Como parte do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado entre Ministério do Meio Ambiente (MMA) e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, entregou ao ministro da Agricultura, Antônio Andrade, imagens de satélite em alta resolução de todo o território nacional. As imagens estão sendo utilizadas, preferencialmente, como base de informação para a implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR), permitindo o mapeamento e cadastro único da situação ambiental dos imóveis rurais brasileiros. Mas também serão repassadas a outros órgãos do governo federal.
“Desdobramento do novo Código Florestal, com o CAR será possível montar uma base de dados confiável e transparente, que também servirá de apoio para o controle, monitoramento, planejamento ambiental e econômico, e ao combate ao desmatamento no país”, destacou Izabella. Segundo ela, ao ceder as imagens de satélite para outros órgãos, será possível promover, de forma ampla e unificada, o uso sustentável dos recursos naturais.
No caso do Ministério da Agricultura, os órgãos vinculados utilizarão as imagens para implantar suas respectivas políticas públicas, como é o caso da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que pretende utilizar esse recurso no auxílio às diversas pesquisas sobre o uso do solo e cultivo de espécies vegetais. Além disso, fazem parte do acordo ações de apoio ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e incentivo para adesão ao Plano Agricultura de Baixa Emissão de Carbono (ABC), ação que busca promover a redução das emissões de gases de efeito estufa por meio de sistemas produtivos sustentáveis, além da redução de áreas desmatadas.
As imagens correspondem a 8,4 milhões de km², o equivalente à cobertura de praticamente todo o território brasileiro. A aproximação é de 5 metros, possibilitando a identificação georreferenciada dos imóveis rurais, áreas de preservação permanente, reserva legal, remanescentes florestais e nascentes de rios.
O Ministério do Meio Ambiente quer regularizar mais de 5,2 milhões de imóveis rurais nos próximos anos com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), instituído pela Lei nº 12.651, de 25 de maio de 2012, e regulamentado pelo Decreto nº 7.830, de 17 de outubro de 2012. Os benefícios da regularização são a comprovação de regularidade ambiental, segurança jurídica para produtores rurais, acesso a crédito, acesso aos programas de regularização ambiental e instrumento para planejamento do imóvel rural.
A inscrição no CAR é obrigatória para todas as propriedades rurais. O prazo para adesão será de apenas um ano, renovável por outro, a contar da data de publicação de lançamento do programa, que ocorrerá por meio da edição de instrumento normativo do Ministério do Meio Ambiente.
(Fonte: Mapa)
Nesta segunda-feira, dia 20 de maio, o Sindicato Rural de Campo Grande realiza o 16º Encontro Técnico do Leite. O encontro reuni em um só lugar pesquisadores e produtores rurais para debaterem informações e promoverem o desenvolvimento da cadeia produtiva do leite na capital.
Durate a abertura do evento, que contou com lideranças do setor, o presidente do sistema OC/MS, Celso Régis afirmou que somente através da cooperação é que podemos crescer e estimular o desenvolvimento da produção leiteira em MS.
O primeiro palestrante do dia é o engenheiro agrônomo Vicente Nogueira Neto. Graduado pela Universidade Federal de Viçosa e coordenador da Câmara de Leite da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), ele discorre sobre o tema “Cenário atual e futuro do leite no Brasil”. "Hoje a produção leiteira no Brasil vive seu melhor momento, por isso, é momento oportuno para a produção sul-mato-grossense se desenvolver", afirmou o palestrante.
A partir das 9h15, o pesquisador da Embrapa Pecuária Sudoeste, Alexandre Pedroso, ministrará palestra sobre o tema “Suplementação de vacas leiteiras em pastejo”. O palestrante é engenheiro agrônomo e pós-doutor em Nutrição de Ruminantes. Em sua apresentação, destacará a importância do cuidado na escolha da pastagem para a melhor nutrição e alimentação de bovinos leiteiros.
Após o almoço, às 13h, os participantes do encontro receberão informações a respeito do tema “Manejo do pastejo rotacionado em um sistema de produção de leite”. O assunto será abordado pelo pesquisador e professor do Centro de Treinamento de Recursos Humanos do Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo, Marco Penati.
O ciclo de palestras também terá um seminário sobre “Correção do solo e adubação pastagens para vacas leiteiras”, ministrado por Lourival Vilela, da Embrapa Cerrados.
Para encerrar o encontro, a última palestra será sobre o tema “Cana, ureia e concentrado para vacas em lactação”. A abordagem será feita pelo pesquisador da Embrapa Gado de Leite Mirton José de Frota Morenz.
O próximo Plano Agrícola e Pecuário vai disponibilizar R$ 135 bilhões para financiar o plantio, a comercialização e os investimentos da safra 2013/14 - um aumento de 17,4% sobre o montante do ano anterior - e mecanismos para incentivar a produção de alimentos básicos, antecipou ao Valor o ministro da Agricultura, Antônio Andrade. O "Plano Safra", como é conhecido, será anunciado oficialmente em 4 de junho.
Preços mínimos - A princípio, o governo estuda reajustar os preços mínimos de garantia de produtos como arroz, feijão e hortaliças a fim de estimular a oferta desses produtos, que ajudaram a puxar a inflação nos últimos anos. Outras medidas com o objetivo de controlar os preços devem ser avaliadas mesmo após a divulgação do plano. "Em determinados anos, temos excesso de produção de uma cultura e escassez de outra. Vamos ter um plano diretor para definir isso. Temos de fazer com que nosso produtor seja informado do que ele deve plantar na próxima safra. Vamos dar uma compensação para esse direcionamento e garantir a segurança alimentar", disse.
Incentivos - Para aumentar a produção e o abastecimento, o governo deve conceder incentivos fiscais ou tributários. "Vamos discutir como incentivar as culturas que precisamos produzir, como as hortaliças. Se chove muito, temos uma baixa produção, como foi o caso do tomate. Se incentivarmos as culturas produtivas, vamos evitar as variações no preço", disse.
Denúncias - Em apenas dois meses no cargo, Andrade já enfrentou duas denúncias. A primeira, de vender gado bovino para um abatedouro clandestino e a segunda, de transferir uma doação de campanha para um partido rival sem declarar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ministro e seu grupo político rechaçam as acusações, e Andrade agora busca consolidar uma agenda positiva para deixar sua marca frente ao Ministério da Agricultura.
Políticas de produção - Uma das iniciativas é assumir a dianteira da formulação das políticas de produção. Hoje, é consenso no setor produtivo que o ministério trabalha atendendo a demandas imediatistas em vez de guiar os rumos do setor. "A agropecuária está crescendo de forma muito rápida, sem perder a qualidade. Na safra passada, colhemos 166 milhões de toneladas e na atual devemos ultrapassar as 184 milhões. Enquanto nos preparamos para participar da formulação de políticas futuras do setor, estamos atendemos às demandas do produtor".
Atenção especial - No cargo desde 18 de março, o mineiro Andrade disse que, por determinação da presidente Dilma Rousseff, a armazenagem vai receber uma atenção especial no Plano Safra. Serão duas formas de investimento. A primeira é um aporte de R$ 730 milhões para a construção de 21 armazéns públicos, que praticamente duplicarão a capacidade atual da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Armazéns - A segunda é a criação de uma linha de financiamento com R$ 5 bilhões para a construção de armazéns particulares. Segundo o ministro, os empréstimos terão juros próximos a 3,5% ao ano, com três anos de carência e pagamento em 15 anos. "A presidente passa muito tempo discutindo as ações do ministério e do setor, além de liberar mais recursos do que inicialmente pedido. Eu, como ministro e produtor, me sinto contemplado", disse.
Anater - No mesmo dia da divulgação do Plano Safra, deve ser finalmente anunciada a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater), proposta lançada pela presidente Dilma há quase um ano, durante o lançamento do Plano Safra 2012/13. Segundo Andrade, a agência terá uma estrutura enxuta. O plano é que ela contrate outras empresas para dar assistência técnica aos produtores. "A novidade é a contratação de dois tipos de empresas. Uma para fazer a assistência técnica e a outra para fazer uma auditoria dos trabalhos das agências prestadoras do serviço", explicou Andrade.
Doze meses - Diferentemente do que pediu o setor produtivo, o Plano Safra continuará tendo vigência de 12 meses. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) sugeriu expandir a duração do plano para 18 meses. Segundo o ministro, a modificação não será feita nesta safra, mas a mudança deve vir a partir do ciclo 2014/15.
Juros - As taxas de juros devem ficar estáveis. No ano passado, quando a inflação era mais baixa e havia previsão de queda na Selic, os juros do crédito rural foram reduzidos. Atualmente, o custo de financiamento dos grandes produtores rurais é de 5,5% ao ano. Para os médios, que se enquadram no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), os juros são de 5%.
Mudanças - Em um discurso sem as palavras "trocas" nem " reformas", Andrade descarta, por enquanto, mudanças de secretários ou o "loteamento" do ministério com nomes do PMDB, seu partido. "A tendência é que as pessoas que estão hoje continuem. Se pode haver mudança? Pode. Mas a tranquilidade de cada um está na qualidade do trabalho que ele faz. Todo mundo pode ficar tranquilo se estiver prestando um bom serviço", disse.
Aftosa - Andrade, que deve deixar o cargo ano que vem para concorrer às eleições, também vai anunciar, em junho, o reconhecimento como livres de febre aftosa com vacinação os rebanhos bovinos dos Estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará, Piauí, Maranhão e norte do Pará. Hoje, esses Estados são classificados como zona não livre de médio risco.
Status - Mas o prazo para que o Brasil obtenha o status de livre de aftosa com vacinação passou de 2014 para 2015. "Vamos preparar nossos laboratórios para dar uma resposta rápida à população no caso de algum surto de doença. Não podemos deixar que o suposto caso da vaca louca, que demorou dois anos para ser comunicado, se repita".
Contencioso - Mais contido que seu antecessor, Andrade descarta a abertura de contenciosos na Organização Mundial do Comércio (OMC), mesmo com os vários embargos vigentes contra produtos do agronegócio brasileiro. Ontem, o setor de suínos, um dos mais atingidos, divulgou que as exportações registraram queda de 25% em abril ante o mesmo período do ano passado. A Ucrânia, que havia tomado a dianteira da Rússia nas compras reduziu o ímpeto e causou a queda. "Em junho e julho, embarco para outros países para mostrar a qualidade dos nossos produtos".
Bovinos - Além da carne suína, o setor de bovinos tenta recuperar os mercados dos países que impuseram embargos contra a carne brasileira após a descoberta de um caso 'não clássico' de "vaca louca" no fim de 2012. O secretários de Relações Internacionais do Agronegócio, Célio Porto, e o secretário de Defesa Agropecuária, Ênio Marques, irão participar de diversos encontros em Paris, Ucrânia e Rússia a partir de junho para negociar a suspensão dos embargos vigentes.
(Fonte: Valor Econômico)
Acaba de ser lançado o primeiro prêmio de qualidade de gestão voltado especificamente para as cooperativas brasileiras. Estão abertas as inscrições para o Prêmio Sescoop de Excelência de Gestão, uma iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).
Idealizada pelo Sescoop – entidade do Sistema “S” responsável pela formação, monitoramento e promoção social do cooperativismo brasileiro – a premiação reconhecerá, a cada dois anos, as cooperativas que adotarem as melhores práticas de gestão e de governança, incentivando a busca pela excelência da gestão e o aumento da competitividade do setor.
“O Prêmio Sescoop Excelência de Gestão é a segunda premiação criada pelo Sistema OCB para reconhecer o trabalho das cooperativas brasileiras”, informou o presidente do Sistema, Márcio Lopes de Freitas. “Como um dos focos do Sescoop é justamente qualificar nossas cooperativas e nossos cooperados, premiaremos as empresas que se destacarem na gestão”, frisou Lopes de Freitas.
Ao todo, serão premiadas 40 cooperativas, nas faixas bronze, prata e ouro. O empreendimento que mais se destacar no relacionamento com o cliente receberá o troféu “Destaque Governança”.
INSCRIÇÕES - Participar do Prêmio Sescoop Excelência de Gestão é fácil. As cooperativas devem responder aos dois questionários do Programa de Desenvolvimento da Gestão das Cooperativas (PDGC). O primeiro reúne perguntas sobre legislação e gestão, que visam a verificar se a cooperativa atende aos requisitos da legislação e governança; a segunda etapa é um questionário de autoavaliação com perguntas baseadas nos fundamentos e critérios do Modelo de Excelência da Gestão® (MEG), adaptados à realidade das cooperativas. Além de concorrer ao Prêmio, todas as cooperativas inscritas recebem um relatório de diagnóstico, com pontos fortes e oportunidades de melhoria da gestão.
“A adoção do Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) pelas cooperativas permitirá a avaliação da organização de uma forma sistêmica, identificando pontos fortes e oportunidades para melhoria a partir de um diagnóstico da gestão, que possibilita a implantação de ações e práticas, visando a melhoria contínua e o aumento da competitividade”, afirma Juliana Iten de Martino, gerente de Relacionamento com Clientes e Parceiros da Fundação Nacional da Qualidade (FNQ).
A premiação é destinada às cooperativas singulares registradas e regulares com o Sistema OCB, que possuem três anos de formação ou mais. Para preencher os questionários, solicita-se que as cooperativas apresentem os resultados dos três anos anteriores: 2010, 2011 e 2012. As inscrições para o Prêmio Sescoop de Excelência de Gestão são gratuitas e podem ser feitas pelo seguinte endereço: http://premiogestao.brasilcooperativo.coop.br/
--- SOBRE OS ORGANIZADORES E PARCEIROS DO PRÊMIO ---
Sobre o Sistema OCB
Sistema que promove o cooperativismo brasileiro, formado por três entidades complementares entre si: Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop). O Sistema conta com uma unidade nacional e 27 unidades estaduais, localizadas nas capitais de cada estado e também no Distrito Federal.
Sobre o Sescoop
Integrante do “Sistema S”, o Sescoop é responsável pela promoção da educação cooperativista desde 1999. A instituição tem três focos principais: a formação profissional, a promoção social e o monitoramento das cooperativas. Um de seus diferenciais é o compromisso com a sustentabilidade, fomentado em projetos desenhados para a juventude, com o objetivo de educar e levar a filosofia cooperativista às novas gerações.
Sobre a FNQ
Criada em 1991, a Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) é uma instituição sem fins lucrativos que incentiva as empresas a buscar a excelência da gestão e reúne as melhores práticas de organizações brasileiras, independente do porte ou setor. Ao disseminar o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) e promover a capacitação de profissionais, a FNQ auxilia as empresas na implantação de um programa permanente de excelência da gestão, que gera resultados concretos para toda a organização. Desta maneira, contribui com o aperfeiçoamento do negócio e, consequentemente, o aumento da competitividade das empresas. Como reconhecimento a essa busca pela excelência, a FNQ promove o Prêmio Nacional da Qualidade® (PNQ), que identifica e premia anualmente as melhores práticas de gestão das organizações brasileiras.
Fonte: Sistema OCB