Confraternizacão de fim de ano da Cooasgo reúne mais de 600 pessoas
Featured

Confraternizacão de fim de ano da Cooasgo reúne mais de 600 pessoas

Na noite do dia 14 de dezembro, no CTG de São Gabriel do Oeste, a Cooasgo realizou a confraternização de fim de ano dos cooperados. O evento foi aberto pelo Conselho de Administração: Sérgio Luiz Marcon, Presidente; Marcelo Fernandes Miranda, Vice-presidente; Ivonei Scotton, Diretor Administrativo Financeiro; Rainer de Goehr, Diretor de Produção e Comercialização; Giovanni Roberto Montagna, representando os Conselheiros Vogais e Selma Lambert, representando o Conselho Fiscal.

 

“É muito gratificante fechar o ano com uma bela confraternização, ainda mais um ano comemorativo aos nossos 25 anos, no qual promovemos a promoção “25 anos - 25 chances de ganhar”, que foi bem-sucedida e incrementou nossas vendas. Esperamos um 2019 mais próspero e digno, para que possamos enfrentar os desafios. E sem esquecer de agradecer nossos cooperados, colaboradores e parceiros durante essa jornada de 2018”, declarou o presidente ao abrir a confraternização.

 

A festa foi embalada pelo grupo Zíngaro, logo após ocorreu uma queima de fogos com um brinde entre todos os convidados. E para encerrar a noite, o sorteio do último prêmio da campanha, uma caminhonete Ford Ranger XLS. Ao todo foram 25 prêmios, dentre eles: 03 Motocicletas Honda CG 25 FAN; 02 Motocicletas Honda NXR BROS; 07 Smart TV LED 32” Samsung; 12 Vale-compras no valor de R$2.500,00 e 1 Camionete FORD RANGER XLS 2.5 Flex. Foram 65 mil cupons distribuídos e 10 sorteios que ocorreram de março a dezembro.

 

O grande vencedor da caminhonete foi o cooperado Valdemar Benedet, matrícula nº 535, que não estava no evento, mas foi representado por sua irmã.

 

Campanha 25 anos - 25 chances de ganhar

Fiscalizada pela Caixa Econômica Federal encaixada na modalidade “Assemelhada a Concurso”. Participaram desta, as unidades ativas da COOASGO, Matriz, Loja Agropecuária e UDG.

 

A promoção teve início às 07:00hs do dia 05/02/2018 e término às 15:00hs do dia 14/12/2018 totalizando 312 dias. O objetivo da promoção foi a valorização do aniversário de 25 anos da COOASGO, que se deu em 05/03/2018. Através da campanha “25 Anos – 25 Chances de ganhar”, a cooperativa buscou comemorar e marcar esta data, bem como interagir com o público-alvo da COOASGO, sendo eles: associados e clientes, com a finalidade de agregar em vendas e criar um diferencial perante a concorrência.

Evento reuniu mais de 1.100 pessoas e teve grande show de prêmios
Featured

Evento reuniu mais de 1.100 pessoas e teve grande show de prêmios

No dia 16 de dezembro, dia do aniversário de 40 anos da Copasul, mais de 1.100 pessoas estiveram reunidas na AREC (Associação Recreativa e Esportiva da Cooperativa) em Naviraí, numa grande confraternização. Várias atrações marcaram o dia, entre elas o almoço, distribuição de presentes para crianças, animação da Banda Ponte Aérea, Cabine Fotográfica e sorteio de mais de 80 prêmios, entre eles, 4 TVs, uma geladeira, ar condicionado, notebook e uma moto Biz Zero km. Colaboradores e seus familiares de nove municípios onde a Copasul possui unidade estiveram presentes.

 

  "Um dia como esse é muito especial para a Cooperativa. Nascemos através da dedicação e empenho dos nossos fundadores, mas só chegamos aos 40 anos, através dos colaboradores e cooperados que diariamente constroem a nossa história. Fizemos ações para comemorar com os cooperados, com a comunidade e hoje a festa é do colaborador e de seus familiares", disse o Presidente, Gervásio Kamitani,

 

 Resultado do Concurso de Redação e Desenho

Na Confraternização aconteceu a divulgação do resultado do concurso de redação e desenho da Cooperativa, que esse ano teve como tema os 40 anos da Copasul. O resultado foi:

 

Desenho:

1º Lugar - Davi da Silva Aragão - 10 anos

2º Lugar - Giseli Lusbel Menezes - 09 anos

3 º Bruno Fonseca de Faria Santos, de 06 anos,

 

Redação:

1º - Maria Isabella Cordeiro, de 11 anos

2º - Esteicy Kaus Santos, 14 anos

3º Giovana Godoy Pereira

 

 

Atletas são premiados

 

Durante a confraternização também foi realizada a entrega de premiação de duas ações da Cooperativa, o Sou Atleta Copasul e o Colaborador que Mais Pedalou em 2018. O Primeiro, foi uma somatória de pontos, das competições esportivas realizadas durante o ano, como Pedal, Torneio de Truco, Basquete, Corrida, entre outros. O Atleta que mais pontuou em um Ranking levou uma bicicleta Scott Scale 990 pra casa. Essa é uma forma de incentivar a prática de atividade física entre os colaboradores. Já o Colaborador que mais pedalou, teve em primeiro lugar o colaborador Sérgio Henrique Costa, com mais de 13 mil km percorridos, o que daria pra ir de Naviraí à Índia e no feminino a colaboradora Rosilene Spenthof. Confira a classificação:

 

Sou Atleta Copasul (Feminino)

1 – Erika Martins - Irrigação – 190 Pontos

2 – Eunice – Sede – 140 Pontos

3 – Katia – Fiação – 130 Pontos

 

Masculino

1 – Mauro Junior – AREC – 290 Ponto

2 – Rafael Fortunato – 250 Pontos

3 – Willian – Sede – 220 Pontos

 

 

Colaborador que mais pedalou:

MASCULINO

1º Sergio Henrique -13.032.05 km

2º Tuca --6.729.01 km

3º Roger Martinez--5124.09 km

 

FEMININO

1ª Rosilene Spenthof--1715,3 km

2ª Erika Martins----930,5 km

3ª Erika Araújo---785,2 km

Tereza Cristina: os desafios de uma ministra
Featured

Tereza Cristina: os desafios de uma ministra

 “Um grande desafio”. É assim que a deputada federal Tereza Cristina (MS) avalia a sua próxima fase na política brasileira. Em novembro deste ano, ela foi escolhida pelo presidente eleito Jair Bolsonaro para estar à frente do Ministério da Agricultura do próximo governo. Honrada e feliz, a futura ministra conta a sua principal expectativa para a gestão que se inicia em janeiro de 2019: “Espero corresponder ao que o setor produtivo espera de mim”.

Tereza Cristina foi a primeira mulher confirmada por Jair Bolsonaro para os seus ministérios. “Quero reiterar a importância de ter [no Ministério da Agricultura] uma mulher guerreira que entende realmente do assunto”, disse Bolsonaro em um vídeo parabenizando a nova ministra. “Ela merece”.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, João Martins, também comemorou a escolha. “A deputada sempre atuou na defesa dos produtores rurais brasileiros e agora terá condições de trabalhar ainda mais em benefício do setor”, destacou. Indicada para o cargo pela Frente Parlamentar da Agricultura, seu nome foi um consenso. Para o deputado Marcos Montes (MG), que também faz parte da Frente e acompanha o trabalho de Tereza Cristina há algum tempo, não poderia haver escolha mais certa: “Nós tínhamos vários perfis. Temos excepcionais parlamentares lá dentro. Mas, no pente-fino que fizemos lá, ela preenchia todos esses requisitos. Não havia pessoa mais adequada para assumir tal responsabilidade”, comemora.

Para o deputado, todos ficaram animados com a decisão. “Podemos ver a receptividade com que ela foi recebida em todos os meios. No meio parlamentar, não apenas na nossa Frente, mas em todas as bancadas. Ele também foi muito bem recebida pelos produtores rurais e pelo meio empresarial”, conclui.

 

ESTÁ NO SANGUE

O prestígio político da nova ministra vem sendo construído há anos. Tereza começou a vida profissional muito jovem. A família já tinha um histórico no agronegócio em sua terra natal, Campo Grande (Mato Grosso do Sul). Visionária, ela quis continuar essa dedicação familiar e optou por cursar a faculdade de Engenharia Agronômica na Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais. Logo que se formou, mudou-se para São Paulo e começou a colecionar um extenso currículo dedicado à área agrícola e ao setor de alimentos.

Determinada a cuidar dos negócios da família, decidiu voltar para Mato Grosso do Sul. Assumiu a administração, profissionalizou a gestão e segmentou os negócios. Para o deputado Marcos Montes, a determinação é um dos traços característicos de Tereza Cristina. “Conheço Tereza profissionalmente e pessoalmente. É uma mulher dura, mas serena. Uma mulher meiga, amiga e determinada”, conta. O dinamismo e o comprometimento de Tereza Cristina foram sendo reconhecidos e ela passou a ser convidada para participar da diretoria de várias federações e associações que representam o setor agropecuário brasileiro.

“A dedicação à área pública sempre esteve presente em minha família”, conta a futura ministra. Ela é bisneta de Pedro Celestino Corrêa da Costa e neta de Fernando Corrêa da Costa, ex-governadores de Mato Grosso (quando o estado ainda não havia sido dividido). Entre 2007 e 2014, ela assumiu a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, Produção, Indústria, Comércio e Turismo de Mato Grosso do Sul (Seprotur). Em sua gestão, houve importantes conquistas para o estado. Uma delas foi torná-lo livre da febre aftosa. A conquista foi reconhecida internacionalmente por meio da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Durante o período como secretária, a agricultura de Mato Grosso do Sul cresceu 12% ao ano. Em sete anos, o PIB do estado aumentou 152,42%. Os empregos na área industrial também dispararam: o aumento foi de 40,7%. Após essa experiência, Tereza foi eleita deputada federal para o seu primeiro mandato pelo estado de Mato Grosso do Sul, entre os anos de 2015 e 2018. “Meu foco sempre foi o desenvolvimento do país”, afirma.

Nesse período, continuou buscando melhorias para o setor agropecuário e para o seu estado. A busca, ela faz questão de enfatizar, sempre foi por legislações mais eficientes e justas. “Procuramos melhorias em questões fundamentais para o setor produtivo nacional, como o crédito rural, investimentos em política agrícola, renegociação de dívidas, o fortalecimento das relações comerciais, abertura de mercado para o Brasil, direito de propriedade, entre outras pautas”, explica. Ela foi reeleita para a próxima legislatura, que vai de 2019 a 2022. Precisará afastar-se do mandato para se dedicar ao Ministério da Agricultura.

 

PLANOS

O governo de transição precisa apresentar suas propostas à sociedade até 31 de dezembro de 2018. E é nisso que Tereza está trabalhando arduamente. “Podemos esperar um forte avanço na questão da infraestrutura, na segurança no campo e numa agenda de desburocratização”, afirma. “Algumas outras questões, como a tributária, dependem de negociações com os estados, mas espero que possamos avançar nessa área também.”

Sob o seu comando, o investimento em logística será uma das prioridades do Ministério da Agricultura. “Ferrovias, hidrovias e rodovias precisam participar do plano de transportes do governo federal. Isso vai ao encontro de um movimento para que as políticas públicas se tornem menos burocráticas, desiguais e ineficientes”. Outro ponto importante para a futura ministra será a questão da segurança jurídica.

“Precisamos desestimular as invasões, e a melhor forma de fazer isso é garantindo as premissas básicas do Estado Democrático de Direito: o direito à propriedade, a execução de ordens judiciais, o respeito ao devido processo legal”, conclui. O Mercosul é um tema polêmico e deve ser rediscutido para que os produtores brasileiros não sejam prejudicados. “Os investimentos em acordos bilaterais também são de suma importância, já que possibilitam que os produtos brasileiros tenham acesso aos melhores mercados. A Ásia é o nosso alvo de abertura de mercado” revela.

A questão tributária também está no topo das prioridades e deve ser um ponto de mudança em relação à gestão anterior. “Precisamos diminuir a carga de impostos e os custos tributários, com a simplificação das regras, a redução do número de impostos e unificação de alíquotas, para que se gaste menos tempo e dinheiro no processo de pagar impostos.”

E isso envolve os produtores rurais também. “Além disso, os produtores rurais precisam de assistência técnica, de crédito. Precisamos de uma política de longo prazo para a produção agrícola no país.”

 

COOPERATIVISMO

A futura ministra não tem dúvidas: o cooperativismo tem um papel fundamental para o avanço do Brasil. “Hoje as cooperativas têm um papel pujante no crescimento econômico e social do País com enorme representatividade no Congresso Nacional. Para o campo, elas também são o motor do progresso. Promovem oportunidade, geram renda e desenvolvimento sustentável”, conclui.

As cooperativas, fruto de relações com base em confiança e colaboração, são vitais para o setor agropecuário. É claro que, como em todos os setores da economia, melhorias são bem-vindas. “A prioridade em relação ao cooperativismo no Brasil deve ser o fortalecimento da assistência técnica, educacional e social aos cooperados”, prevê Tereza Cristina.

“O cooperativismo é também uma das principais garantias de renda de milhares de produtores rurais brasileiros. Por isso, as cooperativas são protagonistas na produção de alimentos nacional e mundial, e na geração de trabalho e renda no país”, pontua. Em sua gestão, Tereza Cristina pretende fortalecer o cooperativismo. “É preciso investir na modernização e na transferência de tecnologias, na assistência técnica como forma de desenvolvimento social e econômico, e para o crescimento das relações comerciais do país frente aos mercados internacionais.”

 

Fonte: Revista Saber Cooperar (edição nº 24)

Setor produtivo se reúne com equipe do novo governo
Featured

Setor produtivo se reúne com equipe do novo governo

As assimetrias concorrenciais no comércio intra-Mercosul, que têm gerado enormes desequilíbrios na relação comercial entre o Brasil e seus vizinhos do Mercosul, especialmente no que diz respeito à importação de trigo, arroz e leite foram a pauta de uma reunião entre representantes das cooperativas e da nova equipe do Governo Federal, ocorrida na última terça-feira (18/12), em Brasília.

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, e os futuros secretários da Receita Federal, Marcos Cintra, e de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, receberam representantes da Organização das Cooperativas Brasileiras, do Sistema Ocepar e da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul para discutirem os prejuízos que o Brasil tem tido e que podem se agravar ainda mais.

A reunião contou também com a participação de integrantes das cadeias produtivas do leite, arroz, trigo, alho, vinho e maça dos três estados do Sul do Brasil, além do senador eleito, Luís Carlos Heinze, e do deputado federal, Jerônimo Goergen.

O principal ponto da discussão foram as questões tributárias assimétricas entre os países do Mercosul, que têm prejudicado a competitividade dos produtos brasileiros frente aos produtos importados. Além das questões tributárias, foi apontado também o desequilíbrio nos custos logísticos (principalmente na questão da navegação de cabotagem), nos controles e na fiscalização da qualidade entre os produtos importados e os nacionais.

 

ACOMPANHAMENTO

Para a OCB, que acompanha as discussões sobre esses e outros temas envolvendo as relações comerciais com os países do bloco do Mercosul, o caminho sustentável para o desenvolvimento dos setores afetados está em buscar desenvolver a competitividade das cadeias produtivas frente aos concorrentes internacionais.

 

LEITE

No caso do leite, a futura ministra reforçou o posicionamento sobre o controle das importações de lácteos do Mercosul, inclusive informando já ter conversado com autoridades dos países vizinhos. Informou, ainda, que está trabalhando para a liberação de uma compra governamental, para ajudar a diminuir o excedente de leite em pó no mercado interno. A ministra fez questão de reforçar a importância de o Brasil ser mais ativo no Mercosul, dada a força e o tamanho do país dentro do grupo.

 

RECEPTIVIDADE

Os representantes do novo governo ouviram as manifestações dos representantes do setor produtivo, demonstrando interesse e abertura ao diálogo e sempre deixando claro sua intenção em trabalhar de mãos dadas com os produtores para recuperar a economia do país.

Fonte: Sistema OCB

Novos rumos na política
Featured

Novos rumos na política

Meses antes de Jair Messias Bolsonaro (PSL) ser eleito presidente do Brasil, os principais líderes do cooperativismo brasileiro elaboraram o documento intitulado Propostas para um Brasil Mais Cooperativo. O material – entregue às assessorias de todos os presidenciáveis que disputaram as eleições 2018 – traz uma série de propostas defendidas pela base cooperativista. Falamos sobre a importância de estimular a geração de trabalho e renda por meio do empreendedorismo coletivo, da desburocratização e do estímulo ao desenvolvimento local, possibilitando a circulação de riquezas e serviços em cidades de todos os portes. Analisamos os desafios de uma política consistente de segurança alimentar.

Mostramos por que é preciso criar um ambiente favorável ao empreendedorismo via cooperativas e como podemos contribuir para a construção de um futuro melhor para todos os brasileiros. “Deixamos esse documento à disposição dos candidatos à Presidência da República, para criar um ambiente favorável ao diálogo com eles”, explica Fabíola Nader Motta, gerente de Relações Institucionais da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). “Agora, com o novo governo definido, vamos continuar essa conversa com o presidente eleito e com os ministros indicados por ele, visto que nosso modelo de negócios tem plenas condições de ajudar o Brasil a crescer de forma responsável e sustentável.”

As propostas apresentadas pelas cooperativas brasileiras são uma construção coletiva que envolveu 1,3 mil lideranças cooperativistas. Juntas, elas representam os 13 ramos do cooperativismo nas 27 unidades estaduais. Mais: representam mais de 14 milhões de cooperados que fazem parte das 6.887 cooperativas brasileiras.

“Nosso foco central, hoje, é o reconhecimento da importância do cooperativismo. As instituições precisam conhecer o setor, entender o papel das cooperativas na agenda estratégica do país e o impacto positivo que geramos na sociedade”, explica Fabíola. O cooperativismo é reconhecido pela Organização das Nações Unidas como o modelo de negócios que mais colabora com a superação de crises econômicas.

“Nossa forma de empreender, construída em grupo e sem deixar ninguém para trás, é mais eficaz que o empreendedorismo individual em momentos de recessão”, explica a gerente de Relações Institucionais da OCB. Ela acrescenta que as cooperativas também são uma ótima forma de geração de trabalho e renda para a população.

Atualizar a imagem do cooperativismo é outro grande desafio do nosso sistema. Por isso, o documento Propostas para um Brasil Mais Cooperativo foi construído com a mesma linguagem do movimento SomosCoop, que busca despertar a consciência das pessoas para a importância do cooperativismo, adequando-as aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) em que as cooperativas podem ser protagonistas (veja quadro).

 

Por que o novo presidente precisa nos conhecer melhor?

“O cooperativismo é um motor capaz de alavancar o desenvolvimento do país”. A frase é de Emerson Masullo, cientista político e especialista em políticas públicas. “Tenho fortes convicções de que o governo de Jair Bolsonaro deve trazer na sua agenda econômica um diálogo permanente com o cooperativismo. É uma condição indispensável para reverter o cenário econômico atual e promover melhorias na geração de empregos e índices de produtividade, além de questões fiscais e trabalhistas.”

Masullo explica que o cooperativismo é uma forma de associativismo que possui um viés social muito importante. “As cooperativas trazem resultado econômico sem abrir mão do cuidado com a comunidade que as rodeiam. Essa é uma forma de organização que nenhum governo pode deixar de olhar”, acredita o cientista.

“O novo presidente está montando uma base de governo desenvolvimentista, que tem tudo a ver com o cooperativismo. Certamente, terá um diálogo constante e permanente com o setor”, considera Masullo. A opinião do cientista político é compartilhada por quem vive, na prática, da cooperação. Derci Cenci é diretor-secretário da Cooperativa Agropecuária do DF (Coopa-DF), localizada na região administrativa do Paranoá, a 60 km do centro de Brasília. “O cooperativismo dá às pessoas a oportunidade de crescer de forma conjunta. Sozinhos não encontramos as oportunidades que o cooperativismo traz”, afirma.

A Coopa-DF foi criada em 1978, por famílias que vieram da Região Sul e tinham (e têm) o objetivo de trabalhar em conjunto no ramo agropecuário, embora cada um em sua área. “Chegamos em busca de trabalho e união, com o intuito de realizar um sonho que seria mais trabalhoso se fosse feito de maneira individual. Devagarinho, a Coopa-DF tornou-se menina-moça, debutou, casou-se e já é quase vovó”, conta Cenci.

 

COOAPA-DF

Hoje, a Coopa-DF tem 156 associados. Cada produtor tem a sua área, a maioria com irrigação. Eles produzem trigo, soja, milho, feijão e grão-de-bico, entre outros produtos e hortaliças. A expectativa é grande em relação ao governo Bolsonaro. O presidente eleito, aliás, visitou, em maio, a famosa feira organizada pela cooperativa e incentivou os cooperados a continuarem no ramo.

Ainda segundo Derci Cenci, ele estimulou-os a buscar investimentos em bancos cooperativos. Sobre o novo presidente, Cenci é otimista: “ Ele nos visitou quando era candidato, o que mostra o interesse dele pelo cooperativismo. Queremos que ele conheça melhor o poder da cooperação”, explica o diretor-secretário da Coopa-DF.

A gerente de Relações Institucionais do Sistema OCB vai além. Para ela, é necessário ampliar os canais de comunicação do cooperativismo com o Poder Público, confirmando o papel do Sistema OCB como um dos atores que devem ser ouvidos pelos órgãos governamentais nos processos de formulação de políticas públicas, regulamentos e legislações de interesse do setor. Afinal — como já mostramos nesta reportagem —, queremos e temos plenas condições de ajudar o Brasil a crescer.

 

Cooperativismo no Congresso

Um dos principais canais de representação e negociação para o cooperativismo é a Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) — grupo de deputados e senadores que defendem no Congresso Nacional, os interesses das cooperativas brasileiras.

Na prática, esses parlamentares apresentam propostas de leis favoráveis ao cooperativismo, desenvolvem o diálogo com os poderes Executivo e Judiciário, e levantam a bandeira do movimento.

“As frentes parlamentares (conceito que inclui a Frencoop) têm uma forma de atuar própria dentro do Congresso Nacional”, explica Fabíola Nader Motta. “Elas possuem um poder político maior porque são formadas por grupos de parlamentares que, juntos, têm mais força para decidir uma votação.”

 

Fonte: Revista Saber Cooperar (edição nº 24)

Image
SISTEMA OCB © TODOS OS DIREITOS RESERVADOS.