A Copasul, Cooperativa Agrícola Sul Matogrossense, está vivendo um momento histórico: o faturamento recorde de 1 bilhão de reais, alcançado em novembro de 2017. Isso representa um crescimento de aproximadamente 160% nos últimos 6 anos.
O recorde é resultado de um extenso planejamento, que incluiu aumento de faturamento de indústrias, ampliação da atuação comercial e novos negócios, aliados a força do agronegócio e do produtor rural. Só nessa safra, a Cooperativa teve números recordes, com mais de 16 milhões de sacas recebidas. No setor industrial, por exemplo, a Fiação ampliou a capacidade de produção para 1.000 toneladas de fios por mês e a Fecularia vive um momento de consolidação no mercado, alcançando grandes resultados no faturamento e rentabilidade. Nos últimos dois anos, a Cooperativa passou a estar também em novos municípios, como Nova Andradina e Ivinhema, ampliando sua área de assistência técnica e recebimento de grãos para oito municípios de Mato Grosso do Sul.
"É um momento histórico que alcançamos através do empenho e dedicação dos nossos cooperados, colaboradores, fornecedores, parceiros comerciais e clientes. Essa meta foi estipulada em 2012 pelo nosso então presidente Sakae Kamitani, durante o nosso planejamento estratégico. Não é possível chegar a um objetivo tão audacioso sem a cooperação. Agradecemos nossos associados, colaboradores, fornecedores, clientes e todos que possibilitaram isso", disse Gervásio Kamitani, Presidente da Copasul.
Moderno, eficiente e competitivo, o agronegócio brasileiro é uma atividade próspera. Com clima diversificado, chuvas regulares, energia solar abundante e quase 13% de toda a água doce disponível no planeta, o Brasil tem 388 milhões de hectares de terras agricultáveis férteis e de alta produtividade. Estes fatores fazem do país um lugar de vocação natural para a agropecuária e todos os negócios relacionados a suas cadeias produtivas.
É por isso que o Programa Ação Responsável promove, em Brasília, na próxima quinta-feira, dia 7/12, o V Fórum Nacional de Agronegócios no Brasil, com o tema: Desafios e Oportunidades - Ética, Inovação e Eficiência. O evento será realizado, das 9 às 14h, no Senado Federal. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas por meio do site: www.acaoresponsavel.org.br.
Os objetivos são estimular e fortalecer a discussão sobre a formação de políticas públicas relacionadas à ética, à inovação e à eficiência, em favor de um agronegócio mais competitivo e sustentável. O evento deve reunir formadores de opinião e tomadores de decisão no setor, bem como representantes do governo, setor privado, profissionais, instituições nacionais e internacionais, setor acadêmico e terceiro setor.
POTENCIAL
A agricultura brasileira já demonstrou que tem potencial produtivo para abastecer o mundo de alimentos e precisa demonstrar que isso pode ser feito com inovação, ética, eficiência e segurança.
Segundo previsão da Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO), em 2050, o Brasil será o maior fornecedor de alimentos do mundo, respondendo por 40% do crescimento na produção de alimentos. Nesse contexto, servir de referência internacional em qualidade de produtos agropecuários é o grande desafio verde e amarelo na busca por mercados. (Com informações da assessoria de imprensa do evento)
SERVIÇO
V Fórum Nacional de Agronegócios no Brasil
Data: 7/12, das 9h às 14h
Local: Auditório do Interlegis – Senado Federal-DF
Inscrições gratuitas: www.acaoresponsavel.org.br
Informações: (61) 3368-6044, 3468-5696 e
Fonte: Sistema OCB
Em apenas dois meses, quase metade dos estabelecimentos rurais do país já receberam a visita de um dos recenseadores do IBGE, responsáveis pela apuração dos dados do Censo Agropecuário 2017. Segundo o Instituto, até o dia 30/11, mais de 2,2 milhões de propriedades, ou seja, 42% do total estimado para o Brasil já haviam respondido ao questionário.
“Com o resultado deste Censo, teremos mais que um retrato da agropecuária nacional. Teremos a base para o desenho de um plano de ação que contribua para o fortalecimento do cooperativismo agropecuário e, consequentemente, para o desenvolvimento do setor produtivo do país”, comenta o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas.
A Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), uma das nove instituições parcerias do Censo, representa 13 setores da economia brasileira. Um deles é o Ramo Agropecuário que congrega em 1,5 mil cooperativas mais de um milhão de produtores rurais.
“Como se vê, o cooperativismo agropecuário tem uma participação bem expressiva na economia nacional, por isso é essencial que a OCB e suas unidades estaduais apoiem a elaboração de políticas públicas alinhadas às necessidades do setor. E o Censo Agropecuário tem um papel fundamental nesse sentido”, argumenta o líder cooperativista.
PARCERIA
Para o IBGE, as parcerias são fundamentais para a divulgação do Censo Agropecuário entre os produtores, facilitando a recepção dos recenseadores nas propriedades e conscientizando os proprietários de estabelecimentos sobre a importância de dar respostas precisas aos agentes da pesquisa. Em troca, o IBGE produzirá tabulações especiais para essas entidades, atendendo necessidades que elas tenham de informações sobre o setor.
“Essas parcerias nunca foram feitas para o Censo Agro, então tem um ineditismo aí. Outra coisa de vanguarda foi a previsão da produção de tabulações especiais como contrapartida. Fora isso, são representações de nível nacional, representantes legítimas do setor. Por meio dessas entidades, estamos conversando com milhares de pessoas”, explica o assessor da Coordenação de Operação de Censos, David Montero.
O Censo Agropecuário 2017 começou no dia 2/10 e a expectativa é de que os mais de 18 mil recenseadores do IBGE visitem todos os estabelecimentos agropecuários do país, estimados em cerca de 5,3 milhões, até o fim de fevereiro de 2018. (Com informações do IBGE)
A capacidade das cooperativas de gerar trabalho, renda e inclusão socioeconômica está, cada vez mais, na pauta dos jornais brasileiros. Nesta segunda-feira, por exemplo, o bom desempenho do Ramo Transporte foi destaque na coluna Mercado Aberto, da Folha de S. Paulo, uma das mais lidas do país e uma das mais respeitadas na editoria Empresas & Negócios.
A coluna destacou o crescimento do setor, o compartilhamento da frota, a representatividade e o motivo dessas cooperativas estarem na contramão da crise que afeta, dentre outras empresas, as transportadoras de cargas do país. E quem explicou tudo isso foi o coordenador nacional do Ramo Transporte, Abel Paré.
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Fonte: Sistema OCB
Presente em 99% dos municípios brasileiros, a produção de leite movimentou R$ 67 bilhões em 2016. Como quarto maior produtor do mundo, o Brasil tem vivenciado nos últimos cinco anos uma expansão de mercado de 78% no setor leiteiro, foram 35 bilhões de litros só em 2016. Os números já demonstram a dimensão que a atividade alcançou em território brasileiro. E este é apenas o começo de uma nova era, aponta o economista Paulo Martins, chefe-geral da Embrapa Gado de Leite.
“A tecnologia vem revolucionando o agro como um todo, e também o leite. Como estamos falando de uma atividade intensiva em administração, o produtor precisa tomar muitas decisões ao longo do dia, e sua chance de errar é muito grande. Além disso, ele está inserido em um mercado que exige cada vez mais profissionalização e produção em escala, o que o leva, obrigatoriamente, a investir em pecuária de precisão”, descreve.
Antenados na imensidão de oportunidades que empresas da Europa, dos Estados Unidos e da América Latina já enxergaram no potencial de consumo que o país ainda tem, os empreendedores brasileiros se movimentam para oferecer ideias inovadoras baseadas em softwares web, aplicativos mobile e soluções em hardware, incluindo internet das coisas, para os diversos setores produtivos da cadeia do leite.
Depois de enfrentarem mais de 80 concorrentes em uma disputa acirrada, dez startups de São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul terão a oportunidade de apresentar suas propostas a especialistas e investidores na final da segunda edição do Ideas for Milk, no dia 9 de dezembro, em Juiz de Fora (MG).
A programação da final será aberta ao público interessado em network e inovação digital. A inscrição prévia pode ser feita pelo site do evento: http://www.ideasformilk.com.br/conteudo/participe-das-finais-do-ideas-milk. Também serão aceitas inscrições na chegada.
OPORTUNIDADE DE NEGÓCIOS
Se, para os empreendedores, o desafio é uma oportunidade para entrar no mercado com o pé direito, para os investidores é a possibilidade de transformar, em pouco tempo, alguns milhares de reais em milhões.
“Um evento como este é um campo fértil para quem quer acompanhar as novas tendências, e está em busca de startups em fase bem inicial, que ainda valem pouco diante do potencial que têm. Por exemplo, um investidor pode fechar negócio com uma empresa que hoje vale R$ 100 mil e em questão de um ano ver este valor passar para R$ 2 milhões”, observa Maikel Schiessl, diretor do comitê de AgTech da Associação Brasileira de Startups (ABStartups).
Ainda não existem muitos dados sobre a realidade das empresas brasileiras de tecnologia aplicada ao agronegócio. A informação oficial, do censo realizado em 2016 pela Esalq/USP e pela AgTech Garage, dá conta de que existam em torno de 100 startups neste segmento, mas Schiessl estima que este número já deve ter ultrapassado 500. Também não se sabe o faturamento, tampouco a quantidade de empregos gerados.
Por outro lado, considerando a significativa participação do agronegócio no PIB - no ano passado, o setor respondeu por 23% desta fatia -, a certeza que se tem, afirma o investidor e um dos parceiros do Ideas for Milk Cezar Taurion, é que “investir no agro é um negócio altamente rentável.”
“Quando olhamos o PIB do país, vemos que o setor agropecuário é extremamente importante. Mas quando vamos à Associação Brasileira de Startups, observamos que o percentual de empresas que estão apostando neste segmento é muito pequeno. Fazendo esta conta, chegamos a um cenário bastante promissor. A pecuária leiteira, por exemplo, é uma atividade extremamente complexa, longa e que demanda soluções inovadoras”, pontua o sócio e líder da prática de corporate ventures da Kick Ventures.
CONSUMO
O consumo de leite no Brasil cresce, em média, 4% ao ano. E, segundo o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, os grandes produtores, atentos a esta curva de ascensão, estão fazendo uma revolução silenciosa, aumentando a produtividade com foco no potencial de consumo da população.
“Enquanto consumimos em torno de 170 litros por habitante/ano, nos países desenvolvidos o consumo médio chega a 270 litros de leite por habitante/ano. Para estimular um aumento de demanda, a atividade leiteira está caminhando rapidamente para um mundo digital, o 4.0. E com um detalhe: tudo o que ouvimos sobre automação, internet das coisas, máquinas conversando entre si e gerando um problema ao tirar os empregos de pessoas no setor urbano-industrial, no caso do leite, enxergamos como solução. Há um vazio muito grande gerado pela escassez de mão de obra, uma vez que os jovens estão optando pelas grandes cidades, e a máquina está chegando para ocupar este espaço, não para roubar vagas como tem acontecido na indústria”, contextualiza Martins.
PROPOSTAS E FINALISTAS
As propostas deste ano que concorrem ao prêmio de R$ 20 mil vão desde soluções para o conforto animal a projetos de gestão de precisão, como um que desenvolveu um colar para as vacas onde ficam registradas todas as suas informações, e permite que seja feita uma rastreabilidade completa da sua vida, passando por sistemas de proteção que impedem fraudes no leite depois que ele sai da fazenda, e produtos que mostram quando o queijo está impróprio para o consumo.
“Com o apoio de iniciativas como esta, o leite está deixando de ser o ‘patinho feio’, que tem baixa produtividade, não tem competitividade e não exporta, para fazer parte do padrão Brasil Agroexportador”, sinaliza o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite.
IDEAS FOR MILK
O Ideas for Milk busca desenvolver soluções digitais para os diversos setores produtivos da cadeia do leite - a mais extensa do agronegócio, presente em 99% dos municípios brasileiros e que emprega 4 milhões de pessoas, movimentando um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
É uma competição nacional entre empreendedores que visa estimular ideias inovadoras de modelo de negócio, produto, processo ou serviço, baseadas em software web, aplicativo mobile e/ou solução em hardware, incluindo internet das coisas (IoT). As soluções devem promover a eficiência no setor lácteo.
O sucesso da primeira edição, em 2016, chamou a atenção de investidores do Sillicon Valley (EUA) e do governo da Índia – maior produtor mundial de leite –, interessados em acompanhar o processo brasileiro de inclusão do agronegócio do leite na indústria 4.0.
Proposto pela Embrapa, o Ideas for Milk está sendo realizado conjuntamente com a Carrusca Innovation, o Agripoint, o Qranio e a Kick Ventures. A correalização é feita pelo Sebrae e pela BovControl. Entre os patrocinadores, estão organizações de peso ligadas ao agronegócio, como Nestlé, Tetra Pak, CNA/Senar, Sistema OCB, Tortuga/DSM e Laticínios Porto Alegre. Empresas de tecnologia da informação também participam da iniciativa, como Tim, Inove, Cisco, IBM e Microsoft.
Também integra o programa do Ideas for Milk o Vacathon, um inédito hackathon rural que será disputado na sede e na fazenda da Embrapa Gado de Leite, em Coronel Pacheco (MG), com a participação de 16 universidades brasileiras. A lista das equipes participantes está disponível aqui. A final do Vacathon será no dia 10 de dezembro. (Fonte: Embrapa)