esteja amparado tecnicamente para dar soluções interessantes para o produtor que trabalha com a soja”, explica.

 

CONHECIMENTO

Além da atualização técnica, Dias Júnior ressalta que o curso facilita a formação da rede de integração e difusão de conhecimento. “Durante o curso também temos a possibilidade de fortalecer a rede de relacionamentos entre as próprias cooperativas e os departamentos técnicos das cooperativas com os pesquisadores da Embrapa”, defende. Este foi o primeiro módulo dos cinco módulos programados para serem realizados ao longo do ano. 

 

EXPERIÊNCIA

Para Diego Bernis, agrônomo da cooperativa Coopavel, de Cascavel (PR), o curso de atualização é de grande importância para favorecer o conhecimento sobre as mudanças constantes que ocorrem no dia a dia da produção de soja e as novidades tecnológicas como a biotecnologia, por exemplo. “O curso nos capacita para dar uma informação mais qualificada para o produtor, o que pode gerar melhores produtividades e rendimentos”, diz.

Outro participante que elogia a iniciativa do curso é o agrônomo Alexandre Novik, da cooperativa Cotrijal, de Não-Me-Toque (RS). “Pra gente, que está na ponta, levando informações para os produtores, este curso é uma forma de atualizar os conhecimentos sobre as tecnologias que estão no campo hoje e também conhecer as inovações que estão por vir”, diz. (Com informações da Embrapa Soja)

Fonte: Sistema OCB

Sicredi inaugura Pátio Raiffeisen durante Fórum Nacional de Presidentes
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Sicredi inaugura Pátio Raiffeisen durante Fórum Nacional de Presidentes

Com o propósito de valorizar a história do cooperativismo de crédito e o legado de seus precursores, o Sicredi – instituição financeira cooperativa com 3,7 milhões de associados e atuação em 21 estados brasileiros – inaugurou nesta quinta-feira, dia 22 de março, em seu Centro Administrativo, em Porto Alegre (RS), o Pátio Raiffeisen. A cerimônia ocorreu durante o Fórum Nacional de Presidentes, que reúne 150 representantes, entre eles os dirigentes das 116 cooperativas de crédito e das cinco centrais que integram o Sicredi, além de outras lideranças e convidados.

O pátio é composto pelos bustos em bronze fundido de três personalidades marcantes do cooperativismo de crédito: Friedrich Wilhelm Raiffeisen, nascido há 200 anos e criador do modelo que inspirou a maioria das cooperativas de crédito no mundo; Padre Theodor Amstad, fundador da primeira cooperativa de crédito brasileira, que deu origem ao Sicredi, em 1902, em Nova Petrópolis (RS); e Mário Kruel Guimarães, precursor do cooperativismo de crédito contemporâneo que deu origem à organização sistêmica das cooperativas do Sicredi.

 “Os precursores quando criam algo ou fundam uma entidade pensam na eternidade e cabe a nós dar condições de perenidade. Temos o dever de dar a maior longevidade possível para os seus ideais e realizações”, destaca Manfred Alfonso Dasenbrock, presidente da SicrediPar, da Central Sicredi PR/SP/RJ e conselheiro do Conselho Mundial de Cooperativas de Crédito (Woccu).

Também participaram da solenidade Márcio Lopes de Freitas, presidente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB); Fernando Dall’Agnese, presidente da Central Sicredi Sul/Sudeste; Harold Paquete Espinola Filho, chefe de departamento de supervisão de cooperativas e instituições não bancárias do Banco Central; Jaime Chávez Suarez, presidente da Federação Colombiana de Cooperativas de Poupança e Crédito e Financeiras (Fecolfin), presidente da Cooperativa de Poupança e Crédito na Colômbia (Comultrasan),  e conselheiro da Woccu; Bento Venturim, presidente do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito, presidente da Central Sicoob Espirito Santo; Henrique Castiliano Vilares, diretor presidente do Sicoob; Luiz Edson Feltrim, ex-diretor de administração do Banco Central; Vergílio Perius, presidente da Ocergs; Kedson Pereira Macedo, diretor presidente da Confebras; Léo Trombka, coordenador nacional do Conselho Consultivo Nacional do Ramo Crédito da OCB; Romeu Ribeiro de Barros, superintendente de operações da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos; João Tavares, presidente executivo do Banco Cooperativo Sicredi; Clarisse D'ávila Guimarães, filha de Mário Kruel Guimarães, além de outros representantes do Banco Central, dirigentes do Sicredi, entre outros convidados.

Durante o fórum, também foi lançado o selo postal comemorativo em homenagem aos 200 anos de Raiffeisen, uma parceria do Sicredi com os Correios. Mil selos foram distribuídos aos presidentes e autoridades presentes na cerimônia.

O Fórum Nacional dos Presidentes visa debater alinhamentos estratégicos da instituição financeira cooperativa, assim como temas ligados ao setor financeiro e ao segmento do cooperativismo de crédito, e teve início na quarta-feira (21). Na ocasião, Dasenbrock conduziu a abertura do encontro, agradecendo a presença dos presentes e ressaltando a importância do evento.

 

No mesmo evento, também foi realizada a palestra sobre “A importância do legado nas organizações”, ministrada por José Ernesto Bologna, professor convidado da Fundação Dom Cabral, consultor e conferencista nacional e internacional, fundador e principal titular do “Ethos Desenvolvimento”.

 

Já na quinta-feira (22), segundo dia de fórum, foram realizadas as assembleias gerais ordinárias e extraordinárias da SicrediPar e Sicredi Fundos Garantidores. Uma das pautas votadas pelos presidentes foi a nova composição de Conselho de Administração e Fiscal da SicrediPar e da Sicredi Fundos Garantidores. Também houve apresentações sobre a Fundação Sicredi, que coordena os programas Crescer, Pertencer e A União Faz a Vida, bem como a do Plano Estratégico de Tecnologia.

 

Nesta sexta-feira (23), último dia do evento, aconteceu a palestra com foco em sustentabilidade, ministrada por Olaf Brugman, diretor executivo de Mercados Sustentáveis do Rabobank. Além disso, também ocorreu uma homenagem a Luiz Edson Feltrim, ex-diretor de Administração do Banco Central do Brasil (BC), e a palestra sobre “Sistema Financeiro e Cooperativismo de Crédito”, ministrada por Paulo Sérgio Neves de Souza, diretor de Fiscalização do BC.

 

Sobre o Sicredi

O Sicredi é uma instituição financeira cooperativa comprometida com o crescimento dos seus associados e com o desenvolvimento das regiões onde atua. O modelo de gestão valoriza a participação dos 3,7 milhões de associados, os quais exercem um papel de dono do negócio. Com presença nacional, o Sicredi está em 21 estados*, com mais de 1.500 agências, e oferece mais de 300 produtos e serviços financeiros. Mais informações estão disponíveis em www.sicredi.com.br.

 

 *Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

 

Cooperativistas se reúnem no Seminário de Excelência da Gestão das Cooperativas e no lancamento do Dia C - Dia de Cooperar
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Cooperativistas se reúnem no Seminário de Excelência da Gestão das Cooperativas e no lancamento do Dia C - Dia de Cooperar

O Sistema OCB/MS promoveu o Seminário de Excelência da Gestão das Cooperativas e o lançamento do Dia C - Dia de Cooperar 2018, no dia de março, na Casa do Cooperativismo com a presença de cooperativistas de todo o Estado.

O evento teve como objetivo contribuir para a melhoria da qualidade na gestão e competitividade das cooperativas de MS, difundindo o Modelo de Gestão (MEG)  e práticas de responsabilidade sócio-ambiental que corroborem para a sustentabilidade do cooperativismo no Estado.

O evento foi aberto pelo presidente do Sistema OCB/MS, Celso Régis, que destacou o crescimento do cooperativismo no Brasil. “As cooperativas passam confiança, isso é o principal produto ou serviço que uma cooperativa pode oferecer”, destacou.

Logo após, Karla Oliveira, gerente geral do Sescoop fez uma apresentação sobreo PDGC- Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas, que trouxe todo um panorama do programa, etapas e procedimentos.

Em seguida,  o presidente da Cooperativa dos Transportadores Autônomos de Carga e Passageiros- Coopmetro, Marcos Leisson e o diretor Evaldo Moreira de Matos, apresentaram o case de sucesso da cooperativa que foi reconhecida na Categoria Bronze, ni Nível Primeiros Passos, da última edição do Prêmio Excelência em Gestão. Eles mostraram toda a trajetória da cooperativa, desde o início em uma garagem, até hoje, sendo uma referência no ramo transporte no País.

A manhã foi fechada com a palestra “O poder da Adaptação”, com Cláudio Tomanini, que é professor do MBA da FGV (Fundação Getúlio Vargas) dos cursos de Marketing e Vendas. Pós graduado em Marketing e Comunicação Dirigida pela ESPM e curso de extensão pela Wharton School.

“O contexto de crescimento das cooperativas, sempre se dá nos momentos de crise e/ou de mercados instáveis. E isso corre tanto no cenário mundial quanto nacional”, explica o palestrante ao ressalta o momento importante que o cooperativismo vive.

Ele ainda destacou a importância de sempre inovar, mesmo quando está dando certo. “As pessoas e as empresas não morrem por fazer somente coisas erradas. Elas morrem também por fazer coisas certas durante muitos anos”.

DIA C – DIA DE COOPERAR

O período da tarde foi dedicado a temática do Lançamento do Dia C – Dia de Cooperar 2018, que é um movimento que transforma as vidas de milhões de pessoas pelo Brasil, abre as portas para as cooperativas de MS fazerem a diferença no Estado.

A palestra magna da tarde foi com o Casal Iara e Eduardo Xavier, os Caçadores de bons exemplos. Iara e Eduardo, estavam cansados de ouvir notícias ruins e resolveram tomar uma atitude, sem patrocínio e nenhum vínculo religioso ou político, venderam o apartamento e saíram em uma viagem durante 5 anos (2011/2015) pelo mundo em busca de bons exemplos.

Pessoas que fazem a diferença na comunidade que vivem, executando algum projeto social. Eles acreditam que existem muito mais ações positivas do que ações negativas no mundo. Neste período percorreram mais de 225.000 km, catalogaram mais de 1.150 projetos por todos os estados brasileiros. Agora, esta ação se transformou em uma grande mobilização para divulgação do bem, onde participam mais de 130.000 pessoas pelas redes sociais.

Para encerrar, o coordenador de Promoção Social do Sescoop/MS, Renato Marcelino apresentou o cenário 2017 e os principais desafios do Dia de Cooperar 2018. Também foi entregue os troféus de reconhecimento às cooperativas participantes do Dia C 2017.

 

Cooperativismo se destaca como alternativa de crédito

Cooperativismo se destaca como alternativa de crédito

Discutir alternativas para a redução dos juros bancários. Este foi o objetivo da audiência pública ocorrida nesta terça-feira (20/3), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Questões como a concentração bancária, a dificuldade para portabilidade de crédito, as condutas anticompetitivas, o risco com a alta inadimplência e a falta de um cadastro positivo de clientes foram apontadas como fatores que justificam o spread bancário do Brasil – em torno de 39%, segundo maior do mundo.

 

spread é a diferença entre a remuneração que o banco paga ao aplicador e o quanto a instituição cobra para emprestar o mesmo dinheiro. E a solução para reduzir esse indicador reside no Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC), apresentado aos parlamentares e participantes da audiência pública como alternativa por Ênio Meinen, representante da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

 

Meinen destacou o cooperativismo financeiro como um dos mecanismos de organização socioeconômica e agente concorrencial no sistema bancário e informou que o SNCC tem, atualmente, mais de 12 milhões de beneficiários (entre cooperados e usuários não-cooperados), o equivalente ao número de clientes do Santander, quinto maior banco do país.

 

O cooperativista fez questão de destacar, ainda, três aspectos fundamentais que qualificam as cooperativas de crédito como sendo a alternativa mais viável para cidadãos e empreendedores, que desejam fugir do sistema bancário tradicional. São eles:

 

- As cooperativas possuem uma precificação diferenciada. Grande parte do custo dos empréstimos e de outras operações e serviços bancários está ligada à necessidade de lucro dos acionistas. No caso das cooperativas de crédito isso não ocorre, pois elas atuam em favor de seus cooperados, que assumem a dupla condição de clientes e acionistas ao mesmo tempo. Logo, as margens são consideravelmente inferiores e, quanto menor o custo, melhor para os tomadores/usuários, ou seja, donos do negócio;

 

- O SNCC possui um portfólio completo e compatível com as demandas de seus cooperados. Ou seja, as cooperativas de crédito atuam com todos os produtos e serviços dos grandes bancos de varejo, mas com uma precificação bem mais justa;

 

- O processo de gestão nas cooperativas, tanto nas de crédito quanto nas demais, envolve a participação efetiva de seus cooperados. Desta forma, é possível decidir os rumos da instituição, com os benefícios desse processo de administração direta e evitando o habitual conflito de interesses entre o cliente (que quer pagar mais barato pelas operações) e o acionista (que se preocupa com o lucro advindo das operações). Isso, na cooperativa, não ocorre já que cliente e acionista (cooperado) são a mesma pessoa.

 

REPRESENTATIVIDADE

 

Segundo Ênio Meinen, o crescimento da carteira de crédito do SNCC foi de 80% nos últimos 5 anos – sem qualquer contração entre 2015 e 2017, anos de crise econômica mais aguda. Ênio lembrou ainda que apenas um dos integrantes do Sistema, o Sicoob, abriu 165 agências no ano passado e contratou cerca de duas mil pessoas, ao contrário de bancos tradicionais, que enxugaram seus pontos de atendimento e reduziram seu quadro de funcionários.

 

ECONOMIA

 

Outra informação que também chamou a atenção dos participantes da audiência pública foi o resultado de uma pesquisa realizada por Ênio Meinen. Ele explicou que, tomando o volume de negócios realizados no SNCC em 2017, e comparando os preços médios praticados nas cooperativas com os que seriam praticados pelos bancos nas mesmas operações, os associados, por contratarem com as próprias instituições financeiras (cooperativas), tiveram uma renda agregada ou uma economia na ordem de R$ 25 bilhões (aproximadamente R$ 2,5 mil por pessoa). (Leia +)

 

 

AMBIENTE HOSTIL

 

A audiência pública foi requerida pelo senador Armando Monteiro (PE), coordenador do grupo de trabalho que visa apresentar soluções alternativas para a redução dos juros na oferta de crédito. Na fase de debates, o senador Armando Monteiro (PE) disse ser preciso construir um sistema financeiro mais amigável e que estimule a energia empreendedora do brasileiro.

 

Na opinião dele, o país forma constantemente empreendedores que são desafiados a operar em condições bem desfavoráveis, num ambiente de negócio extremamente hostil. Ele criticou também as altas tarifas bancárias cobradas pelas instituições, dizendo que o Brasil está fora da curva nesse quesito. “Mesmo em segmentos sem risco, como o crédito consignado, há taxas de juros e spreads inexplicáveis. Há distorções imensas ainda que precisam ser combatidas”, afirmou.

 

A audiência pública também contou com a participação de representantes da União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), da Associação Brasileira de Instituições de Pagamento (Abipag), da consultoria Oliver Wyman e do senador José Pimentel (CE). (Com informações da Agência Senado)

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