No dia 7 de junho, os presidentes das cooperativas se reúnem em um fórum que já está em sua terceira edição. O evento ocorrerá no auditório da Casa do Cooperativismo no período da tarde.
A programação compreende a Palestra: “Gestão do amanhã” - Sandro Magaldi, que é pós-graduado pela ESPM e tem mestrado acadêmico em Administração pela PUC/SP; atuou como professor do MBA na ESPM, FIA e FDC e diretor comercial da HSM do Brasil. Uma abordagem sobre Inovação, Gestão e Liderança, para vencer na 4ª Revolução Industrial.
Logo após ocorre a Palestra: “Papel do líder na gestão da mudança” - José Roberto Ricken – Presidente do Sistema OCEPAR, que é formado em Engenharia Agronômica pela UFPR, mestre em Administração pela EBAPE – Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas da Fundação Getúlio Vargas e especialista em Cooperativismo. Gerenciou a implantação do Programa de Autogestão das Cooperativas Paranaenses, quando assumiu a superintendência da Ocepar. Coordenou a implantação do Sescoop/PR, do qual também foi superintendente.
Entender as mudanças que se processam nesse macroambiente extremamente mutável; fazer as adequações na cultura e na estratégia da cooperativa na velocidade que os novos tempos exigem. Apresentação do case das cooperativas do Paraná.
E por fim a Palestra: “O planejamento participativo como fator de sucesso” e a construção de propostas para desenvolvimento dos presidentes com Gabriel Pesce Jr.
O setor agropecuário é responsável por 23,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e as cooperativas têm uma participação expressiva nesse total. Com o objetivo de fortalecer ainda mais o segmento, entidades do agro estão unidas na defesa de pautas prioritárias comuns e fundamentais para a sustentabilidade e o crescimento do agronegócio. E a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) está à frente dessa mobilização, junto com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Instituto Pensar Agro (IPA).
A primeira reunião oficial ocorreu nesta quinta-feira (23/5), na sede da CNA, em Brasília (DF), com a participação de representantes de 50 dessas entidades. A ideia é potencializar esse movimento e reunir todas as instituições de representação ligadas ao agro, cerca de 100, contemplando toda a cadeira de produtos agropecuários. Para a gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB, Fabíola Nader, a ideia é defender, a partir de um processo de construção conjunta, medidas estruturantes para um planejamento de médio e longo prazos principalmente.
“Um setor legítimo e organizado ganha, naturalmente, força e representatividade. No cooperativismo, nós vivenciamos isso claramente. A nossa Agenda Institucional é um exemplo. Nela, nós reunimos as principais pautas de interesse das cooperativas brasileiras e nos posicionamos fortemente na defesa de todas elas. E queremos fazer o mesmo agora, com todo o setor agropecuário, afinal um movimento que se organiza nessa maneira sabe muito bem aonde quer chegar”, destacou Fabíola, que participou desse primeiro encontro representando o Sistema OCB juntamente com o analista de Relações Institucionais Eduardo Queiroz.
As discussões sobre a desburocratização do processo de licenciamento ambiental e do registro de defensivos agrícolas – prezando pela transparência, celeridade e segurança jurídica –, devem constar entre as pautas propositivas e consensuais do setor. Da mesma forma, devem fazer parte questões de logística e de infraestrutura, que impactam diretamente as atividades do segmento e aparecem como fatores de dificuldade para um desempenho ainda maior do agronegócio brasileiro.
Dando sequência à mobilização, o comitê organizador enviará a todas as entidades do agro um questionário para o levantamento oficial de demandas, o qual servirá de base para a construção de uma agenda comum e prioritária do setor.
No dia 29 de maio, próxima quarta-feira, a Copasul promoverá um grande evento técnico sobre a cultura da mandioca. O II Encontro Técnico da Mandioca será realizado na UDT (Unidade de Difusão de Tecnologias), no Silos Itaquiraí (próximo à Naviraí), e contará com diversas palestras sobre manejo, doenças e mercado, além da apresentação da nova variedade do IAPAR – IPR B36. Os palestrantes representam diversas Instituições importantes para a cultura, como Embrapa, Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e UNIOESTE (Universidade Estadual do Oeste do Paraná). Também haverá mostra de novas máquinas e implementos do campo. Para participar, é necessário fazer a inscrição pelo site www.copasul.coop.br. Os participantes também poderão degustar a Tapioca Copasul. O evento tem o apoio do CEPEA, Embrapa Mandioca e Fruticultura, Iapar e Unioeste.
Programação:
7h - Café da manhã – UDT (SILOS ITAQUIRAÍ);
8h às 10h20 - Rodadas Técnicas – Variedades regionais – Eng. Agrônomo Cleiton Simão Zebalho – Copasul (Cooperativa Sul Matogrossense);
8h às 10:h20 - Rodadas Técnicas – Variedades de mandioca da Embrapa - BRS CS 01 e BRS 420 – Eng. Agrônomo – Fitotecnista Pesquisador da Embrapa – Dr. Marco Antônio Sedrez Rangel – Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária);
8h às 10h20 Rodadas Técnicas – Manejo Integrado de insetos Praga na Cultura da Mandioca – Eng. Agrônomo Dr. Rudiney Ringenberg – Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária);
8h às 10h20 Rodadas Técnicas – Manejo de plantas daninhas - Eng. Agrônomo Dr. Neumarcio Vilanova da Costa – UNIOESTE (Universidade Estadual do Oeste do Paraná).
10h20 às 11h30 - Palestra - Adubação na cultura da mandioca e Apresentação da nova variedade do IAPAR – IPR B36 – Eng. Agrônomo Dr. Mário Takahashi – IAPAR (Instituto Agronômico do Paraná);
11h30 às 13h - Almoço;
13h às 14h - Rodada Técnica – Apresentação de máquinas e implementos, avanços tecnológicos no campo;
14h às 15h - Palestra 2 – Tamanho de maniva e plantio direto – Eng. Agrônomo Dr. Emerson Fey - UNIOESTE (Universidade Estadual do Oeste do Paraná);
15h às 16h - Palestra 3 - Mercado da Mandioca – Ms. em Engenharia de Produção – Pesquisador CEPEA - Fábio Isaias Felipe – CEPEA-ESALQ/USP (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada);
16h – Encerramento
A Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) é uma das nove entidades sindicais a entregarem uma carta aberta ao presidente Jair Bolsonaro manifestando apoio às reformas, em especial, à da Previdência. A audiência ocorreu nesta terça-feira, no Palácio do Planalto, e contou com a presença de ministros, dentre eles Paulo Guedes (Economia) e Onyx Lorenzoni (Casa Civil).
Segundo o documento, as entidades reconhecem a coragem e o patriotismo do presidente em conduzir os ajustes na Previdência Social brasileira o que, segundo elas, trata-se de imprescindível prioridade do governo. “Confiamos também no apoio e no bom senso do Congresso Nacional que, atento ao senso de urgência da situação, certamente irá aprovar uma Previdência justa e sustentável”, consta em trecho do documento.
REPRESENTATIVIDADE
Além do presidente da CNCoop, Márcio Lopes de Freitas, quem também assinou o documento foram os seguintes presidentes:
- João Martins da Silva Junior, da Confederação Nacional da Agricultura, Pecuária do Brasil;
- José Roberto Tadros, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo;
- Robson Braga de Andrade, da Confederação Nacional da Indústria;
- José Ricardo da Costa Aguiar Alves, da Confederação Nacional das Instituições Financeiras;
- Vander Costa, da Confederação Nacional dos Transportes;
- Márcio Coriolano, Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização;
- Breno de Figueiredo Monteiro, da Confederação Nacional da Saúde;
- Gláucio Binder, da Confederação Nacional da Comunicação Social;
- Daniel Kluppel Carrara, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural.
Pelo menos uma em cada sete pessoas no mundo está ligada ao cooperativismo. O dado é da Aliança Cooperativa Internacional (ACI) que afirma: em mais de 100 países, as cooperativas transformam realidades, por meio da geração de trabalho, emprego e renda, atuando nos mais diversos setores econômicos.
O modelo de negócios é tão bem-sucedido que, cada dia mais, inspira pesquisadores acadêmicos a estudar os aspectos que envolvem a rotina de uma cooperativa e, aqui no Brasil, essa regra não é diferente. É por isso que o Sistema OCB, por meio do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) realiza o Encontro Brasileiro de Pesquisadores em Cooperativismo, mais conhecido como EBPC.
O evento é uma excelente forma de mostrar o resultado das pesquisas desenvolvidas em todos as regiões do país. Neste ano, o evento ocorrerá entre os dias 9 e 11 de outubro, em Brasília.
SELEÇÃO DE TRABALHOS
E, para apresentar seu trabalho, o pesquisador deve submeter seu material à avaliação de uma banca julgadora. As submissões terminam no dia 7 de junho. “Os autores selecionados virão à Brasília com todas as despesas pagas para mostrar que teoria e prática podem caminhar de mãos dadas”, conta o superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile. Confira na entrevista.
Qual o objetivo do EBPC?
Nossa intenção tem, na verdade, dois vieses. O primeiro deles é estimular o desenvolvimento de pesquisas científicas sobre as cooperativas, aproximando, assim, a academia do movimento cooperativista. O segundo, é contribuir com o crescimento do setor e, consequentemente, do país. Neste ano realizaremos a quinta edição do EBPC e o nosso tema norteador será Negócios sustentáveis em cenários de transformação.
Vale destacar que serão considerados válidos os trabalhos que estejam correlacionados com pelo menos um dos seguintes eixos: Identidade e Cenário Jurídico; Educação e Aprendizagem; Governança, Gestão e Inovação; Capital, Finanças e Desempenho; Impactos Econômicos, Sociais e Ambientais.
Como os pesquisadores podem mostrar o resultado de suas pesquisas?
A participação dos pesquisadores é essencial. Sem eles, não temos EBPC, por isso estimulamos tanto que eles inscrevam seus trabalhos. Os interessados têm até o dia 7 de junho para submeter seu material. Cada autor pode participar com até três artigos, sendo que cada um dos materiais pode ter no máximo cinco escritores. Os autores selecionados virão à Brasília com todas as despesas pagas para mostrar que teoria e prática podem caminhar de mãos dadas.
Quando o resultado dessa seleção deve ser divulgado?
A previsão é de que o resultado da seleção seja divulgado no dia 16 de agosto, no site do Sistema OCB (www.somoscooperativismo.coop.br/EBPC). Estamos muito confiantes, porque, a cada edição, aumenta o número de trabalhos inscritos e, também, a relevância deles para o desenvolvimento das cooperativas do nosso país.
Ah, uma outra informação muito importante é que os interessados em participar do EBPC com um trabalho voltado ao cooperativismo de crédito também poderão se inscrever no Prêmio ABDE-BID 2019 (categoria: Desenvolvimento e cooperativismo de crédito). Os dois primeiros colocados terão os artigos publicados em livros e receberão, respectivamente, o prêmio de R$ 8 mil e R$ 4 mil. Um detalhe muito importante: para participar do ABDE-BID (com inscrições até 30 de junho) é necessário também participar do EBPC (com inscrições até 7 de junho). Por isso, o pesquisador deve estar atento aos prazos!
A que atribui o crescimento das pesquisas acadêmicas relacionadas ao cooperativismo?
Bom, para responder a essa pergunta, é importante notar que as cooperativas têm aumentado sua participação na economia e, quanto mais somos vistos, mais somos lembrados. Além disso, acredito que as universidade e faculdades sempre deram atenção ao cooperativismo.
Há exemplos na história de que o nosso modelo econômico já foi muito estudado. No estado de São Paulo, por exemplo – que é de onde eu venho, o atual Instituto de Cooperativismo e Associativismo (ICA) já foi um órgão do governo, vinculado à USP. Hoje não é mais.
Outro exemplo é a Universidade Federal de Viçosa que, desde a década de 60, tem o programa de pós-graduação em Economia Aplicada e de Extensão Rural que desenvolve pesquisas sobre a rotina das cooperativas. Isso, só para citar apenas dois exemplos.
É claro que, para nós, quanto mais estudos forem realizados, maior será a gama de caminhamos seguros que teremos diante de nós para, tranquilamente, ocupar mais espaço no mercado, transformando força de trabalho em bem-estar social, afinal, a cooperativa existe para atuar por seu cooperado.
Poderia nos dizer se existe uma carência de assuntos que devem ser mais profundamente estudados?
Olha, o desempenho das cooperativas é sempre um tema desafiante pela particularidade do empreendimento cooperativo. Em geral, as pesquisas focam muito, por exemplo, no que diz respeito à performance financeira e à eficiência econômica. A gente ainda está "engatinhando" na compreensão de aspectos que envolvem, por exemplo, a performance social, especialmente as que mensuram a importância da cooperativa para a vida do associado. Essa parte do conhecimento ainda é muito embrionária e seria muito importante termos uma comprovação técnico-científica a esse respeito. Creio que, a título de sugestão, os pesquisadores poderiam centralizar esforços nesta área.
Por fim, por que o Sistema OCB estimula tanto a pesquisa acadêmica sobre o cooperativismo?
Essas pesquisas são fundamentais para demonstrar a eficiência socioeconômica do nosso modelo de negócios. Por isso, o Sistema OCB deve continuar estimulando o trabalho dos pesquisadores, interessados em atuar com foco nas cooperativas. Os resultados encontrados nas pesquisas sempre são muito úteis, tanto para saber o que tem sido feito e tem dado resultado positivo, quanto para entender o que está dando errado e porque isso está acontece.
Na nossa visão, quanto mais o Sistema OCB estimula a pesquisa científica, mais o cooperativismo pode crescer de forma sustentável e segura, contribuindo, dessa maneira, com o desenvolvimento socioeconômico do nosso país.