Definições estratégicas do Plano de Trabalho, bem como Negociações Coletivas do Sistema Sindical Cooperativista para as próximas datas-bases, nortearam a primeira Reunião Ordinária da Diretoria da Confederação Nacional das Cooperativas (CNCoop) deste ano, realizada hoje, em Brasília. Também foram discutidos o fortalecimento da representação sindical e futuros eventos a serem realizados pela Confederação ao longo de 2015.
Segundo o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, que participou da reunião, “com o cenário político-econômico deste início de ano, é primordial a adequação de nossas atividades e definições estratégicas para o melhor aproveitamento em benefício não só de Sistema Sindical Cooperativista, mas das próprias cooperativas. Uma atuação eficiente e sincronizada com a base é o norte de nossas atividades”.
A reunião dos vice-presidentes da CNCoop, Ronaldo Scucato (Minas Gerais) e Malaquias de Oliveira (Pernambuco), realizado hoje, em Brasília, contou com a participação do presidente do Sistema OCB/PB, André Pacelli, convidado, do superintendente do Sistema OCB, Renato Nobile, e do corpo técnico da Confederação.
A revista Globo Rural, com o apoio do Rabobank e da Fundação Espaço ECO (FEE) lançaram no dia 10 de dezembro de 2014 as inscrições para o 2º Prêmio Fazenda Sustentável. Neste ano, o prêmio conta com uma novidade: não haverá divisões por categoria e as propriedades rurais inscritas comporão um ranking geral de sustentabilidade. A organização do prêmio vai eleger as cinco fazendas mais sustentáveis, e uma comissão formada por membros da academia, de entidades públicas de pesquisa, organizações não governamentais e especialistas em sustentabilidade, vai apontar as três grandes vencedoras. As campeãs do 2º Prêmio Fazenda Sustentável serão conhecidas na revista Globo Rural de julho de 2015 e elas farão parte de uma reportagem multimídia especial.
O Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi um dos temas da reunião entre as ministras da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Kátia Abreu e do Meio Ambiente (MMA), Izabella Teixeira, ocorrida ontem com a intenção de discutir estratégias conjuntas para tornar mais efetiva a adesão ao Cadastro.
O CAR alcançou neste mês a marca de 576 mil imóveis rurais cadastrados. Isso representa apenas cerca de 11% da meta de 5,2 milhões de propriedades que devem ser registradas no país.
Nos dados apresentados pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB), responsável pelo CAR, a região Norte se destaca, com cerca 202 mil imóveis rurais já cadastrados. Em termos de área são 41,3 milhões de hectares, o que representa 52% do total na região.
Na região Sudeste já foram efetivados 101 mil registros, em uma área de quase 10 milhões de hectares (17% do total). No entanto, em extensão, a região Centro-Oeste já cobriu 53% da meta, com 56,7 milhões de hectares e 89 mil propriedades rurais cadastradas.
O Nordeste atingiu 6,7 milhões de hectares (8,9%) e 9,5 mil imóveis registrados. A região Sul cobriu 1,8 milhões de hectares (4,3%), com 66 mil propriedades cadastradas.
PRAZO – Os produtores rurais devem ficar atentos ao prazo de inscrição no Sistema de Cadastro Ambiental Rural (Siscar) – sistema eletrônico que comporta todas as informações da propriedade – que vai até o mês de maio de 2015. Este prazo deve ser prorrogado por mais um ano. O objetivo do MMA, em conjunto com o MAPA, é atingir mais 35% da meta ainda neste ano, concluindo o processo de cadastramento até 2016.
No momento do cadastro, o produtor identifica a localidade e as delimitações da propriedade e deve fornecer ainda imagens por satélite. Por isso, agricultores que não tiverem as informações necessárias para realizar o cadastro, devem procurar a ajuda de um técnico.
SAIBA COMO CADASTRAR SUA PROPRIEDADE
(Assimp Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento)
José Luiz Tejon Megido, dirigente do Núcleo de Agronegócio da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) e diretor vice-presidente de Comunicação do Conselho Científico para a Agricultura Sustentável (CAAS), é o entrevistado da 16ª edição daRevista Saber Cooperar. Ele destaca a importância da comunicação cooperativista e do marketing rural na esfera das cooperativas e aborda o conceito de agrossociedade, uma estrutura em que a cidade e o campo estarão em permanente interação. Tejon defende o aprimoramento de todas as ferramentas de comunicação para que se compreenda a “governança das redes sociais”, o que pressupõe um trabalho amplo e estratégico a ser empreendido em nível global.
O cooperativismo se funda na cooperação, para a qual a comunicação é essencial. Como fortalecer essa característica?
Não apenas o cooperativismo precisa tratar a comunicação como essencial. Este é um gigantesco desafio em qualquer atividade e um ponto fraco do sistema do agronegócio brasileiro. Criamos agora, na ESPM, o conceito de agrossociedade, em que não importa mais falar apenas dos aspectos das cadeias de valor do agribusiness, de sua importância econômica e financeira, ou da questão da tecnologia e da própria sustentabilidade. Precisamos espraiar essas fronteiras e integrar totalmente os conceitos de campo com cidade.
Uma megalópole como São Paulo é inviável no futuro sem um repensar da natureza e da agricultura dentro do seu espaço. Não haverá água para isso, saneamento. E sustentabilidade, só do ponto de vista rural, é uma visão pífia, pois o mundo já virou urbano, e onde ainda não é, o será dentro de dez anos.
Nesse propósito o cooperativismo é, sem dúvida, o genuíno e legítimo ponto de apoio, concreto, para esse inexorável futuro, e que pode ser visto como presente em várias regiões onde as cooperativas já exercem esse papel da construção de legítimas e avançadas agrossociedades.
A comunicação precisa ser vista sob todos os seus ângulos, da cultura, da arquitetura, da educação, dos produtos, valores, moda, design e da viabilidade econômica e financeira em si. Os agentes vitais dessa comunicação são representados pelos líderes. Portanto, os líderes do cooperativismo significam as principais e maiores vozes da sua comunicação.
Como a comunicação deve ser organizada nos níveis interno, entre as cooperativas e, principalmente, entre a cooperativa e o cooperado?
A comunicação do cooperativismo precisa ser holística. Significa ser abrangente a todo o universo, a todo o ambiente na geografia humana onde está presente. Cooperativismo representa valores, educação, consistência e competência na comunicação. Inicia com as crianças. Até os 10 anos de idade, formamos os verdadeiros valores dos adultos.
É preciso coragem para tomar o destino nas próprias mãos, a consciência de saber que sozinhos não superamos obstáculos, e que o cooperativismo proativo e protagonista trata da única via poderosa, econômica e humanista para uma sociedade que caminha para os 10 bilhões de habitantes.
Por isso, o cerne da comunicação no cooperativismo terá sempre componentes educacionais presentes. E, em paralelo, exige estética, ingredientes do design, e arte para dar visibilidade ao invisível.
Quais cuidados devem ser tomados na hora de planejar uma comunicação entre as cooperativas e o mercado consumidor?
A comunicação com o mercado consumidor não pode seguir as mesmas estratégias das empresas não cooperativas. Por trás de cada produto de uma cooperativa existem símbolos, significados, sentidos e valores que estão presentes naquela embalagem, naquele conteúdo.
Os produtos de uma cooperativa não são simplesmente business-to-consumer (comércio por meio da internet efetuado diretamente entre a empresa vendedora, produtora ou prestadora de serviços e o consumidor final) ou business-to-business (comércio de empresa para empresa); são life to life – coisas de vidas para vidas. De seres humanos para seres humanos.
O lucro com o trabalho embutido em cada produto retorna às mãos de quem trabalhou, preservou, amou e ama o que faz, com a própria vida e da sua família. Um produto de cooperativa, além de ser um exemplo de comprometimento com qualidade e inovação, precisa ser um diálogo de valores. O mundo carece de virtudes e de dignidade. O cooperativismo competente e consciente representa isso.
E com os meios de comunicação de massa?
Com os grandes veículos, o movimento cooperativista precisa aprimorar o diálogo entre os grandes dirigentes do cooperativismo e os altos dirigentes das grandes mídias. Precisa desenvolver projetos especiais e institucionais sobre os valores do cooperativismo, com o apoio e o interesse também institucional das grandes mídias.
E, além disso, deve ter um olhar realista para verbas e investimentos, incluindo as mídias segmentadas e a governança das redes sociais. Nesse sentido, recomendaria fortemente um trabalho profissional de monitoramento, diagnóstico e ações de governança das mídias sociais. Importante é que em toda comunicação seja sempre definido o diferencial de um valor de cooperativa. A homeopatia comunicacional bem feita e persistentemente feita, numa visão de longo prazo, será de grande utilidade.
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O Sistema OCB acompanhou o lançamento do Plano Nacional de Exportações, realizado hoje, em São Paulo. O evento, que contou com a presença de representantes da Secretaria Executiva do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, reuniu, ainda, lideranças da inciativa privada.
Durante o evento, os participantes discutiram as demandas dos produtores brasileiros para fomentar o aumento das exportações. Os pleitos das organizações representadas serão a base para definir as diretrizes do Plano. Para isso, um documento, a ser elaborado pelo governo federal, trará um programa de abrangência nacional visando ao incremento das exportações no período 2015-2018.
Segundo anunciado pelo Secretário de Comércio Exterior, Daniel Godinho, as ações do governo federal para fortalecer as importações estarão estruturadas em cinco pilares: promoção comercial, acesso a mercados, financiamento a exportações, tributação e participação do setor privado.
REALIDADE – Oitava maior economia do mundo, o Brasil teve no ano passado o primeiro saldo negativo em suas contas externas em uma década. Ou seja, o país importou mais do que exportou no período.
SALDO POSITIVO – Resilientes às crises econômicas, as cooperativas brasileiras mantiveram saldo positivo em seu comércio externo em aproximadamente US$ 4 bilhões de dólares em 2014. Os produtos das cooperativas brasileiras foram exportados a 143 países nos últimos 12 meses.
E, a fim de estimular a inserção internacional do cooperativismo brasileiro, o Sistema OCB articula ações de promoção e benchmarking. A Organização das Cooperativas Brasileiras é parceira da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para o fortalecimento das exportações do setor lácteo.