FGCoop promove debate com cooperativas
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FGCoop promove debate com cooperativas

Representantes de cooperativas de crédito, bem como suas centrais, federações e confederações participaram nesta quarta-feira, em Brasília, do primeiro dia do Fórum de Monitoramento promovido pelo Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop), com o apoio do Sistema OCB e do Banco Central. O evento está na terceira edição e termina amanhã (6/12).

A abertura contou com a participação do presidente do FGCoop, Bento Venturim, do presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, e do chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não-bancárias do Banco Central, Harold Espínola.

Durante sua fala, Bento Venturim, destacou a relevância do fórum para o fortalecimento do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC). Dentre os assuntos abordados ao longo dos dois dias do fórum, segundo ele, estão a apresentação do novo modelo de monitoramento, construído a partir da realidade das cooperativas de crédito, por integrantes do SNCC e, também, do Sistema OCB.

“Queremos, daqui por diante, ser reconhecidos por nossa capacidade de antecipar, prevenir e mitigar problemas, por meio da melhoria do monitoramento e implementação da assistência financeira às cooperativas”, declarou o presidente do FGCoop.

Já o presidente do Sistema OCB, Márcio Freitas, frisou que, no cooperativismo, os processos de gestão e governança têm como base a transparência e que, graças a ela, é possível gerar confiança tanto nos cooperados quanto no ente regulador. “Agindo assim, vamos mostrar à sociedade que o nosso modelo de negócios é, de fato, a grande moeda do milênio”, comentou a liderança.

 

AUDITORIA

Convidado para falar sobre auditoria cooperativa, o representante do Banco Central, Harold Espínola, enfatizou que é preciso encará-la como uma oportunidade de conhecimento do próprio negócio e, ainda, como uma ferramenta de aprendizado. “A ideia é tão interessante que o Banco Central até pensa em utilizá-la em outros segmentos financeiros”, comentou. A questão da auditoria cooperativa será tratada, em detalhes, nesta quinta-feira.

 

MONITORAMENTO

O presidente do FGCoop explicou que, para o aperfeiçoamento do monitoramento das cooperativas de crédito, foi constituído um subcomitê composto por integrantes do SNCC, que, em conjunto com a equipe técnica do FGCoop aperfeiçoou a metodologia de avaliação do risco de descontinuidade com base em técnicas estatísticas e em alinhamento às práticas especializadas do segmento. “A nova metodologia busca ser mais conservadora e em conformidade com a visão estratégica do Fundo de atuar preventivamente na detecção de problemas nas cooperativas associadas”, explicou.

 

ASSISTÊNCIA FINANCEIRA

Em relação à assistência financeira, Bento Venturim disse o foco, neste momento, é auxiliar as cooperativas não filiadas ao sistema que estiverem enfrentando situação de risco de descontinuidade a se unir a outra cooperativa, mas que, futuramente, um novo passo será dado no sentido de auxiliar essas cooperativas a recuperar sua saúde financeira e a manterem-se no mercado.

 

GESTÃO

Amanhã, representantes do Sistema OCB apresentarão o cenário de governança cooperativa no Brasil. A intenção é iniciar o debate sobre a importância do tema para o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo.

Fonte: Sistema OCB

Setor discute caminhos para o agronegócio em 2019
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Setor discute caminhos para o agronegócio em 2019

Política, economia, tecnologia e inovação. Estes são os temas que nortearão os debates durante a primeira edição do Agro Cenário, com foco em 2019. O evento que ocorre nesta quarta-feira, das 8h às 16h, é uma promoção do Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja) e Corteva Agriscience (a Divisão Agrícola da DowDuPont) com o apoio do Canal Rural, que fará a transmissão ao vivo de toda a programação.

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o deputado João Henrique Hummel, o presidente da Aprosoja Brasil, Bartolomeu Braz, e o economista e apresentador Ricardo Amorim são alguns dos nomes confirmados. Representantes do Sistema OCB também participarão do evento.

 

Programação

 

8h – Credenciamento

9h30 – Abertura

10h30 – Painel Político -Impactos do Cenário Político em 2019 no Agronegócio Brasileiro

12h – Painel de Inovação e Tecnologia – Soluções e inovações de impacto para o Agronegócio

13h30 – Almoço

14h30 – Painel Econômico – O Agronegócio no contexto do Cenário Econômico 2019

16h – Encerramento

(Com informações do Canal Rural)

Copasul 40 anos: Grande evento reuniu cooperados e fundadores em Naviraí
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Copasul 40 anos: Grande evento reuniu cooperados e fundadores em Naviraí

40 anos de muitas histórias e crescimento, assim a Copasul completará quatro décadas no próximo dia 16 de dezembro e para comemorar com seus cooperados e fundadores, realizou um ciclo de eventos que teve início em Maracaju, passou por Deodápolis e região e por último em Naviraí, no dia 07 de dezembro, reunindo mais de 400 pessoas no Salão Paroquial do município.

 

O momento marcante e cheio de emoção reuniu os fundadores, Diretores, cooperados e familiares, e autoridades do município."A Copasul nasceu em um Estado novo, recém-criado, uma época difícil, com poucos recursos. E os 27 fundadores conseguiram vencer mesmo assim e hoje recebemos uma cooperativa forte, sólida, com um nome respeitado. Por isso, temos que honrar tudo isso e continuar trabalhando duro. Temos uma diretoria, um conselho e colaboradores comprometidos e dedicados a continuar essa história de sucesso" disse o Presidente, Gervásio Kamitani.

 

Também estiveram presentes, a representante da OCB/MS Organização das Cooperativas Brasileiras, Dalva Caramalac,vereadores, o Prefeito, Dr. Izauri de Macedo, o Deputado Estadual, Onevan de Matos, os demais diretores da Cooperativa, entre eles, o Vice-Presidente, Nelson Antonini, o Diretor Secretário, Everaldo Jorge dos Reis e demais Diretores e Conselheiros.

"A Copasul enobrece o cooperativismo não só no Mato Grosso do Sul, mas também no Brasil. É uma cooperativa que nunca abandou os valores do cooperativismo mesmo focando no negócio. E a maior representação disso, é o legado que o seu Sakae deixou.  Uma liderança que dedicou sua vida a construir essa cooperativa, ele foi um exemplo de fé, esperança, com um coração pulsante e uma visão de mundo diferenciada. Ele me ensinou muitas coisas, uma delas é a persistência, em nunca desistir. Por isso, a Copasul é cooperativa mais bem sucedida do MS", afirmou Dalva em uma bonita homenagem.

 

 

Homenagens

Os fundadores receberam o troféu "Copasul 40 anos" como forma de agradecimento pela história junto à Cooperativa. Os homenageados foram:

- Sakae Kamitani (In memoriam), sócio fundador número 01, sendo o troféu recebido pela sua esposa. Srª; Yae Yamashita Kamitani;

- O sócio fundador número 02, Julio Suekane;

- Hélio Tadano e seu pai, já falecido, sr. Chuji Tadano;

- Luis Nelson Lot;

- Tatsuo Suekane, já falecido, troféu recebido pelo filho Osvaldo Kazuo Suekane;

- Sakae Kodama, já falecido, e seu filho Luiz Tokio Kodama;

- Mauro Goiti Umemura, sendo o troféu recebido pelo irmão Oscar Umemura;

- Milton Hideshi Umemura, sendo o troféu recebido pelo seu irmao, Geraldo Umemura;

- Moriyoshi Fukuda;

- Mamoru Onodera;

- Jujiro Tamaru;

- Sukesada Takehara;

- Durvalino Francisco Alves;

- .. Hirokazu Sakurai;

- Massanobu Maekawa, já falecido, sendo o troféu recebido pelo neto, Moacyr Maekawa;

- Yoshiro Ida, sendo o troféu recebido pela filha Edna;

- Haruo Shingu;

- Hiromassa Tanaka, que recebeu também o troféu pelo irmão, Tooru Tanaka,

- Shoichi Minami,

- Satio Uemura, de forma póstuma, sendo o troféu recebido pela filha Lúcia;

- Yoshinori Tanaka, que recebeu o troféu também em nome do irmão, Yoshiharu Tanaka, já falecido;

Ainda fazem parte deste grupo, o sr. Hideki Tori, que não pode estar presente, e o sr. João Ferreira Dos Santos, já falecido. Além destes, foram homenageadas pessoas importantes na história da Copasul, sendo eles:

- Antonio Cândido de Marco, que foi vice-presidente e produtor rural, já falecido, sendo o troféu recebido pela filha Maria;

- Yoshihiro Hakamada, que por anos ocupou o cargo de vice-presidente da Cooperativa, ao lado do sr. Sakae;

- Gilberto Yokoro, que ocupou o cargo de diretor secretário;

- Carlos Alberto Menegati, que foi colaborador e Gerente Geral. O troféu foi recebido pelo amigo Edson de Freitas

 

Na oportunidade também foram homenageados os colaboradores que completaram este ano, 30, 35 e 40 anos na Cooperativa, sendo eles

- Edson Pereira Da Silva, que  completa 30 anos;

- Sergio Costa, que completa 35 anos

- Alcides Okabayashi, que completa 40 anos

"A Copasul nasceu devido a dificuldades, tivemos sérios problemas climáticos em 1976 e 1977, o que acarretou dívidas aos produtores. E foi neste cenário que 27 homens, liderados por Sakae Kamitani, ousaram e fundaram essa Cooperativa, que tanto nos enche de orgulho", disse em seu discurso o fundador, Júlio Suekane.

 

Outras ações

 

Além da programação para os cooperados, para os colaboradores será realizada a tradicional confraternização e show de prêmios, no dia 16, em Naviraí, reunindo mais de 1.000 pessoas, entre funcionários e seus familiares. Internamente, tambémfoi promovido um concurso de redação e desenho para filhos de cooperados e colaboradores e a "Corrida e Caminhada Copasul 40 anos", em Naviraí, realizada no dia 09 de dezembro. Além disso, a Cooperativa está participando da promoção do Natal Premiado ACEN (Associação Comercial e Empresarial de Naviraí). Este ano a Cooperativa está patrocinando o 2º prêmio, no valor de R$10 mil reais. Para concorrer é necessário comprar no comércio local, recebendo cupons de participação nas lojas identificadas.

 

Sicredi União MS/TO celebra 30 anos durante XXIV Secal
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Sicredi União MS/TO celebra 30 anos durante XXIV Secal

No dia 8 de dezembro, ocorreu o XXIV Secal – Seminário de Capacitação de Lideranças, que reuniu as lideranças da Cooperativa e todos os coordenadores de núcleo. Como todos os anos, houve a Apresentação das atividades de 2018 e das ações dos 30 anos da cooperativa, validação do calendário das ANs 2019 e apresentação da prévia do planejamento 2019 da cooperativa.

Nesta edição também ocorreu o 3º e último módulo do Programa de Formação Continuada das Equipes Coordenadoras de Núcleos, ministrada pelo educador Marcos Schwingel, especialista em Organização do Quadro Social e Educação Cooperativista. Com mais de 20 anos de atuação no cooperativismo, onde exerceu atividades nas áreas de Negócios, Comunicação e Marketing e Programas de Educação.

Na programação ainda estavam previstos a eleição do novo Conselho Fiscal e o lançamento do livro dos 30 anos da Cooperativa, durante o jantar comemorativo.

 

Proximidade com o cooperado faz SNCC crescer
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Proximidade com o cooperado faz SNCC crescer

Se todas as cooperativas de crédito do país fossem consideradas um grupo financeiro, juntas, elas representariam a 6ª maior instituição financeira do Brasil. Atualmente, o Sistema Nacional de Crédito Cooperativo (SNCC) é composto por 929 cooperativas, 9,7 milhões de cooperados e gera mais de 60 mil empregos diretos. E não para de crescer, graças à sua forte atuação local.

Essa é a avaliação do chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias (DESUC) do Banco Central do Brasil, Harold Espínola, entrevistado da edição 84 da Revista Mundocoop.

Segundo ele, as cooperativas de crédito, por manterem-se bem próximas de seus associados e das comunidades, conseguem mapear as necessidades e os potenciais de cada localidade. “Por sua estrutura matricial, acabam moldando-se a essas particularidades e extraindo oportunidades para o seu crescimento, mesmo em períodos mais desafiadores ou até de crise. É um processo recíproco, pois a comunidade se beneficia e cresce junto”, enfatiza.

Confira, abaixo, a entrevista de Harold na íntegra.

 

 

O cooperativismo de crédito pode evoluir muito mais

 

Com mais de 20 anos de atuação na área de Fiscalização do Banco Central do Brasil, Harold Espínola tem uma visão clara dos caminhos que o cooperativismo de crédito pode e precisa trilhar para avançar de forma mais rápida e consistente

 

Cada vez mais relevante no cenário nacional, o cooperativismo de crédito passa por um momento de grandes oportunidades para intensificar seu crescimento. A oferta de condições diferenciadas e taxas mais acessíveis favorece tal condição, trazendo uma concorrência mais sadia para o sistema financeiro do Brasil e atraindo o interesse tanto de pessoas físicas quanto jurídicas. Ainda mais porque o ritmo da economia brasileira dá sinais que podem trazer certa tranquilidade a investidores. O Copom (Comitê de Política Monetária) divulgou, por exemplo, que a Selic, a taxa básica de juros, será mantida em 6,50% ao ano. Sobre expectativas de taxa de inflação, os índices para 2018, 2019 e 2020 são, respectivamente, 4,4%, 4,2% e 4,0%.

Tão significativas quanto as possibilidades de crescimento são as tarefas a serem cumpridas pelo setor para aproveitar tais chances. É necessário investir em uma comunicação mais ampla e eficiente com os mercados e a sociedade, promover a intercooperação, intensificar a participação dos cooperados, entre outros fatores. Para entender melhor este quadro, a Revista MundoCoop conversou com Harold Espínola, chefe do Departamento de Supervisão de Cooperativas e de Instituições Não Bancárias (DESUC) do Banco Central do Brasil. Nesta entrevista exclusiva, o executivo, que é graduado em Engenharia e pós-graduado em Administração, dá mais detalhes sobre a evolução do cooperativismo de crédito e como o BC acompanha o segmento. Acompanhe.

 

Como o senhor vê o momento atual do cooperativismo de crédito?

O cooperativismo vem crescendo de forma contínua e consistente ao longo dos últimos anos e apresenta números relativos bem interessantes, como podemos observar no Relatório de Economia Bancária 2017, publicado pelo Banco Central. Também, percebe-se um processo natural e positivo de consolidação e de fortalecimento da gestão, frutos do próprio amadurecimento do segmento. Mas, certamente, há ainda muitas oportunidades a serem exploradas pelas cooperativas na racionalização de estruturas, propiciando ganhos de escala e redução de custos operacionais, sem que isso represente diminuição de relevância de quaisquer dos participantes. A estabilização e a redução da taxa básica de juros, por sua vez, contribuem para reflexões do segmento para a busca de uma gestão cada vez mais proativa de seu equilíbrio econômico-financeiro, com participação efetiva das operações de crédito e da prestação de serviços aos seus cooperados.

 

Quais são as perspectivas de crescimento neste setor?

O expressivo crescimento do segmento de cooperativas passa bastante pelo aumento da participação no mercado de operações de crédito voltadas para pessoa jurídica e pela sua presença em muitos municípios integrantes da fronteira do agronegócio. A participação nas operações com pessoas jurídicas, calculada com base nas modalidades de crédito relevantes para a carteira das cooperativas, passou de menos de 1%, em 2005, para mais de 8%, em 2017. Esse aumento foi especialmente grande na região Sul, onde no mesmo período passou, em números redondos, de 2% para 17%, e na região Centro-Oeste, de 1% para 10%.

Por se caracterizarem pela forte atuação local e regional, as cooperativas de crédito mantêm-se bem próximas de seus associados e das comunidades, conseguindo com isso mapear as necessidades e os potenciais de cada localidade. Por sua estrutura matricial, acabam amoldando-se a essas particularidades e extraindo oportunidades para o seu crescimento, mesmo em períodos mais desafiadores ou até de crise. É um processo recíproco, pois a comunidade se beneficia e cresce junto. Essa sinergia e esse comprometimento têm propiciado maior estabilidade na inadimplência do segmento e preços competitivos. É um cenário que deve continuar gerando frutos. Cabe comentar que, não obstante tudo isso, as cooperativas começam a explorar centros urbanos maiores, ainda em um processo de aprendizagem.

 

Quais são as preocupações mais importantes de quem busca crédito em uma cooperativa?

Primeiramente, é preciso reforçar que para alguém operar com uma cooperativa de crédito é obrigatório que se associe, isto é, que passe a ser proprietário de parte do capital da instituição. Sendo assim, os cooperados são ao mesmo tempo donos e usuários das cooperativas, participando de sua gestão e usufruindo de seus produtos e serviços. Em sua condição de sócios, os associados se beneficiam da distribuição das “sobras” em caso de resultado positivo. Por outro lado, em caso de resultado negativo, cujo termo correto é “perdas”, há obrigatoriamente o rateio entre eles. Em ambos os casos, a divisão ocorre proporcionalmente às operações realizadas por cada associado. Daí a importância de cada cooperado sempre acompanhar o desempenho de sua cooperativa, especialmente participando das assembleias, nas quais são apresentados os resultados, decidida a sua destinação e discutidos outros assuntos relevantes para o futuro da instituição – enfim, avaliando a gestão. Não devemos esquecer que os dirigentes que conduzem o negócio são eleitos pelos cooperados nessas mesmas assembleias.

 

O público atraído pelas cooperativas de crédito conhece os conceitos do cooperativismo? As diferenças culturais do País influenciam essa relação nas diferentes regiões do país?

Não podemos generalizar, mas, em muitas cooperativas de crédito ainda há dificuldades para atrair a participação de cooperados em assembleias. Isso, de certa maneira, pode ser um sinal de que nem sempre os associados estão plenamente conscientes dos conceitos do cooperativismo de crédito.

Sim, somos um país grande, com culturas particulares em cada região. No Sul, por exemplo, mas não só, a cultura do cooperativismo de produção está presente há muito tempo, impulsionada pela imigração de pessoas de países onde esse movimento é comum e consolidado. Isso facilita bastante o conhecimento, pois o crédito é apenas um dos ramos do cooperativismo em seu sentido lato, estando todos eles sob os mesmos conceitos ou princípios básicos, como, por exemplo, o da intercooperação. Essa região possui o maior número de postos de atendimento, chegando a mais de 90% de seus municípios, além do maior número de cooperados pessoas físicas, aproximadamente 4,8 milhões, o que hoje representa basicamente a metade dos cooperados do país.

 

O senhor costuma dizer que a comunicação é um dos grandes desafios para este segmento do cooperativismo. O que está faltando e por que a comunicação é tão primordial?

Sim, é verdade. Comunicar-se efetivamente, ou poderíamos dizer conectar-se, com o seu público é um desafio permanente para qualquer empresa, negócio ou profissional. O cooperativismo de crédito tem maior participação em regiões do Brasil onde as pessoas já dispõem de informações a respeito do segmento. Mas, ainda há muita gente que desconhece o conceito desse movimento e isso é uma grande oportunidade. O endomarketing é forte no segmento, mas há um bom desafio de transposição de suas próprias fronteiras.

 

Além da comunicação, que outros desafios são tão importantes quanto ao cooperativismo de crédito?

Existem, ainda, muitas oportunidades a serem exploradas pelas cooperativas de crédito na intercooperação e, consequentemente, na racionalização de estruturas. A constante busca pelo aprimoramento de seus gestores e dirigentes é outro ponto bem relevante. Também, um fato que se observa historicamente de forma não incomum em vários tipos de atividades é a perda de identidade de estruturas que passam por processos de crescimento intenso e acelerado. Está aí algo a ser bem observado pelas cooperativas e por seus dirigentes: a preservação da essência cooperativa, mesmo em um mundo em rápida transformação.

 

Um dos diferenciais das cooperativas de crédito é oferecer condições mais favoráveis, com juros mais baixos. Qual é o impacto no mercado de forma geral?

O Relatório de Economia Bancária de 2017 mostra que é mesmo uma característica das cooperativas a oferta de crédito com taxas inferiores às do segmento bancário. Em algumas linhas essa diferença é maior, como, por exemplo, no empréstimo a pessoa física sem consignação, e em outras os índices ficam mais parecidos, como financiamento de veículos. Essa é uma constatação que contribui positivamente para todos, pois estimula a concorrência, que sempre embute a busca pela eficiência, e traz crédito mais barato para a população, beneficiando mesmo aqueles que não são cooperados. São nuances que vão diretamente ao encontro a pontos da Agenda BC+: “crédito mais barato” e “SFN mais eficiente”.

 

Como é a relação, a interação dessas cooperativas com o Banco Central? Há regras diferenciadas para essas instituições?

As cooperativas de crédito são instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central e, como as demais, sujeitam-se às normas emanadas do Conselho Monetário Nacional e do próprio Banco. No âmbito legal, há leis específicas para as cooperativas, Lei nº 5.764/1971 e Lei Complementar nº 130/2009. No âmbito das normas, as cooperativas de crédito até respondem a comandos específicos, mas, como conceito geral, elas estão sujeitas ao mesmo arcabouço que promove um adequado ambiente de controles internos, o gerenciamento de riscos e de capital, a governança e a boa gestão, exigido para todas as instituições.

 

O Banco Central monitora – ou fiscaliza – a atuação das cooperativas de crédito?

O Banco Central supervisiona e monitora a atuação das instituições financeiras em um processo contínuo, e não é diferente para as cooperativas. Uma supervisão abrangente e próxima é a melhor contribuição que o Banco Central pode dar às cooperativas de crédito.

 

O que a economia brasileira ganha com o crescimento do cooperativismo de crédito?

O crescimento do cooperativismo contribui para uma sadia concorrência no Sistema Financeiro Nacional, propiciando redução de taxas de juros cobradas, ampliando a oferta de crédito e fomentando a eficiência do conjunto das instituições. Destaque-se, ainda, o papel das cooperativas como vetor da inclusão financeira, proporcionando o acesso para pessoas com baixa disponibilidade de atendimento pelo sistema tradicional e, ainda, reciclando a poupança local ao promover o reinvestimento de recursos na própria comunidade – outro ponto da Agenda BC+: “mais cidadania financeira”.

 

Fonte: Revista Mundocoop

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